Elara
Fizemos amor.
Um amor desesperado, febril, como se o mundo fosse ruir ao amanhecer.
E, de certa forma, estava ruindo.
Agora, deitada sobre o peito dele, ouvia o som grave de sua respiração. Sua pele ainda estava quente, e o cheiro de terra, suor e luar se misturava ao meu. Ele passava os dedos distraídos pelos meus cabelos, mas o olhar fixo na distância denunciava o que ele tentava esconder: a preocupação.
— Está sentindo? — perguntei, minha voz um sussurro.
— Sim. — Ele respondeu sem