Mundo de ficçãoIniciar sessãoElara é apenas uma camponesa simples, marcada pela dureza da vida e pela frieza do pai. Nunca sonhou com nada além de sobreviver ao dia seguinte. Até que um estranho surge em seu caminho, um homem de presença imponente, de olhos sombrios e voz grave capaz de estremecer sua alma. Adrian não deveria ter se aproximado dela. Como Alpha de uma poderosa alcateia, um pacto ancestral o proíbe de cruzar os limites do vilarejo. Mas no instante em que vê Elara, ele sabe a verdade: ela é sua luna predestinada, aquela que o destino escolheu para ele… e a única que pode ama-lo ou destruí-lo. Entre eles nasce uma atração impossível de resistir, tão arrebatadora quanto perigosa. Enquanto Elara luta contra sentimentos que não entende, Adrian enfrenta a fúria de sua própria natureza e a ameaça de uma maldição centenária que pode transformá-lo em uma fera incontrolável. Quando o destino e o desejo se entrelaçam, não há como escapar. Ele deveria mantê-la longe. Ela deveria temê-lo. Mas algumas ligações são fortes demais para serem quebradas… mesmo que tragam consigo amor, perigo e tragédia.
Ler maisElaraO sol nascia dourando o mundo, tingindo o céu de tons quentes que pareciam renascer com ele. A aldeia e a vila, antes separadas por ódio e medo, agora vibravam em um mesmo ritmo — o da vida. O da paz.As pessoas caminhavam lado a lado, humanos e lobos. As crianças corriam pelo campo, os mais velhos riam, e até o vento parecia mais leve, livre das sombras que o tempo deixou para trás. Ragnar, o lobo marcado por fúria, aproximou-se de Adrian e se ajoelhou diante dele, com os olhos marejados.— Fui cego... deixei o instinto me dominar — murmurou ele, com a voz rouca. — Peço perdão a todos.Adrian assentiu, e aquele simples gesto encerrou séculos de rancor. O perdão, pensei, era a verdadeira magia.Aos poucos, a celebração começou. Havia música, risos e o cheiro doce das flores silvestres. Maeve dançava entre os aldeões, o rosto iluminado, enquanto eu e Adrian nos afastamos, de mãos dadas, seguindo o caminho que subia a colina.— Está tudo tão... diferente — sussurrei, olhando para e
AdrianO vento soprava frio dentro do templo antigo, carregando o cheiro úmido das pedras, o eco distante das vozes dos anciões e o som abafado da chuva que começa a cair lá fora. O caos tinha cessado, e agora restava apenas o silêncio. Um silêncio tão pesado que parecia vivo, como se o mundo inteiro prendesse o fôlego diante do que acontecera.Eu me ajoelhei ao lado dela. Elara estava deitada sobre o altar de pedra, a pele pálida como a lua, os lábios frios, o corpo imóvel. As runas em volta dela ainda brilhavam em tons de prata e vermelho, pulsando com a energia que consumira tudo o que ela tinha.— Elara... — minha voz saiu como um sussurro trêmulo. — Por favor, me ouve. Não faz isso comigo. Não parte assim.Segurei a mão dela, fria e leve, como se fosse feita de névoa. O peito doía, um buraco se abrindo no meio de mim, queimando por dentro. Eu a beijei na testa, buscando nela algum sinal de vida, qualquer coisa — um sopro, um tremor, uma respiração. Mas nada.— Não é justo. — mu
AdrianCaminhamos lado a lado, em silêncio. A floresta, agora calma, parecia abrir caminho para nós. O ar estava frio, mas havia algo diferente nele — como se a magia que antes destruía agora apenas observasse.Cada passo era um adeus. Cada respiração, uma promessa.Meu peito doía, pela perca do meu irmão. A dor era insuportável.Elara e acompanhava, chorando, compartilhava da mesma dor que eu sentia.Conforme íamos andando, reconhecemos os corpos pelo caminho, lobos e humanos que morreram numa batalha insana, sem um motivo concreto.Elara soltou um grito, a dor vinha de dentro do seu coração. Ela correu até uma árvore e se ajoelhou, seu choro constante, triste. Ela gritava:— Papai! Fique comigo! Não vá!Daren estava alí caído, ferido, tentando falar algo, mas sangue saía entre seus lábios dificultando as palavras.— Não diga nada, papai. O senhor tinha que ter ficado em casa.— Vim te proteger — Daren conseguiu balbuciar antes de falecer.Elara, chorando tentou pegar o pai no col
ElaraO mundo estava em silêncio. Um silêncio pesado, espesso, impossível de suportar.A lua branca brilhava sobre a devastação — o campo tomado de corpos, sangue e cinzas. As árvores gemiam com o vento, e o cheiro metálico ainda pairava no ar. Tudo parecia imóvel, suspenso, como se o tempo tivesse parado para assistir à dor.Meu coração batia em descompasso. Não sentia mais as pernas. Não sentia o chão. Só o desespero.E então eu o vi.Entre a poeira e a fumaça, o corpo dele. Adrian. Caído de lado, imóvel, o rosto parcialmente coberto pelo cabelo escuro manchado de sangue.Um som escapou da minha garganta — algo entre um soluço e um grito. — Adrian!Corri. Tropecei em pedras, em corpos, em lembranças. Cada passo doía. Cada batida do meu coração parecia arrancar um pedaço de mim.Quando alcancei-o, caí de joelhos ao seu lado, o corpo inteiro tremendo. As mãos sujas tocaram o peito dele — frio, coberto de sangue. — Não... não, por favor, não... — sussurrei, o choro engasgand
Último capítulo