CAPÍTULO 113 — O CERCO SE FECHA
A noite parecia mais densa do que o normal quando Arthur e o grupo de carros pretos avançaram pelas estradas secundárias que levavam ao galpão. O ar tinha cheiro de tempestade, mas também de guerra.
No banco traseiro, a mãe dele mantinha os olhos fixos no tablet em que acompanhava a triangulação do sinal.
— O botão que Helena apertou é militar — ela explicou. — Ninguém usa isso hoje em dia. Por isso Marcos não identificou o alerta. Ele não sabe que ela o acionou.
Arthur apertou o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
— Ele vai pagar por colocar a mão nela — murmurou, a voz baixa, mortal.
O pai dele, no banco da frente, olhou de relance.
— Filho… — começou, mas Arthur não deixou terminar.
— Eu sei que querem que eu mantenha a cabeça fria. Mas eu só vou respirar em paz quando Helena estiver nos meus braços de novo.
A mãe colocou a mão no ombro dele.
— Você vai encontrá-la. E vai trazê-la para casa. Mas precisa lembrar do