Mundo ficciónIniciar sesiónApós a morte misteriosa do pai, Darya Vellano aprendeu a viver entre as sombras do desprezo. Ignorada pela mãe, rejeitada pelo padrasto e humilhada pela meia-irmã perfeita, tornou-se perita em sobreviver no silêncio, à espera do dia em que poderia libertar-se e vingar a morte do pai. No fundo, sempre soube que o acidente que lhe tirou o pai não passara de uma farsa cuidadosamente encenada. O destino, porém, tem o hábito de brincar com os fracos. Quando Matteo Mancini, o herdeiro mais temido da máfia europeia, lhe propõe casamento, Darya vê uma oportunidade perigosa. Ele promete-lhe liberdade; ela oferece-lhe o nome Vellano, a chave para a influência política que ele tanto ambiciona. Matteo é frio, calculista e impiedoso. Um homem que transforma alianças em armas e sentimentos em fraquezas. Mas, por trás da máscara de ferro, esconde-se uma verdade que ninguém imagina: há seis anos, vive obcecado por Darya Vellano. Agora, pretende tê-la, no poder, no nome e na pele. Entre a lealdade e a traição, entre o sangue e o desejo, Darya descobre que a justiça tem um preço… e Matteo Mancini pode ser tanto a sua ruína como a sua salvação.
Leer más— Mamã, essa é antiga.— E continua bonita.Myrcella hesitou. Matteo sorriu de lado.— A tua mãe está certa. E isso dói-me fisicamente admitir.Darya olhou para ele com falsa indignação.— “Às vezes” eu estou certa.— Claro.Arya observava os dois alternando o olhar entre eles com um sorriso discreto. Mesmo depois de tantos anos, ainda era visível o quanto os pais se entendiam sem esforço. Myrcella finalmente suspirou.— Está bem… talvez funcione.Arya abriu imediatamente um sorriso vitorioso.— Eu sabia!— Não comemores demasiado.Darya aproximou-se das duas filhas.— Escutem uma coisa. — O tom dela mudou ligeiramente. Mais suave. As duas olharam imediatamente para ela. — Vocês vão discutir muitas vezes ainda.Arya assentiu imediatamente.— Principalmente ela.— Cala-te — respondeu Myrcella automaticamente.Darya tentou não rir.— Mas uma coisa que eu nunca quero que esqueçam é isto: irmãs não precisam ser perfeitas uma com a outra o tempo inteiro. — O corredor ficou silencioso. — Às
O sábado começou antes mesmo do sol entrar completamente pelas janelas da casa e começou com gritos.— ARYA, EU JURO QUE SE TU MEXESTE NAS MINHAS COISAS OUTRA VEZ… A voz de Myrcella ecoou pelo segundo andar com força suficiente para fazer Matteo fechar os olhos lentamente enquanto segurava a chávena de café ainda por terminar. Darya levantou o olhar do tablet onde organizava alguns documentos do trabalho e arqueou uma sobrancelha com perfeita calma.— Cinco minutos acordadas — comentou ela. — Novo recorde.Matteo soltou uma respiração cansada, mas divertida.— Eu ainda tinha esperança de que hoje fosse um dia tranquilo.Lá em cima ouviu-se outra voz imediatamente.— EU NÃO MEXI EM TUDO!— COMO ASSIM “EM TUDO”?!Darya levou a chávena aos lábios para esconder o sorriso.— Vai lá antes que a Myrcella peça emancipação legal da irmã.Matteo apontou para ela com acusação leve.— Elas herdaram isso de ti.Darya finalmente riu.— A capacidade dramática veio totalmente de ti. Antes que Matte
Matteo aproximou-se um passo. Olhou para o teste. Depois para ela e o sorriso dele suavizou.— Darya…— Não.— Deixa-me falar.Ela respirou fundo, mas não o impediu. Matteo continuou, mais baixo agora:— Eu sei que isto não era o plano.— Não era mesmo.— Mas… isto não me assusta.— Devia assustar-te.— Não está a acontecer comigo — respondeu ele, simples. — Está a acontecer connosco.— Tu achas que isto é uma repetição do passado.— Mas não é.Darya desviou o olhar.— Tu não sabes isso.— Sei o suficiente — disse ele.Ela fechou os olhos por um segundo.— Eu não queria isto agora.— Eu também não estava à espera — admitiu ele.— Eu juro que o universo tem um sentido de humor muito específico comigo — disse ela, com ironia cansada.Matteo soltou uma pequena risada.— Pelo menos não estamos a lidar com isso sozinhos desta vez.— Tu estás feliz com isto?— Sim.— Estás a falar a sério?— Estou.— Nós nem estamos juntos.— Ainda não.— Isto não resolve nada entre nós.Matteo assentiu.—
Como se o espaço estivesse a diminuir sem razão aparente. Ela tentou voltar ao trabalho. Abriu um documento. Leu a mesma linha três vezes. Fechou. O pensamento não saía. O atraso. Dois dias. Depois três e aquele tipo de detalhe que o corpo feminino conhece melhor do que a mente quer admitir. Darya levantou-se devagar, como se o simples ato de se mexer pudesse quebrar a sequência de pensamentos. Foi até à janela. Lá fora, o jardim estava calmo. Myrcella tinha voltado a brincar com alguma coisa no chão, provavelmente desenhos ou bonecos espalhados. Ficar ali a pensar sozinha não ajudava. Isso ela sabia. Pegou no telemóvel e sem mais hesitação do que conseguia permitir a si própria, procurou o contacto dele. Matteo atendeu depois de dois toques.— Darya?A voz dele não tinha surpresa. Tinha atenção imediata. Como se tivesse percebido que não era uma chamada normal.— Preciso de falar contigo — disse ela.Silêncio do outro lado.— Agora?— Sim. Urgente.— Aconteceu alguma coisa com a M
Último capítulo