Mundo de ficçãoIniciar sessãoSelena passou a vida fugindo de lendas e instintos — até que Darian surgiu com olhos de tempestade e a certeza de que ela era sua. Alfa da poderosa alcatéia Alvorúbia, ele não precisou gritar nem dominar com força. Bastou um olhar. Um toque. Um sussurro rouco ao pé do ouvido para incendiar algo que ela jurava não existir. Selena tenta resistir. Mas cada vez que ele se aproxima, o ar pesa, o corpo responde... e a vontade de fugir vira desejo de ficar. Ela odeia admitir, mas a ligação entre eles pulsa quente, selvagem, incontrolável. Enquanto lobos inimigos cercam seu mundooo e segredos perigosos emergem, Selena será forçada a escolher entre a razão que grita "corra" e o instinto que geme "fica". Porque quando o Alfa a toca, o mundo silencia. E tudo o que resta é o som do próprio corpo implorando por mais.
Ler maisO tempo passou, como sempre passa.Mas naquela terra onde antes houve guerra, agora nasciam colheitas.Onde houve dor, crianças brincavam sem medo.E onde houve silêncio… havia gargalhadas.O castelo, antes símbolo de poder e medo, tornara-se lar.Salas antes vazias agora abrigavam canções.Paredes frias, agora cobertas por desenhos de pequenas mãos e panos coloridos.Até as sombras pareciam ter encontrado descanso.O freixo, plantado com as últimas forças da esperança, agora se erguia alto, imponente, com folhas que pareciam sussurrar histórias antigas aos que passavam por ali.Ao redor dele, flores silvestres, bancos de pedra e caminhos de terra batida por pegadas leves.Ali, sob sua sombra, contadores de histórias se reuniam nas tardes douradas para relembrar o passado — e celebrar o presente.E foi numa dessas tardes que uma nova voz pediu a palavra.Um menino de olhos cinzentos, cabelos claros e sorriso travesso subiu no banco de pedra com as mãos pequenas segurando um livro.Tra
Os dias passaram com calma. Pela primeira vez em muito tempo, o tempo não corria — ele simplesmente acontecia. O vilarejo cresceu. As crianças já não falavam sobre medo, mas sobre correr mais rápido, sobre quem fazia o melhor pão ou sobre a aula da professora Selena. Sim, ela tinha feito. A escola. Uma casa simples de madeira, com janelas grandes e mesas redondas. Ali, a cada manhã, ela recebia pequenos olhos curiosos, mãos inquietas e vozes ansiosas por aprender — não apenas letras, mas histórias, sementes, cuidado e coragem. Darian observava tudo de longe, muitas vezes do alto da torre. O povo estava em paz. As muralhas já não eram fronteiras — eram abrigo. Ele também havia transformado o castelo. Deixou de lado os salões sombrios e abriu espaço para jardins internos, quartos novos, uma cozinha com cheiro de comida feita em casa… E no canto mais tranquilo, reformou uma ala esquecida, onde construiu o lar deles. Nada suntuoso. Mas com tudo que importava. Parede
O dia amanheceu leve, com o céu limpo e o vilarejo pulsando um novo ritmo.Não havia pressa. Nem medo. Só vozes, aromas, risos soltos no ar.Selena caminhava ao lado de Darian pelos corredores externos do castelo, de mãos dadas.O povo os cumprimentava com sorrisos sinceros, toques de cabeça e olhos brilhantes de gratidão.Não havia mais reverência exagerada.Ali, entre eles, Darian e Selena já não eram figuras distantes — eram os dois que ficaram. Os dois que lutaram. Os dois que renasceram junto com aquele lugar.— Parece outro mundo — murmurou ela, observando crianças correndo ao redor das fontes, guardiões ajudando a carregar cestas, e famílias sentadas em bancos, rindo como se sempre tivessem pertencido àquele tempo de paz.— E é — respondeu Darian. — A diferença é que agora ele também é nosso.Uma garotinha de tranças se aproximou, os pés descalços e um pedaço de pão na mão.Olhou para os dois com curiosidade genuína e perguntou:— Vocês são rei e rainha?Selena sorriu, agachand
A luz da manhã entrava pelas janelas com calma, tocando o quarto como se pedisse permissão.Darian estava desperto.Pela primeira vez em muito tempo, não havia dor sufocando seus sentidos. Não havia tensão no peito, nem pensamentos cortando sua mente.Havia paz. E o motivo dela estava ali — dormindo ao seu lado.Selena.Ela dormia profundamente, com os cabelos espalhados sobre o travesseiro e os lábios entreabertos.Darian a observava em silêncio, como quem ainda não sabia se merecia tanta beleza.Havia força nela, mesmo adormecida. E havia ternura — o tipo que não se ensina.Ele a amava mais do que poderia dizer. E agora, não havia mais tempo a perder.Selena despertou devagar, como quem sentia o olhar dele antes mesmo de abrir os olhos.— Você está me olhando de novo? — sussurrou, sorrindo de leve.— E pretendo fazer isso por muitos anos.Ela se virou até ficar de frente para ele. O toque das mãos foi automático.— Dormiu bem?— Dormi com você — respondeu ele. — Foi mais do que sufi





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