A dor não diminuía.Era como se garras invisíveis rasgassem o peito de Elara de dentro para fora, arrancando pedaços da ligação que sempre acreditara ser eterna. Cada tentativa de respirar transformava-se em um suplício. O ar parecia pesado, incapaz de preencher seus pulmões.Ela permanecia caída sobre as pedras do altar.As mãos apoiadas no chão já estavam manchadas pelo próprio sangue, que escorria de suas unhas quebradas. Seu corpo estremecia em espasmos, enquanto lágrimas misturavam-se ao véu branco espalhado ao seu redor.Nenhum lobo se aproximou.O silêncio era ainda mais cruel que qualquer insulto.Os membros do Conselho observavam a cena sem mover um músculo. Alguns desviavam o olhar, outros mantinham expressões impassíveis, como se assistissem apenas ao cumprimento de uma sentença inevitável.No alto da escadaria, Kael continuava imóvel.Seu rosto permanecia fechado.Por dentro, porém, algo parecia querer romper a muralha que construíra durante anos.O vínculo havia desaparec
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