Mundo ficciónIniciar sesiónNicolas Vartem é um CEO temido, bilionário e incapaz de lidar com sentimentos. Desde a morte da esposa, criou o filho como cria empresas: com regras, silêncio e distância. Natália só queria um emprego como babá. Não esperava um chefe arrogante, intenso e perigosamente atraente. Enquanto o filho de Nicolas se apega a ela, o CEO perde algo muito mais perigoso: o controle. Entre provocações afiadas, situações inesperadamente engraçadas e uma atração proibida, Natália se torna a única capaz de enfrentar o homem que ninguém ousa contrariar. Mas quando segredos do passado vêm à tona, Nicolas terá que escolher: manter o controle… ou arriscar tudo por amor.
Leer másHenrique Valença nunca levantava a voz.Essa era a parte mais perigosa.Natália percebeu isso logo na segunda reunião. Nenhuma ameaça direta, nenhum pedido explícito. Apenas frases cuidadosamente construídas, como quem oferece um copo d’água enquanto observa se o outro está com sede demais para perguntar a origem.— Estamos muito alinhados — disse ele, com o mesmo sorriso educado. — Só precisamos ajustar o tom. Menos confronto, mais conciliação.— Conciliação com quem? — Natália perguntou.— Com quem sustenta o sistema — respondeu Henrique. — Mudanças profundas precisam de tempo. E de aliados certos.Ela sentiu o peso da palavra certos.— O problema — Natália disse, mantendo a calma — é que esse tempo sempre custa o mesmo grupo.Henrique inclinou a cabeça, interessado.— Você é inteligente — disse. — Mas também é nova. O sistema engole quem tenta mudar tudo de uma vez.A diretora da fundação observava em silêncio, tensa.Natália respirou fundo. Havia aprendido que nem todo ataque vinh
A despedida de Nicolas não foi dramática.Foi estratégica.Um comunicado curto, publicado no início da manhã, agradecendo à equipe, reconhecendo erros institucionais e anunciando uma nova etapa profissional fora do país. Nenhuma menção direta a conflitos. Nenhum nome citado.Ainda assim, todos entenderam.A imprensa leu nas entrelinhas.O mercado reagiu com surpresa.E o público percebeu algo raro: alguém que saiu sem tentar limpar a própria imagem às custas de outra pessoa.Natália leu a nota sentada no banco de uma praça, observando Arthur brincar com outras crianças. O celular vibrou sem parar, mas ela não respondeu ninguém.Sentiu orgulho.Sentiu medo.Sentiu a ausência antes mesmo da partida.Na fundação, o clima era outro.— Você virou referência — disse a diretora, caminhando ao lado dela pelo corredor. — Pessoas querem te ouvir. Empresas querem conversar.Natália assentiu, mas por dentro sentia um cansaço que não aparecia nas fotos.— Só não quero virar símbolo vazio — respond
A queda de Laura não veio com sirenes.Veio com um e-mail seco, enviado às 7h12 da manhã, para um grupo restrito.“Diretora Laura F. é afastada preventivamente enquanto durarem as investigações.”Nada de homenagens. Nada de justificativas longas. Apenas a palavra que mais assusta quem sempre controlou tudo: afastada.No prédio da empresa, o clima era de velório sem flores. Funcionários andavam em silêncio, como se o ar tivesse ficado mais pesado. Alguns evitavam comentar. Outros cochichavam, aliviados demais para disfarçar.Laura chegou mesmo assim.Maquiagem impecável. Salto alto. Postura ereta.— Isso é um erro — disse ao segurança. — Tenho reunião agora.— Ordens do conselho — respondeu ele, sem olhar nos olhos.Ela ficou parada por alguns segundos, tentando entender que aquela porta — sempre aberta — agora não era mais dela.Do outro lado da cidade, Natália recebeu a notícia por mensagem.
O dossiê durou menos do que Laura esperava.Em menos de vinte e quatro horas, jornalistas começaram a fazer aquilo que ela não previu: checar. Datas não batiam. Empresas citadas negavam registros. Advertências não existiam fora de capturas de tela mal cortadas.— Isso está estranho — comentou uma repórter ao vivo. — As informações não se sustentam.A narrativa começou a rachar.Na fundação, Natália foi orientada a não reagir imediatamente. O silêncio, dessa vez, não era recuo — era estratégia.— Quanto mais eles falam, mais se expõem — explicou a diretora jurídica. — E já temos algo grande vindo.Natália assentiu, mas o corpo ainda sentia o impacto. Não era fácil ver seu nome associado a dúvidas depois de tanto cuidado para sobreviver com dignidade.Ela respirou fundo, lembrando-se do que dissera no palco: eu continuei aqui.No prédio da empresa, o clima era de tensão.— O conselho quer uma auditor
Natália assinou o documento com a mão firme.Não houve aplausos. Nem discurso ensaiado. Apenas o som da caneta tocando o papel e a sensação física de atravessar uma linha invisível.— A partir de hoje — disse a representante da fundação —, você fala por você. E por muitos.Natália assentiu. Sentia orgulho. Mas também medo. Porque aceitar significava parar de ser apenas reação… e passar a ser alvo.A notícia saiu duas horas depois.“Ex-babá assume papel público em fundação de proteção trabalhista.”O impacto foi imediato.Redes sociais explodiram.Apoio massivo.Críticas previsíveis.E, como sempre, tentativas de desqualificação.— “Está se aproveitando.”— “Foi orientada.”— “Tem alguém por trás.”Natália leu pouco. O suficiente para entender o tom. O suficiente para não se perder.No prédio da empresa, Laura observava a repercussão com os dentes cerrados.— Ela est
O problema de tentar controlar uma narrativa é que, quando ela escapa, corre mais rápido do que qualquer estratégia.Na manhã seguinte à entrevista de Laura, os comentários explodiram. Não como ela esperava. Não com apoio. Mas com perguntas.Muitas perguntas.— “Por que uma babá precisaria ser silenciada?”— “Desde quando diário é instabilidade?”— “Quem lucra com o silêncio dela?”Natália não assistiu a nada ao vivo. Estava sentada no tapete da sala, montando um quebra-cabeça com Arthur, quando o telefone tocou pela terceira vez em cinco minutos.— Não atende agora — disse o advogado, pela mensagem. — Mas se prepara.Ela respirou fundo.Preparar-se. Durante muito tempo, essa palavra significou medo. Agora, significava postura.No prédio da empresa, o conselho estava em ebulição.— As ações estão oscilando — informou um dos diretores. — A imprensa quer Nicolas.— Ele não pode falar — di





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