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CAPÍTULO QUATRO: O Código do Banheiro II

​Eu não deixei que ele terminasse. Dei um passo em sua direção, usando a fenda do vestido a meu favor.

​— Não me venha com a sua moralidade de empresário, Arthur. Estou aqui porque não aguento mais a sua contenção. E a minha. — Minha voz era quase um rosnado, pura necessidade.

​Ele tentou me pegar pelos braços, talvez para me afastar, talvez para me acalmar.

​— Aqui não é lugar para isso. Não podemos…

​— Eu sei. É exatamente por isso que é o lugar.

​Eu me aproximei ainda mais, tão perto que ele podia sentir a minha respiração quente e rápida.

​— Eu não estou usando calcinha, Arthur. Eu precisei de você o dia todo, em cada conversa tediosa, em cada aperto de mão. Eu preciso de você agora. — Olhei em seus olhos, e a provocação final, a que eu sabia que quebraria seu controle, veio com uma malícia gelada. — Se não for você, eu vou encontrar outro para me foder. Agora mesmo.

​A ameaça era real. A urgência em meu olhar não deixava dúvidas. A ideia de eu me entregar a outro homem ali, naquele evento, sob o mesmo teto que ele e meu pai, foi o golpe final na sua fachada de homem respeitável.

​O olhar de Arthur escureceu, a reverência dando lugar a uma urgência brutal. A raiva, o desejo reprimido e o medo de ser substituído colidiram.

​— Sua ninfeta safada! — Ele murmurou, a injúria transformada em carícia.

​Ele me pegou com uma força inesperada, empurrando-me contra a parede fria do mármore. O impacto fez meu corpo estremecer. A seda vermelha do vestido subiu quase instantaneamente com o movimento brusco. Ele não perdeu tempo com delicadezas. Apressado, ele abriu o zíper de sua calça com um som que ecoou no silêncio luxuoso do banheiro.

​A foda foi bruta, rápida, um ato de emergência. Não havia mais a dança do toque respeitoso do apartamento de luxo. Ali era a urgência animal, a colisão de corpos em um ato proibido.

​Eu gemi, não de dor, mas do prazer do risco e da intensidade daquela possessão relâmpago.

​— Mais rápido, Arthur! Ahhh… Me fode, me fode… — Eu implorei, agarrando seu terno para manter o equilíbrio, o corpo arqueado contra a parede gelada.

​Ele investia com a fúria de quem está prestes a ser descoberto, a testa encostada na minha, os olhos fechados em um esforço de contenção.

​— Você ainda vai me matar por foder você assim! — ele ofegava, a voz distorcida entre o prazer e o perigo iminente.

​Eu ri, um som abafado, rouco, quase histérico.

​— Que nada, Arthur. Você aguenta. Você adora isso. Adora saber que, no meio de tudo isso, você é o meu único segredo.

​Nossos orgasmos vieram quase simultaneamente, um choque elétrico que durou apenas segundos, mas que esvaziou toda a tensão acumulada da noite. O alívio era físico e mental. Era a minha forma de meditar, de zerar o placar da hipocrisia.

​Arthur se afastou bruscamente, recuperando o fôlego e fechando o zíper com a mesma urgência que o abrira. Ele ajeitou o smoking com a familiaridade de quem se veste para o trabalho, enquanto eu descia a seda vermelha e alisei a fenda. Em menos de um minuto, não havia evidência, exceto pelo brilho úmido nos meus olhos e a pulsação ainda acelerada sob o vestido.

​Olhei-me no espelho. A imagem devolvida era de uma mulher perfeitamente composta.

​— Vamos? — perguntei, com a voz normal, como se tivéssemos acabado de discutir o preço das ações.

​Arthur apenas assentiu, o rosto pálido, a adrenalina ainda correndo em suas veias. Ele parecia ter envelhecido cinco anos em cinco minutos.

​Eu sorri para ele, pura satisfação. Eu não o tinha apenas desejado. Eu o tinha controlado.

​Saímos do banheiro com segundos de diferença, e eu voltei para a festa, passando por Arthur como se fôssemos apenas dois convidados distintos. Eu retomei minha conversa sobre caridade, mas, agora, sob a seda vermelha, eu era uma mulher diferente. O prazer era um segredo que eu carregava, e o risco, a minha maior excitação.

​A estrada, eu sabia, acabara de ficar muito mais perigosa.

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