CAPÍTULO 110 — QUANDO A ARMADILHA SE FECHA
O hospital parecia tranquilo demais naquela madrugada. Luzes frias iluminavam o corredor onde dois seguranças permaneciam fixos diante da porta do quarto de Helena. Eles estavam alerta, mas o silêncio dava a falsa impressão de segurança.
Dentro do quarto, Helena tentava respirar fundo enquanto acariciava a barriga. Ainda frágil, ainda assustada, mas lutando para manter a calma.
Arthur estava ao seu lado, segurando sua mão com força — mas não de forma agressiva. Parecia que ele precisava daquele contato para garantir que ela era real, que não desapareceria.
— Você tem certeza de que está melhor? — ele perguntou pela terceira vez em menos de dez minutos.
Helena sorriu de canto, tentando tranquilizá-lo.
— Estou. As contrações diminuíram. O médico disse que é só repouso…
Mas sua voz perdeu força no final. Não era mentira — mas também não era completamente verdade.
Ela ainda sentia algo estranho. Algo como uma ameaça silenciosa dentro do