Elara
A madrugada já estava se despedindo quando ouvi os passos pesados do meu pai se aproximando da porta de casa. Passei a noite inteira sentada no chão frio, encostada contra a madeira, esperando por aquele som. Eu já não sabia se estava acordada de verdade ou se o cansaço tinha me feito sonhar de olhos abertos. A cada estalo das tábuas, a cada sussurro do vento, meu corpo estremecia. Quando reconheci o arrastar conhecido de suas botas no terreiro, meu coração acelerou. Ele estava de volta.