CAPÍTULO 112 — A FÚRIA QUE NASCE DO AMOR
A luz branca do hospital agredia os olhos quando Arthur despertou — atordoado, confuso, sem ar.
Por um segundo, ele não sabia onde estava.
Depois, a realidade o atingiu como um soco no estômago.
Helena não estava ali.
O monitor ao lado da cama apitava em intervalos constantes, o soro descia lentamente pelo tubo, mas nada disso importava. O mundo inteiro pareceu encolher até virar um ponto: o vazio do quarto.
Arthur arrancou o acesso do braço sem hesitar, ignorando a dor ardente. O sangue começou a pingar, mas ele não sentiu absolutamente nada.
— HELENA! — a voz saiu rouca, selvagem. — HELENA!
Ele cambaleou até a porta, batendo com força.
Um enfermeiro entrou às pressas.
— Senhor, você não pode—
— Onde ela está? — Arthur rosnou, aproximando-se como um animal ferido e perigoso. — Onde. Ela. Está?
O enfermeiro empalideceu.
— Houve uma… ocorrência. Invadiram a ala e—
Arthur o agarrou pela gola.
— Diga a frase completa. Agora.
O hom