Mundo de ficçãoIniciar sessãoEmília levava uma vida simples, mas acreditava ter um casamento feliz. Era uma esposa dedicada, fiel e trabalhadora, fazendo de tudo para apoiar o marido, Teteu. Porém, tudo muda quando ele é preso e passa a dever uma alta quantia ao chefe da facção dentro da cadeia. Sem pensar duas vezes, Teteu toma a decisão mais cruel de sua vida: oferece a própria esposa como pagamento da dívida. Convencida por ele de que aquela seria a única forma de salvá-lo da morte, Emília aceita fazer uma visita íntima ao perigoso Kecharq. O que deveria ser apenas uma troca acaba mudando o destino dos dois. Durante os encontros, Emília descobre um homem completamente diferente da imagem que imaginava, enquanto o chefe da facção fica cada vez mais fascinado pela coragem, honestidade e lealdade dela. A atração cresce de forma inevitável, transformando-se em uma paixão intensa e proibida. Entre escolhas impossíveis, traições, obsessão e redenção, Emília precisará decidir se continuará presa ao homem que a vendeu ou se dará uma chance ao homem que, contra todas as expectativas, foi o único que realmente aprendeu a amá-la.
Ler maisEmília estava na pior, mais do que emocionalmente, o problema era financeiro. Com o marido preso por "ser um bom homem", o que lhe restou, foram dívidas, casa pra sustentar e ainda a obrigação de ir vê-lo, para o "fortalecer", porque afinal, ele não era um homem ruim, não dentro de casa.
Em cinco anos de relacionamento, nunca houve agressão, traição e muito menos passaram necessidade, dentro de casa. Ele lhe dava tudo, do bom e do melhor.
E ela tentava retribuir, trabalhando como faxineira, vendendo doces na rua, fazendo fre Lancer como garçonete. Com Emília não havia tempo ruim, mesmo exausta, era sorridente, educada e muito, esforçada.
Em semana de visita, no presídio, a organização dela começava dias antes, ia ao mercado, comprar tudo o que Teteu gostava, se organizava muito bem com o anticoncepcional, para poder tr4nsar e não perder a oportunidade, da visita íntima.
No dia anterior, já cedo, ela começava organizar o cardápio, adiantando o que dava, as cinco da manhã. Quando chegava do trabalho, ia para a rotina de cuidados, se depilar, fazer as unhas, lavar hidratar e escovar o cabelo.
Retocar as sobrancelhas, e ficar exatamente, do jeitinho que seu marido gostava. Ela estava no auge, com sua beleza mais natural aos 25 anos, não precisava de muito para chamar atenção masculina.
Teteu sabia disso e se dizia ser muito ciumento, mais seu ciúmes, não era mais forte que seus vícios. A semanas, ele começou se enrolar no presídio, gastando o que não tinha e quando as cobranças se tornaram graves ameaças, então ele disse que ia resolver, no dia da visita.
Kecharq era até "legal", por ser quem era, nascido e criado no crime, um dos líderes mais temidos da facção, ele sabia sempre o que fazer. Era estudado, educado e muito observador, notava o que mais funcionava, com cada um.
E no caso de Teteu, bastou as ameaças, para que ele resolvesse pagar. Parecia simples e interessante, Teteu garantiu que sua mulher era linda, limpa, gostosa, e ia fazer uma visita íntima, de boa vontade. Para quitar a dívida dele.
Emília estava ansiosa, contente por poder rever seu parceiro de dia, e contar as novidades, saber como ele estava. Enquanto enfrentava a fila, do presídio, só pensava na surpresa dele, ao comer as refeições mais caprichadas que ela fez.
Teteu estava nervoso, e sabia que ela ia odiar aquilo, talvez se negar a fazer. Ele a recebeu normalmente, e viu Kecharq de longe, os observando, com um sorriso sádico.
Kecharq era forte, tatuado, pele clara, cabelo escuro, tão lindo quanto perigoso, e o pior, muito saf4do, cafaj3ste. Ele tinha a fiel, sua esposa, uma ex namorada, que era am4nte, e naquela visita, nenhuma delas foi vê-lo, para o ajudar a se aliviar.
Ele já estava esperando, sozinho e ansioso, imaginando como seria ficar com outra.
Teteu levou Emília até perto da ala de visitas, e falou sério, baixinho.
— Ae vida, rolou uns desacertos aqui, tem um pessoal me ameaçando.
— Fiquei nervoso esses dias, por causa da audiência. Desandei pra caralh0.
— Tô devendo muito e se eu não pagar, vão me passar.
Ela ficou olhando confusa, perguntou nervosa.
— Quanto você tá devendo?
— Vou dar um jeito, eu pago, na próxima. Amor, calma.
Ele a segurou pelo braço, nervoso, respondeu.
— Não vão esperar. Presta atenção.
— O cara, aceitou te ver. Você vai lá, faz a boa, na visita.
— A dívida morre. Emília, p0rra. Vão me matar.
— Engole o choro. É só ir lá, abrir as pernas e já era.
Ela começou a chorar, falou nervosa, incrédula.
— Teteu eu sou sua mulher. Perdi minha virg1ndade contigo, eu não vou conseguir.
— Não dá. Conversa lá, desenrola com algum irmão. Algum disciplina.
— Eu não consigo.
Eles estavam em um cantinho, no corredor, ele a apertou nos braços com força, a empurrou contra a parede, falou com ódi0 no olhar, a fazendo bater a cabeça na parede.
— Eles vão me matar p0rra. Você é surda?
— Sempre te dei tudo, preciso de você.
— Vai lá logo e resolve essa parada. Sem chorar c4ralho.
Ela assentiu chorando, ele a beijou "afetuoso" enxugou as lágrimas do rosto dela. A guiou como uma simples mercadoria, havia um guarda na porta, Teteu o cumprimentou, disse que Kecharq estava esperando. A soltou e se afastou, sem falar mais nada.
O guarda deu sinal para ela entrar. Com as mãos trêmulas, pálida, Emília abriu a porta e entrou, apreensiva. Sentindo sua respiração falhar, o coração acelerar, os olhos umidos marejados.
Ao ver Kecharq, se levantando, sua vontade foi de sair correndo, mais ela sabia que aquilo, custaria muito mais do que parecia.
Ele estava usando apenas uma calça cáqui de moleton, chinelos de dedo, sem camisa, com o abdômen trincado tatuado à mostra, a barba bem feita, cabelo alinhado com gel, penteado para trás.
Ela não sabia o que fazer ou falar, ficou parada perto da porta, com os braços cruzados em volta do corpo. Seu cabelo era preto liso longo, estava solto, alinhado brilhante e cheiroso. Sua pele clara, seu corpo magro, ela estava usando calça legging rosa bebê, camiseta comprida no mesmo tom e chinelos.
A maquiagem era leve, mesmo pálida os lábios e bochechas estavam avermelhados, corados. Kecharq se aproximou sério, reparando nela, no quanto era bonita, cheirosa, estendeu a mão pegando a dela, a guiou para a cama.
— Como você se chama? Delícia?
Ela segurou a mão dele, pode sentir o cheiro de perfume importado amadeirado marcante, respondeu cabisbaixa nervosa.
— Emília.
Ele a colocou sentada, parado na frente dela, feito uma geladeira Eletrolux duplex, ele falou abaixando a calça.
— Seu marido, te explicou? Como funciona?
Ela assentiu apreensiva, se sentindo inferiorizada, foi tirando a camiseta, estava com um top de renda transparente, sem bojo, preto delicado e sensual.
Kecharq ficou só de cu3ca, levou a mão até o decote dela, passou a ponta dos dedos sutilmente, sentindo a renda e o bico dos se1.os durinhos.
— Não precisa ficar com med0.
— Vou ser gentil com você.
Ela foi tirando a calça, se deitou, a calcinha era preta pequena, ela não conseguia olhar para ele, ficou com as mãos sobre o corpo, como um cadáver.
Kecharq se aproximou subindo na cama, tocou o rosto dela acariciando, os lábios com a ponta dos dedos, a segurou pelo queixo, a fazendo o olhar. E disse intrigado.
— Você não é obrigada a fazer nada. Se não quiser.
Ela o olhou nos olhos fixamente, respondeu baixo com a voz trêmula.
— Não quero. Se me der, duas semanas.
— Eu levanto a grana. Eu assumo a dívida. E se não pagar, pode me cobrar lá fora.
Ele sorriu sutilmente, pensativo, com pena dela, por parecer uma mulher firme, dedicada. A soltou, subiu em cima, enfiado no meio das pernas dela, falou pertinho do ouvido, passando os lábios em seu pescoço sutilmente.
— Já esperei tempo demais. Tem que pagar hoje. De um jeito ou de outro.
Gem3u a segurando forte pelo quadril, esfregando a ereção na intimid4de dela.
— Seu cheiro me deixou de p4u duro. Quer sentir?
— Dentro de você?
Ela estava assustada, constrangida, respondeu com a voz falhando.
— Eu... vou fazer, o que precisa ser feito.
— A dívida vai morrer, né?
Ele começou a beijar lentamente o pescoço dela, respondeu percorrendo a clavícula, indo para os sei0s.
— Vai delícia. Sou um homem de palavra.
— Se o cheiro é bom assim, o gosto deve ser melhor ainda.
Começou a chupar os sei0s dela, percebeu que ela suspirou e levou as mãos até às costas e braços dele, apertando sutilmente com as unhas.
Ele foi descendo lentamente, a lambend0, beijando pelo abdômen todo, se ajoelhou e tirou a calcinha dela, falou olhando sua intimidad3 completamente exposta.
— Com uma bucet1nha linda dessas, você não deveria estar pagando nada, pra um cara, como ele.
Passou os dedos sutilmente, ameaçando p3netrar, abriu os lábios olhando tudo, met3u um dedo dentro lentamente, a olhando fixamente nos olhos, começou a massagear o cl1tóris, reparando na reação dela.
Ela estava com o rosto corado, a respiração desacertada, falou nitidamente desconfortável, evitando o contato visual.
— Se bucet4, resolvesse a vida. Não tinha tanta put4 na pior por aí.
Emília ficou o acariciando, continuaram conversando, ele passou o restante do feriado ao lado dela, a mimando como podia.Insistiu muito para ela colocar na conta dos aplicativos de compras online, um cartão de crédito que era dele.Assistiram televisão, ele ajudou a trocar os curativos, organizou a cozinha, fez um belo café da tarde.Antes de sair, segurou as mãos dela, falou cheirando o pescoço, dando beijinhos.— Eu tô fechado com você. Entendeu?Ela apenas assentiu, sentindo cócegas, o abraçou gem.endo de dor no corpo, ele falou rindo que dá próxima vez que se encontrassem, ela ia gem.er no pa.u dele. A fez cair na risada, Emília apreensiva, ressaltou que estaria tudo bem, se ele mudasse de idéia sobre ela.Ele garantiu que não iria mudar, foi ver a mãe dele e os filhos. Manteve o que havia decidido com as exs.Depois que Kecharq voltou para o presídio, fez exatamente o que prometeu.No dia seguinte, uma enfermeira começou a ir todos os dias até a casa de Emília. Ela fazia os cura
Emília permaneceu em silêncio por vários segundos, tentando organizar os próprios pensamentos. O coração ainda estava acelerado, mas a razão gritava para que ela não tomasse nenhuma decisão naquele momento.Respirou fundo e respondeu baixo.— Eu preciso pensar, Ariel. Me mudar é algo sério.Ele ficou olhando para ela por alguns instantes e depois assentiu, com um sorrisinho convencido— Belezaaa.Passou a mão delicadamente pelo rosto dela.— Então pensa, com muito carinho.Deu um selinho sutil.— Eu vou passar o dia aqui com você. À noite vou ver minha mãe, meus filhos e resolver meus b.o.s.Ela o olhou surpresa, falou apreensiva.— Você não precisa se preocupar, só tenho que ficar deitada.Ele interrompeu, se levantando.— Preciso sim.— Agora você vai deitar. E eu vou resolver tudo.Ela tentou levantar sozinha.Ele se aproximou, antes que ela pudesse terminar de reclamar baixinho de dor, a pegou no colo com facilidade.— Eeee deixa eu te ajudar.— Você tá toda quebrada aí. Não seja
Ela manteve o olhar baixo, cética e distante. Sentia o carinho dele em sua mão, mas não correspondia.— Eu não pude ir no velório. — Ela disse.Respirou fundo.— A família dele tá me culpando. E também eu não estava em condições.Levantou o rosto e o encarou.— E, caso você não tenha percebido, elas acabaram com o meu rosto.Sua voz começou a falhar.— Elas me espancaram, Kecharq. Você tem noção? Me pegaram de madrugada na covardia.Apontou para o próprio corpo.— Minhas costelas estão machucadas. Meu rosto agora que começou a desinchar. Eu tô coberta de hematomas.Levou a mão trêmula até o curativo.— E ainda vou ficar com essas cicatrizes.Emília começou a chorar, cobrindo o rosto com as mãos.Ariel sentou-se ao lado dela imediatamente.A puxou com cuidado para um abraço e acariciou os cabelos curtos, passando os dedos próximos ao curativo.— Emília, eu sei que a culpa foi minha.Falou baixo, contendo a própria raiva.— Mas isso já passou. Nunca mais vai se repetir.Ela continuou ch
Emília não respondeu absolutamente nada. Apenas tirou o celular do ouvido e o devolveu para o rapaz, com o semblante fechado e os olhos perdidos.O homem pegou o aparelho de volta e falou antes de desligar:— Sim, pode deixar, patrão. Tá certo. A gente vai cuidar dela aqui.Após encerrar a ligação, ele olhou para Emília pelo retrovisor do carro e disse com tranquilidade:— Aí, patroa, se arruma que a gente vai te levar num médico particular pra ver como você tá.Ela ficou olhando para ele, sem reação. Ele continuou falando.— E o patrão falou que, se você quiser fazer qualquer coisa no rosto, colocar peito, fazer qualquer bagulho que quiser, ele vai patrocinar.Deu uma pequena pausa e continuou:— Porque agora você é a mulher dele. Você gostando ou não, a vida de vocês tá ligada. Eu só tô dando o recado, beleza?Emília suspirou profundamente, olhando pela janela, pensativa e revoltada. Respondeu ríspida.— Pode falar pro seu patrão que eu só preciso de repouso. Mais nada.Sua voz saiu
Último capítulo