Elara
A terra tremia.
Era como se o próprio coração do mundo batesse sob o chão, pulsando com o sangue da guerra. O ar estava denso, pesado de fumaça e magia quebrada. O som dos gritos, dos uivos e das espadas se chocando misturava-se ao rugido distante de trovões — mas não havia tempestade. Era a lua sangrando no alto do céu, vermelha, viva, derramando sua maldição sobre todos nós.
Tentei me mover, mas meu corpo não respondia. Meus joelhos estavam feridos, os braços formigavam e a cabeça latej