O Alfa Me Rejeitou... Sem Saber Que Eu Era a Rainha da Lua

O Alfa Me Rejeitou... Sem Saber Que Eu Era a Rainha da LuaPT

Lobisomem
Última actualización: 2026-07-26
Anis Valche  Recién actualizado
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Resumen
Índice

Na noite em que seria coroada Luna da Alcateia do Norte, Elara Ravencrest viu sua vida desmoronar diante de todos. O homem que jurou protegê-la, o Supremo Alfa Kael Draven, a acusou de um crime imperdoável e rompeu o vínculo de companheiros diante de toda a alcateia. Humilhada, ferida e condenada sem direito de se defender, Elara desapareceu. Para o mundo, ela estava morta. Cinco anos depois, ela retorna. Não como a jovem Luna que um dia implorou por amor. Mas como a misteriosa Rainha da Lua Negra, líder de uma linhagem ancestral que todos acreditavam extinta. Dona de um poder capaz de subjugar qualquer Alfa, Elara está determinada a destruir o sistema que permitiu sua condenação e fazer cada responsável pagar pelo que fez. O problema é que Kael descobre tarde demais que viveu uma mentira. A verdadeira assassina sempre esteve ao seu lado, manipulando seu ódio enquanto transformava Elara em sua maior vítima. Agora, o vínculo que ele acreditava ter destruído desperta com uma força impossível de controlar. Enquanto uma guerra ameaça consumir todas as alcateias, Kael precisará escolher entre o orgulho e a mulher que jamais deixou de amar. Mas Elara não pretende entregar seu coração novamente. Desta vez, será o Supremo Alfa quem descobrirá que algumas rejeições têm um preço alto demais... e que conquistar a Rainha da Lua Negra será muito mais difícil do que perdê-la.

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Capítulo 1

Prólogo — A Noite da Rejeição

A lua cheia iluminava toda a Fortaleza do Norte.

Era a maior celebração da alcateia em décadas.

Centenas de lobos ocupavam o grande pátio de pedra, vestidos com as cores da Casa Draven. Bandeiras negras balançavam ao vento gelado enquanto tochas formavam um corredor até o altar onde o Supremo Alfa faria o juramento de união com sua companheira.

Elara Ravencrest respirou fundo.

As mãos tremiam discretamente, escondidas entre as dobras do vestido branco adornado por fios prateados que simbolizavam a futura Luna. Desde menina ouvira histórias sobre aquele momento. Sua avó dizia que nenhuma loba esquecia a noite em que caminhava até o homem destinado pela Deusa da Lua.

Ela acreditava nisso.

Acreditava no destino.

Acreditava no vínculo.

E, acima de tudo, acreditava em Kael Draven.

Mesmo que ele fosse distante.

Mesmo que raramente sorrisse quando ela estava por perto.

Mesmo que sempre parecesse carregar um peso impossível de dividir.

Ainda assim, Elara dizia para si que ele apenas tinha dificuldades para demonstrar sentimentos. Afinal, governar todas as alcateias do Norte exigia uma força que poucos compreendiam.

Quando tudo aquilo terminasse, teriam uma vida inteira para construir confiança.

Era nisso que ela escolhia acreditar.

— Está linda.

A voz suave fez Elara se virar.

Lysandra, sua melhor amiga, segurava suas mãos com carinho.

— Todos estão olhando para você.

Elara sorriu.

— Espero não tropeçar.

As duas riram baixinho.

— Se tropeçar, o Supremo vai segurar você.

Elara abaixou os olhos, envergonhada.

— Acho que ele nem perceberia.

Lysandra franziu a testa.

— Não diga isso.

Antes que pudesse responder, os enormes portões da fortaleza se abriram.

Um silêncio absoluto tomou conta do lugar.

Kael apareceu.

Vestia um longo manto negro bordado com prata.

Seu cabelo escuro era movido pelo vento.

Os olhos cinzentos permaneciam frios, atentos, quase inalcançáveis.

A presença do Supremo fazia qualquer conversa morrer imediatamente.

Ele caminhou até o altar sem desviar o olhar.

Nem uma única vez procurou Elara.

Mesmo assim, ela sorriu.

Talvez fosse nervosismo.

Talvez ele apenas estivesse concentrado na cerimônia.

Os tambores começaram a tocar.

O Ancião ergueu o cajado de madeira branca.

— Nesta noite, diante da Lua Sagrada, testemunharemos a união do Supremo Alfa Kael Draven com sua companheira destinada, Elara Ravencrest.

A multidão aplaudiu.

Elara deu o primeiro passo.

Depois outro.

Cada batida do coração parecia acompanhar o ritmo dos tambores.

Quando chegou ao altar, ficou diante de Kael.

Os olhos dele finalmente encontraram os seus.

E algo dentro dela congelou.

Não havia carinho.

Nem orgulho.

Nem desejo.

Havia apenas uma frieza que jamais tinha visto.

Seu sorriso vacilou.

— Kael...

Ele não respondeu.

O Ancião prosseguiu.

— Supremo Alfa, estenda sua mão para receber sua companheira.

Kael permaneceu imóvel.

Os murmúrios começaram a surgir entre os convidados.

O velho sacerdote repetiu o pedido.

— Supremo?

Silêncio.

Kael respirou profundamente.

Então deu um passo para trás.

Os olhos de Elara se arregalaram.

Ela sentiu o vínculo vibrar dentro do peito, inquieto, como se seu lobo percebesse um perigo invisível.

— Kael... o que está acontecendo?

Ele finalmente falou.

Sua voz ecoou por toda a fortaleza.

— Esta cerimônia não acontecerá.

Um choque percorreu a multidão.

Os tambores cessaram.

O Ancião ficou completamente imóvel.

— Supremo... isso não pode...

Kael ergueu a mão, interrompendo qualquer tentativa de interferência.

Seu olhar permaneceu fixo em Elara.

Frio.

Implacável.

— Você realmente acreditou que pisaria ao meu lado como Luna?

Ela empalideceu.

— Eu... não entendo...

— Claro que não entende.

A voz dele endureceu ainda mais.

— Você sempre fingiu não saber de nada.

Um homem surgiu entre os guerreiros trazendo um pequeno baú de madeira.

Kael abriu a tampa.

Dentro havia um colar coberto por manchas escuras de sangue já seco.

Elara arregalou os olhos.

Conhecia aquele colar.

Pertencera à irmã mais nova de Kael.

A jovem desaparecera cinco anos antes.

Seu corpo nunca fora encontrado.

— Reconhece isso?

Elara balançou a cabeça lentamente.

— Sim... era de Lyanna...

— Encontramos este colar escondido entre os pertences deixados na antiga casa onde você morava.

Um murmúrio percorreu toda a multidão.

— Isso é impossível...

— Então explique.

Ela olhou para o colar.

Depois para Kael.

— Eu nunca toquei nisso.

— Ainda vai negar?

— Porque estou dizendo a verdade!

Kael deu mais um passo.

— Minha irmã confiava em você.

Você era a última pessoa vista com ela antes de desaparecer.

Seu coração disparou.

As lembranças daquela tarde voltaram como relâmpagos.

Lyanna havia recebido uma carta.

Dissera que precisava encontrar alguém na floresta.

Depois nunca mais voltou.

Elara tentou explicar isso inúmeras vezes.

Ninguém acreditou.

— Eu não a machuquei.

Kael sorriu sem qualquer alegria.

— Durante anos procurei respostas.

Passei noites acreditando que talvez estivesse enganado.

Até encontrar isso.

Ele ergueu o colar diante de toda a alcateia.

— Minha irmã morreu por sua culpa.

Lágrimas encheram os olhos de Elara.

— Não...

— E eu jamais permitirei que uma assassina seja Luna.

O vínculo dentro dela começou a vibrar dolorosamente.

Seu lobo uivava em desespero.

Algo estava errado.

Muito errado.

O Ancião tentou intervir.

— Supremo, a Deusa escolheu...

— Então eu recuso essa escolha.

O silêncio tornou-se absoluto.

Nem o vento parecia soprar.

Kael encarou Elara sem desviar os olhos.

Então pronunciou palavras que jamais poderiam ser desfeitas.

— Eu, Kael Draven, Supremo Alfa dos Lobos do Norte... rejeito Elara Ravencrest como minha companheira destinada.

A dor explodiu.

Não foi apenas no peito.

Foi em cada osso.

Cada músculo.

Cada parte de sua alma.

Elara caiu de joelhos, incapaz de respirar.

Um grito rasgou sua garganta.

O vínculo que unia seus corações se rompeu como uma corrente sendo arrancada à força.

Os lobos presentes abaixaram a cabeça.

Alguns desviaram o olhar.

Outros observavam em silêncio, incapazes de acreditar no que acabavam de testemunhar.

Enquanto a dor consumia seu corpo, Elara levantou os olhos uma última vez.

Kael continuava imóvel.

Sem arrependimento.

Sem compaixão.

Naquele instante, ela compreendeu que havia perdido muito mais do que um companheiro.

Perdera sua casa.

Seu futuro.

Seu lugar entre os seus.

E, sem que ninguém percebesse, uma marca negra começou a surgir lentamente em seu pulso esquerdo, escondida sob a manga do vestido.

Uma marca antiga.

Esquecida pelas alcateias.

O símbolo da Lua Negra havia despertado.

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Prólogo — A Noite da Rejeição
Capítulo 1 – A Marca Que Não Deveria Existir
Capítulo 2 – O Refúgio Esquecido
Capítulo 3 – O Cerco da Lua Negra
Capítulo 4 – A Verdade Que Chegou Tarde Demais
Capítulo 5 – A Espada Escolheu Sua Rainha
Capítulo 6 – O Primeiro Treinamento
Capítulo 7 – O Alfa Que Se Recusou a Caçar
Capítulo 8 – A Mulher Que Conhecia o Caminho
Capítulo 9 – O Sangue da Rainha
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