CAPÍTULO 112 — A FÚRIA QUE NASCE DO AMOR
A luz branca do hospital agredia os olhos quando Arthur despertou — atordoado, confuso, sem ar.
Por um segundo, ele não sabia onde estava.
Depois, a realidade o atingiu como um soco no estômago.
Helena não estava ali.
O monitor ao lado da cama apitava em intervalos constantes, o soro descia lentamente pelo tubo, mas nada disso importava. O mundo inteiro pareceu encolher até virar um ponto: o vazio do quarto.
Arthur arrancou o acesso do braço sem h