Mundo de ficçãoIniciar sessãoMayla D. Layer não é apenas uma CEO. Ela é a força implacável por trás de um império financeiro que domina o mundo mortal, acostumada a esmagar a concorrência e controlar seu próprio destino. O que ela não sabe é que seu destino pertence a outro lugar. Quando um portal esquecido se abre em sua cobertura de luxo em Nova York, Mayla é forçada a encarar a verdade: ela é, na verdade, a Herdeira da Linha Vital de Éterea, um reino de fantasia à beira da aniquilação pelo Vazio. Sua salvação, e a única rota para casa, é Abner Kaelen, o último Guardião. Ferido, taciturno e dedicado ao dever que lhe roubou o amor, ele foi enviado para escoltá-la de volta ao trono e treiná-la para manifestar a Luz do Coração. Abner despreza a frieza do mundo de Mayla, e Mayla não confia em ninguém que tente controlar sua vida ou seu poder. Mas, à medida que a ameaça do Vazio e a traição na corte se aproximam, a linha tênue entre CEO e Guardião se quebra, liberando uma química que é tão perigosa quanto a escuridão que os persegue. Mayla precisará de toda a sua lógica de CEO para vencer a guerra política contra o noivo traiçoeiro e resgatar Abner do cativeiro. Mas como uma mulher que construiu sua vida no controle pode entregar seu destino e seu coração ao Guardião que a lei proibia de amar?
Ler mais*O Último Ponto de Defesa*
Ao entrar na sala do trono O Guardião Sênior- um homem de armadura completa, o último Kaelen de sua Geração- não esperava ver aquela cena terrível, o rei Ronan Auran consumido pelo vazio e sua linda esposa a Rainha Lyra em seus suspiros finais. Ele segue até ela e se abaixa ao seu lado; - Rápido, pegue isso é a Pedra da Distância, ela guiará a princesa para um local seguro - Falou a Rainha- Proteja-a! Para a Borda! Eu abri o portal mas não durará para sempre! Ele sabe que nada poderá fazer para ajudar os monarcas que jurou proteger com a própria vida. Então, rápido e preciso ele vai em busca da princesa, a encontrando escondida na saleta secreta, que não durará se o Vazio a encontrar. Alguém havia traído o trono ele esperava ter tempo de encontrar mas, para isso a princesa devia está em segurança. O Guardião Sênior agarra a princesa, que chora, guiando-a até o portal. O Cheiro de ozônio, pedra pulverizada e sangue seco era a única coisa que Mayla conseguia sentir. O Castelo do Reino de Éterea não gemia; ele calculava sua própria ruína. A criança, com o cabelo escuro emaranhado e o rosto sujo, estava apertada no manto pesado de veludo do trono. O Guardião Sênior ajoelha o capacete prateado ao lado. - Princesa Mayla- a voz dele era um trovão rouco, mas desesperado-, você é a Linhagem Vital. O Vazio a procura. Eles encontraram a Câmara. Não há mais tempo. Ele desembrulhou do peito a Pedra da Distância- uma joia escura que pulsava uma luz tênue, quase negra. - Isto vai te levar para a Borda, para o mundo lá fora. Lá você estará segura. O Guardião apertou a Pedra na mãozinha de Mayla forcando-a a fechar os dedos. Mayla mal compreendia as palavras, mas sentia o terror. A inocência estava sendo substituída pelo instinto. - Não confie em ninguém que disser que te conhece de Éterea. E nunca olhe para trás. - Ele tentou sorrir, mas a expressão era de despedida final. Um tremor violento atingiu o castelo. Gritos ecoaram. O Guardião Sênior se levantou com a espada Kaelen em punho, o metal dourado vibrando. Ele se virou, olhando para a escuridão do corredor lateral. Ali estava Abner, seu filho ainda jovem, com apenas dez anos, pálido escondido e paralisado pelo medo. -ABNER!- A voz do Sênior estalou, uma ordem final que cortou a alma do garoto. Você é o próximo Kaelen. O seu dever não é mais o Castelo. O seu dever é VIGIAR O PORTAL. Você manterá a Runa Kaelen ativa até que ela retorne! Você é o escudo dela, de longe ou de perto! Jure! O jovem Abner, tremendo , mas compelido pela honra da linhagem, engoliu em seco. _ Eu Juro- respondeu Abner, a voz mal audível. O Guardião não hesitou mais. Ele empurrou Mayla para o círculo de luz bruxuleante no chão, um portal aberto às pressas, por sua mãe. -Vá! Mayla tropeçou. A luz a engoliu. O Guardião se virou e, com um grito de guerra, jogou o próprio corpo na frente da porta, usando a armadura Kaelen como o último selo físico. O último som que Mayla ouviu antes de o silêncio frio do novo mundo a envolver, não foi a queda do Guardião Sênior, foi o som do metal rachando e, depois o choro contido e desolado do Guardião adolescente que agora estava preso ao seu destino: o jovem Abner. Mayla emergiu na Terra, com a Pedra fria na mão e o trauma daquele som afinal gravado em sua memória. O Guardião adolescente ficaria em Éterea, obrigado a carregar o fardo da sua ausência por vinte anos.Após a queda de Eldron (o avatar), o Grande Átrio da Capital estava um caos. Mayla caminhava entre os escombros com Abner, tentando entender quem restava do antigo governo. No centro do salão, cercado por guardas que pareciam hesitar entre prendê-lo ou protegê-lo.Um vulto se destaca entre as colunas de mármore. Não é um monstro, nem um soldado ferido. É um homem jovem, vestindo túnicas de seda branca e prata que parecem insultuosamente limpas em meio aos escombros. Ele caminha com uma elegância que faz o ambiente parecer, subitamente, um baile de gala e não um campo de batalha.— Magnífico — diz o estranho. A voz é aveludada, com uma calma que arrepia os pelos da nuca de Mayla. — A herdeira de Auran finalmente retornou para limpar a própria casa.Abner se coloca instantaneamente na frente de Mayla, a ponta da espada apontada para a garganta do recém-chegado.— Identifique-se ou morra onde está.O homem para, abrindo um sorriso pequeno e diplomático, sem demonstrar um pingo de medo. E
Enquanto Mayla e Abner lidam com a revelação da alma de Daniel no trono, Victor e Nancy descem aos níveis inferiores. Eles não vão como fugitivos; vão como os novos donos do lugar.Eles encontram Julian Vane na sala de controle central. O bunker está em chamas digitais. Julian está frenético, tentando apagar os rastros da sua traição nos servidores enquanto o vírus de Daniel consome tudo.— Acabou, Julian — a voz de Victor ecoa, fria e cortante como o gelo de Manhattan.Julian vira-se, com uma arma rúnica na mão, mas Nancy é mais rápida. Ela dispara um pulso de interferência do seu terminal, desativando a arma dele antes que ele possa puxar o gatilho.— Você não vai para o Vazio, Julian — diz Nancy, caminhando até ele com um olhar de puro desprezo. — Isso seria fácil demais. Você vai ficar aqui, nas ruínas que ajudou a construir, como o último funcionário de uma empresa que faliu.Victor aproxima-se de Julian e arranca o distintivo de acesso de platina do pescoço dele.— O meu pai est
O gabinete de Arthur Layer tornou-se o epicentro de um furação. Mayla estava no limite, seus braços tremiam enquanto a cúpula âmbar rachava sob a pressão das unhas de fumaça de Eldron.Victor, vendo Mayla prestes a desfalecer para salvá-lo, sentiu um estalo em seu peito. A covardia morreu ali. Ele estendeu a mão e agarrou o pulso de Mayla. No instante em que a pele deles se tocou, o sangue dos Layer — contaminado pela tecnologia, mas purificado pela vontade — serviu como um condutor.— Eu não sou mais o peão do meu pai! — Victor rugiu, os olhos injetados de sangue.Abner, percebendo o fluxo, cravou a espada no chão e segurou a outra mão de Mayla. O triângulo se fechou. A energia não era mais apenas âmbar; ela tornou-se um branco ofuscante, uma frequência que Eldron não conseguia digerir. O Sombra foi lançado para trás, colidindo contra as janelas de cristal reforçado, que estilhaçaram em mil pedaços, revelando o céu tempestuoso da Capital.No auge do clarão, a porta lateral explodiu e
O clímax atinge o seu ponto de ebulição. O ar no gabinete de Arthur Layer não é mais composto por oxigênio, mas por uma estática negra que sufoca os pulmões e gela a alma. Abner não bateu à porta; ele tornou-se um aríete humano. Canalizando a força dos antigos Guardiões, ele desferiu um pontapé imbuído de energia rúnica que arrancou a porta de carvalho maciço das dobradiças, lançando-a contra a parede oposta. Ao entrarem, a cena era um pesadelo desenhado em sombras. Victor estava de joelhos no centro da sala. O homem que nunca baixava a cabeça para ninguém, o "Tubarão" de Manhattan, estava petrificado. Seus olhos cinzentos estavam arregalados, fixos no cadáver ressecado de seu pai, Arthur, que ainda fumegava com um resíduo negro. À frente de Victor, a figura de Eldron, o Sombra, pairava como uma coluna de fumaça sólida. Tentáculos de piche vivo rastejavam pelo chão, enrolando-se nos tornozelos de Victor, subindo pelo seu peito como veias de escuridão. Victor não conseguia grita





Último capítulo