Mundo de ficçãoIniciar sessãoHelena Duarte sempre foi uma mulher forte. Abandonada pelo namorado ao descobrir a gravidez, ela criou o pequeno Theo sozinha, enfrentando uma sociedade machista e uma família que a virou as costas. Com apenas 25 anos, ela trabalha duro para dar ao filho uma vida digna e um futuro melhor. Quando uma oportunidade de emprego surge em uma das maiores empresas do país, ela não imagina que o destino colocará em seu caminho Arthur Vasconcellos, o poderoso e reservado CEO que comanda o império da família. Ele é o oposto de Helena: frio, prático e acostumado a controlar tudo — inclusive os próprios sentimentos. Mas o que começa como um choque de mundos logo se transforma em uma ligação intensa, que desafiará o poder, o preconceito e os segredos do passado. E, enquanto uma amiga de infância de Arthur fará de tudo para separá-los, Helena descobrirá que o verdadeiro amor pode ser a força mais poderosa de todas.
Ler maisCAPÍTULO 116 — O RECOMEÇO QUE NASCEU DO CAOS O sol da manhã cortava o céu em tons alaranjados quando Camila atravessou o saguão do aeroporto, coberta por um casaco escuro, óculos grandes e passos apressados. Ela segurava o passaporte falso com tanta força que seus dedos estavam brancos. Os olhos inquietos buscavam cada sombra, cada rosto desconhecido. — É só passar do portão de embarque… — ela murmurou para si mesma. — E tudo recomeça. O voo internacional já estava embarcando. A poucos metros do guichê, Camila sentiu o alívio inundar seu corpo. Tão perto. Tão… perto. — Camila Ferraz? — uma voz masculina chamou atrás dela. Ela congelou. Não olhou de imediato — respirou fundo, tentando pensar. Mas quando virou, três agentes federais estavam ali, exibindo distintivos. O mundo dela desmoronou. — Você está presa por associação a sequestro, suborno e participação em crime organizado — anunciou o agente. — Tem o direito de permanecer calada… — Vocês não podem
CAPÍTULO 114 — O TIRO QUE FEZ O MUNDO PARAR O som do disparo ecoou como se o próprio tempo tivesse estilhaçado ao meio. Marcos cambaleou para trás, os olhos arregalados, a mão soltando a arma que caiu no chão com um barulho seco. Arthur, parado entre ele e Helena, ainda sentia o corpo inteiro vibrar com o choque. Mas quem disparou… não foi ele. — Pai? — Arthur sussurrou, sem acreditar. O pai dele estava parado logo atrás, segurando com firmeza a arma que tinha pego do segurança. O rosto sério, duro, porém marcado por um desespero silencioso. — Ele ia atirar nela, Arthur — o pai disse, a voz baixa, pesada. — Não havia mais tempo. Marcos tentou falar, mas tossiu sangue. — Você… você não entende… Arthur avançou, o peito explodindo de emoções que ele não conseguia nomear. — Eu entendo perfeitamente. — Ele se ajoelhou ao lado de Marcos, encarando-o com frieza. — Você tentou destruir a minha família. E perdeu. Marcos sorriu — um sorriso torto, quebrado, quase delirante. — Ela
CAPÍTULO 113 — O CERCO SE FECHA A noite parecia mais densa do que o normal quando Arthur e o grupo de carros pretos avançaram pelas estradas secundárias que levavam ao galpão. O ar tinha cheiro de tempestade, mas também de guerra. No banco traseiro, a mãe dele mantinha os olhos fixos no tablet em que acompanhava a triangulação do sinal. — O botão que Helena apertou é militar — ela explicou. — Ninguém usa isso hoje em dia. Por isso Marcos não identificou o alerta. Ele não sabe que ela o acionou. Arthur apertou o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. — Ele vai pagar por colocar a mão nela — murmurou, a voz baixa, mortal. O pai dele, no banco da frente, olhou de relance. — Filho… — começou, mas Arthur não deixou terminar. — Eu sei que querem que eu mantenha a cabeça fria. Mas eu só vou respirar em paz quando Helena estiver nos meus braços de novo. A mãe colocou a mão no ombro dele. — Você vai encontrá-la. E vai trazê-la para casa. Mas precisa lembrar do
CAPÍTULO 112 — O SINAL QUE PODE SALVAR UMA VIDA Arthur estava parado no centro da sala de comando improvisada dentro do hospital — o saguão transformado em quartel-general em poucos minutos. Homens armados, computadores ligados, mapas e telas mostrando a movimentação da cidade. Mas ele não via nada. Não escutava nada. Só sentia o vazio no lugar onde Helena deveria estar. E a fúria que queimava como fogo líquido dentro dele. Seu pai analisava relatórios ao lado, dando ordens rápidas e precisas aos seguranças e aos policiais que haviam chegado de reforço. Tudo era feito com precisão militar, como se ele tivesse treinado a vida inteira para esse momento. Até que um dos analistas, sentado diante de quatro monitores, arregalou os olhos. — Senhor Arthur? — chamou, hesitante, como se tivesse medo da reação. Arthur se virou na hora, como um predador em alerta. — O que foi? O analista engoliu seco. — Um… um sinal de emergência acabou de ser acionado. No mesmo instante, Arthur ava





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