CAPÍTULO 116 — O RECOMEÇO QUE NASCEU DO CAOS
O sol da manhã cortava o céu em tons alaranjados quando Camila atravessou o saguão do aeroporto, coberta por um casaco escuro, óculos grandes e passos apressados.
Ela segurava o passaporte falso com tanta força que seus dedos estavam brancos.
Os olhos inquietos buscavam cada sombra, cada rosto desconhecido.
— É só passar do portão de embarque… — ela murmurou para si mesma. — E tudo recomeça.
O voo internacional já estava embarcando.
A poucos metros do guichê, Camila sentiu o alívio inundar seu corpo.
Tão perto.
Tão… perto.
— Camila Ferraz? — uma voz masculina chamou atrás dela.
Ela congelou.
Não olhou de imediato — respirou fundo, tentando pensar.
Mas quando virou, três agentes federais estavam ali, exibindo distintivos.
O mundo dela desmoronou.
— Você está presa por associação a sequestro, suborno e participação em crime organizado — anunciou o agente. — Tem o direito de permanecer calada…
— Vocês não podem