Adrian
O vento soprava frio dentro do templo antigo, carregando o cheiro úmido das pedras, o eco distante das vozes dos anciões e o som abafado da chuva que começa a cair lá fora. O caos tinha cessado, e agora restava apenas o silêncio. Um silêncio tão pesado que parecia vivo, como se o mundo inteiro prendesse o fôlego diante do que acontecera.
Eu me ajoelhei ao lado dela.
Elara estava deitada sobre o altar de pedra, a pele pálida como a lua, os lábios frios, o corpo imóvel. As runas em volta