Elara
O mundo estava em silêncio.
Um silêncio pesado, espesso, impossível de suportar.
A lua branca brilhava sobre a devastação — o campo tomado de corpos, sangue e cinzas. As árvores gemiam com o vento, e o cheiro metálico ainda pairava no ar. Tudo parecia imóvel, suspenso, como se o tempo tivesse parado para assistir à dor.
Meu coração batia em descompasso.
Não sentia mais as pernas.
Não sentia o chão.
Só o desespero.
E então eu o vi.
Entre a poeira e a fumaça, o corpo dele.
Adrian.
Caí