Mundo ficciónIniciar sesiónAurora Lemos é uma jovem brilhante, forte e determinada, marcada por uma infância dura e uma irmã doente que depende da sua coragem para sobreviver. Quando recebe uma proposta indecente - um casamento por contrato com o CEO e emocionalmente frio, Leonardo Vasconcellos - Aurora aceita, acreditando que poderá manter o coração fora da equação. Mas sentimentos não seguem cláusulas. Entre segredos do passado, e rivais perigosos e uma paixão que ameaça destruir seus muros, Aurora descobre que o verdadeiro contrato do destino não é assinado com caneta - mas com alma, coragem e amor.
Leer másQuando finalmente saímos, a luz do final da tarde tingia o céu de laranja e roxo. Estávamos no carro, no banco de trás, e o motorista seguia em silêncio. A rotina parecia voltar, mas o silêncio entre nós não era o de antes; era mais suave, mais íntimo.— Ela gostou muito dos girassóis — Quebrei o silêncio.— Sofia é fácil de agradar — Ele respondeu, olhando pela janela.— Não é só isso, Léo. Ela... ela notou o esforço. O Enzo nunca se importou. Ele achava que a minha vida familiar era um fardo.O nome do meu ex saiu sem querer, e me arrependi no mesmo instante. Pensei que Leonardo voltaria à sua postura fria, mas ele virou o rosto e me encarou.— Eu não sou ele, Aurora. E a sua irmã não é um fardo. Ela é a sua prioridade. Entendo o motivo do seu... jogo — Ele fez uma pausa. — Admiro a sua lealdade.Fiquei sem palavras. Era a primeira vez que ele usava a palavra "admiro" em relação a mim. Ele não estava vendo apenas o "acordo" ou a "esposa de fachada"; es
Acordei na manhã seguinte exausta, apesar de ter dormido em meu próprio quarto. A parede entre mim e Leonardo parecia feita de papel, e eu passei metade da noite em claro, repassando o beijo e, pior, a quase-continuação dele. O corpo ainda se lembrava do calor, da pressão... — Foco, Aurora! — Resmunguei, batendo de leve na própria testa. O plano era simples: evitar o CEO possessivo, loiro idiota e orgulhoso o máximo possível. Desci para a cozinha cedo, mas ele já estava lá, impecável em um terno cinza, tomando café e lendo o jornal. A cena era de uma rotina normal, mas o ar crepitava entre nós. — Bom dia — Minha voz saiu estranhamente rouca. — Bom dia. Dormiu bem? — Ele perguntou, sem tirar os olhos do jornal. Era uma pergunta retórica e, dadas as circunstâncias, pura provocação. — Perfeitamente — Menti, servindo-me uma xícara de chá. Fiz o possível para ignorá-lo, até que decidi que precisava de uma di
Leonardo se afastou de mim no instante em que a porta bateu, mas o calor de suas mãos na minha cintura permaneceu, queimando. Ele se recompôs com uma velocidade assustadora, ajeitando o colarinho com um ar de quem acabara de discutir o preço das ações na bolsa, e não de quem quase me atirou no sofá para me devorar.Eu, por outro lado, senti que estava desmoronando em slow motion. Meus lábios ainda formigavam, minha respiração não voltava ao normal.— Vamos — Sua voz saiu seca, cortante, como se tentasse espantar o cheiro de desejo no ar. — Dona Maria está esperando.— Eu… eu preciso lavar o rosto — Gaguejei, fugindo. Corri para o banheiro mais próximo e me tranquei, apoiando as mãos na pia fria.O rosto que me encarava no espelho estava rubro, o cabelo despenteado e os lábios inchados. Não havia como fingir que nada tinha acontecido. Pior: eu não conseguia parar de reviver a sensação. O gosto dele, a força, a forma como ele me calou...— Não, não, não — Murmurei para o espelho, molhan
Leonardo deu as costas e saiu da sala, me deixando com o coração na mão.Ai, meu Deus… o que foi isso?Voltei a me sentar na minha cadeira, mas com o coração a mil. Ele me beijou? Não, isso não foi um beijo! Ou foi? Um beijo no canto dos lábios conta como beijo?Ai, droga, não é como se eu nunca tivesse sido beijada antes. Afinal, eu já tive um namorado, e com certeza ele não me fez sentir do mesmo jeito que o Leonardo me fez sentir.Não sei por quê, mas eu queria que ele continuasse. Eu queria que ele deslizasse só mais um pouco para a direita e aí… e aí os seus lábios tocariam os meus, e eu queria sentir os lábios dele nos meus, a sua língua deslizando pela minha e explorando cada canto da minha boca. Depois, descer pela minha mandíbula devagarinho e deslizar pelo meu pescoço, deixando um rastro de fogo até os meus…— Ai, não, não… não pode. — Levantei da cadeira e comecei a andar de um lado para o outro. Não dava. Eu tinha que me lembrar de que isso ia acabar daqui a um ano. Eu não










Último capítulo