Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse: Valéria, uma jovem doce de 18 anos, vê sua vida virar de cabeça para baixo após perder sua mãe, Laura, em um trágico acidente de carro. Abalada e vulnerável, ela é forçada a deixar tudo para trás e ir morar com o pai, Otaviano, um CEO frio, calculista e autoritário, conhecido como "mão de ferro". Sem qualquer laço afetivo com ele, Valéria se vê sozinha no mundo, mergulhada na dor do luto e na ausência de acolhimento. Ao chegar à nova casa, ela conhece Matheus, seu meio-irmão de 28 anos. Um homem arrogante, provocador e misteriosamente possessivo. Desde o primeiro momento, ele torna sua vida um verdadeiro inferno, implicando com cada atitude da garota. Mas por trás das provocações, existe algo mais? Um sentimento proibido pode nascer em meio ao caos? Será que Valéria conseguirá sobreviver ao luto, à rejeição... e ao amor inesperado?
Ler maisMatheus Narrando. Terminamos de tomar o café da manhã em um silêncio quase ensurdecedor. A mesa estava posta, tudo organizado, mas o clima… o clima estava pesado, denso, como se o ar tivesse ficado mais espesso. Clarissa fingia normalidade, mexendo distraída na xícara, enquanto Otaviano lia algo no tablet, sério, fechado, distante. Valéria mal tocou na comida, e eu… eu só conseguia sentir aquela sensação estranha, incômoda, como se algo estivesse fora do lugar. Sabe quando o peito aperta sem motivo aparente? Quando o corpo pressente antes da mente? Era exatamente isso. Saímos juntos de casa. Eu e Otaviano caminhamos lado a lado até a garagem, sem trocar uma palavra. Cada um entrou em seu carro, e seguimos rumo à empresa. Assim que dei a partida, aquela sensação voltou com força total. Um peso no estômago, um arrepio subindo pela espinha. — Merda… — murmurei sozinho, apertando o volante. Não era medo. Era alerta. O trânsito fluía normalmente, mas minha mente estava longe dali. Pe
Valeria Narrando A declaração que trocamos horas antes ainda ecoava na alma, um doce e quente eco que transformara tudo. Quando finalmente nos entregamos, foi uma entrega completa, visceral, boa e viva. Cada toque, cada suspiro, cada gemido era a tradução física de tudo que havíamos guardado por tanto tempo. Não havia mais segredos, nem medos, apenas a verdade crua do que sentíamos um pelo outro. O mundo lá fora deixou de existir, e o único universo que importava era aquele que criávamos entrelaçados, suados e ofegantes. Caímos na cama exaustos, os membros pesados e o coração leve, e dormimos como há muito tempo não fazíamos. Um sono profundo e reparador, sem pesadelos, apenas a paz de estar onde se pertencia. Ao acordar, ainda envolta na penumbra do amanhecer, me vi abraçada ao amor da minha vida. O rosto de Matheus estava sereno, relaxado em um sono profundo. Era um quadro de perfeita felicidade. Mas, então, veio aquela sensação insidiosa, um frio na espinha que não me largava.
--- Matheus Narrando Quando ela disse que me amava, algo dentro de mim se acalmou. Era como se, mesmo em meio à guerra que nos cercava, eu tivesse finalmente encontrado paz. — Eu vou resolver isso, Valéria — prometi. — Vou falar com Otaviano. Vou deixar claro que não vou aceitar esse casamento. — Cuidado, Matheus. Ele não vai reagir bem. — Eu sei — respondi. — Mas chega de me esconder. Fui até a janela. O céu estava carregado, trovões ao longe. O mundo parecia refletir a tempestade dentro de mim. Atrás de mim, senti os braços dela me envolverem. Fechei os olhos. — Vamos enfrentar isso juntos — disse ela. Sorri, cansado, mas real. — Juntos. E, naquele instante, jurei que nada nem ninguém iria nos separar. Trocamos de roupa e fomos deitar, mas Valéria tava com um foguinho. Ficava colocando as mãos na minha barriga e arranhava com as unhas. Isso tava fazendo o meu pau dar sinal de vida. Não aguentei mais, de tanto tesão que estava sentindo e acumulado. Me virei
Valéria Narrando Terminado o jantar, saímos para o carro. O céu já escurecia, um vento leve batia no rosto. Por um instante, pensei que tudo poderia durar para sempre. Mas quando abrimos a porta de casa, Pamela estava lá. Parada na sala, o sorriso calculado, o olhar cheio de veneno. — O que ela está fazendo aqui? — sussurrei, tensa. Pamela avançou, tocando o peito de Matheus com intimidade falsa. — Vim falar sobre o casamento — disse, provocativa. A raiva subiu nele como uma chama. — Nós não temos nada para falar sobre isso! — ele gritou, segurando o pescoço dela. Fiquei por um tempo olhando tudo aquilo estática. O ar parecia mais denso, o tempo mais lento. Pamela estava com o rosto avermelhado, os olhos marejados e Matheus com as mãos ainda tremendo. A cena inteira parecia um quadro distorcido de uma vida que eu não reconhecia. Meu coração disparou. Corri até ele, segurei seu braço. — Matheus, solta ela! Meu coração batia acelerado, o estômago embrulhado.





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