Mundo de ficçãoIniciar sessãoComprada pelo Mafioso: O Contrato do Bilionário Obcecado e sua Secretária Virgem "Ela foi a minha única luz no inferno. Agora, eu serei a sua única opção." " Ela já é minha; só ainda não percebeu que no meu mundo não existem opções. Existe apenas a minha vontade." Quase um milhão de reais. Esse é o preço da alma de Heloíse Solberg. Encurralada por uma montanha de dívidas,a jovem secretária se torna o alvo de um monstro que ela mesma ajudou a criar. Killian Moretti é o Executor e futuro Capo da máfia italiana. Um homem moldado pelo aço, pelo silêncio e por uma lesão cerebral que o tornou incapaz de sentir dor, medo, compaixão ou amor. Ele é uma máquina lógica operando em uma guerra sanguinária contra o tráfico humano e exploração de mulheres. Ele nunca esqueceu o rosto da menina que, há quinze anos, o arrancou das ferragens de um acidente de carro mortal, dando a ele uma vida que ele nunca pediu. Killian a caçou por uma década e, após resgatá-la de um estrupo coletivo brutal, ele não oferece gratidão; ele exige posse sob ela. Para assumir o trono da máfia, Killian precisa de uma esposa que seja sua e de mais ninguém. Ele coloca um contrato sem saída sobre a mesa: ele pagou as dívidas dela. Ele comprou sua vida, seu corpo, sua alma e seu futuro. No jogo de caça do Executor, todas as rotas levam de volta ao seu domínio. Para ela, não há saída. É se render... ou se render. "Quinze anos atrás, você me deu uma vida que eu não pedi. Hoje, eu paguei suas dívidas que você não conseguia manter. Estamos quites com o passado, Heloíse. Mas agora, o seu futuro tem um novo dono... e o sobrenome dele é Moretti."
Ler maisPOV/ KillianEntramos nos portões da mansão. É uma construção imponente, inspirada nas vilas da Toscana, com arcos de pedra e uma piscina que reflete o luar como um espelho de prata. Esta casa foi o cenário da minha infância e o mausoléu da minha sanidade.Foi para cá que os soldados da facção me trouxeram quando saí do hospital, quinze anos atrás. Foi aqui que amadureci ao lado de Ethan, sob o olhar vigilante e cruel de Dante. Eu odeio aquele homem, mas não posso negar que ele me moldou. Foi nestes jardins que aprendi a lutar, a atirar e a entender que o mundo não tem espaço para os fracos.Aos dezessete, fui mandado para a Itália. Era hora de aprender os costumes da "família" lá terminei o ensino médio e cursei faculdade sob as regras rígidas do meu clã paterno. Foram anos de exílio necessário. Voltei ao Brasil há cinco anos, aos vinte e quatro, pronto para assumir o controle e transformar a Moretti Tech no império que é hoje.Estou com vinte e nove anos agora. O tempo passou, mas
— Quer beber alguma coisa? — Sinalizo para o barman.Peço um Bourbon para ela. Fico fixo no movimento da boca dela enquanto ela bebe. O lábio pressionado contra o cristal, o movimento da garganta. Aquilo me excita imagino aqueles lábios no meu membro. Aquilo faz latejar tão forte, que tenho que me ajeitar novamente no banco. — Então você gosta de preto?— Está falando da cor?Aceno positivamente. Já iniciei inúmeras conversas, mas que droga foi essa? Não sei. — Sim é uma cor prática — ela sorri. — Preto esconde as manchas, esconde a gente. É uma cor segura, combina com tudo. Além de ser a junção de todas as cores.— Você fala como se fosse uma artista — observo.O perfume dela me atinge em cheio. Não é o cheiro sintético das mulheres desse clube. É algo orgânico, profundo. Frutas vermelhas. Cereja madura e amora silvestre. Um cheiro que dá vontade de morder, de invadir. É doce, mas tem uma ponta ácida que corta o ar saturado do ambiente.— Eu queria ser — ela suspira, e o brilho ver
POV/ Killian17/07- SábadoO Clube Erotique é um dos lugares onde o mundo deixa de ser uma linha reta e cinzenta. Para o meu cérebro é no excesso de estímulos o grave do som que faz o peito vibrar, o calor úmido das peles suadas, o cheiro pungente de perfume e luxúria que desperta a biologia do meu corpo e eu me lembro de que sou um homem.Ver os homens babarem pelas mulheres no palco, observar os corpos dançando quase nus sob as luzes estroboscópicas... isso gera uma sobrecarga.O Tálamo está lesionado, mas meus instintos primitivos não foram apagados. O tesão é uma frequência que ainda sinto e como sinto... Uma reação nervosa que ignora o meu vazio emocional e faz o sangue bombear onde deve.A festa hoje é à fantasia. Eu odeio fantasias. Por isso, vim fantasiado de mim mesmo: terno italiano sob medida e apenas uma máscara veneziana preta, cobrindo metade do meu rosto.Ethan está em algum lugar, provavelmente perdendo o juízo com alguma dançarina. Eu estou aqui pelos negócios, mas ta
POV/ KillianVolto-me para o terceiro homem. Barba rala, ruivo, olhos claros. Ele se parece com o meu gestor, Noah. Se eu pudesse sentir algo, diria que me compadeci; talvez não seja a palavra certa, mas é a que vem à mente.— Qual o seu nome?— Leonardo... — ele diz, a voz falhando. Este é o homem que falou demais. Ele viu os outros dois morrerem. O choque o deixou estático. Pego-o pelo cabelo, puxando a cabeça para trás com força.— Leonardo — testo o nome. — Eu gostei de você. Sabia?Ele desaba. As lágrimas se misturam ao sangue seco no rosto.— Killian, não faz isso — Ethan me diz, encostado na parede fria.— Estou fazendo um amigo aqui, Ethan. Olhe, ele se parece com o Noah. — Agarro o cabelo de Leonardo e sacudo sua cabeça para que Ethan veja melhor o ângulo do rosto. — Não acha que o nariz é igual?Ethan apenas balança a cabeça negativamente enquanto me olha com o olhar de quem desistiu de procurar lógica na minha loucura.Volto meus olhos ao rosto do prisioneiro.— Eu tento s
Presente- recente - 16/07- Sexta- feiraPOV – KillianO cheiro de ferro e medo é espesso dentro do galpão. Para qualquer outro homem, o ar seria sufocante. Para mim, é apenas ar.Meus passos ecoam no concreto em um ritmo constante. Sem pressa. Eu não sinto o frio lá fora e não sinto o calor que o sangue emana aqui dentro. Os médicos chamam isso de lesão no tálamo. Dizem que os fios que ligavam meu corpo ao meu cérebro foram cortados naquele acidente, há quinze anos. Para o mundo, eu morri por dentro, mas meu coração esqueceu de parar de bater.Eu não morri. Fui desativado.Eu ainda vejo, ouço e sinto estímulos, mas nada disso chega até mim como reação; chega como informação. A máfia entendeu isso antes de mim. Onde outros travavam, eu avançava. Onde outros hesitavam, eu executava. Não por coragem, mas por ausência de ruído emocional.Não sou cruel. Sou eficiente.Não é que eu não sinta raiva ou ódio; eles simplesmente não se manifestam como impulsos. O que chega à minha consciência é
POV/ Heloíse (Lully) 15 – Anos AntesSete.Dizem que é o número da perfeição. Da sorte. De Deus. Para mim, o sete tem gosto de cinzas e chocolate amargo.Sete de julho de dois mil e sete. Em Zurique na Suíça. Dia Mundial do Chocolate. Eu me lembro do cheiro doce que flutuava nas ruas. Um abraço de açúcar que prometia que nada de ruim aconteceria conosco. Nós éramos os Solberg. Éramos intocáveis.Eu fecho os olhos e ainda ouço o barulho.Clack.O som seco do corpo da minha mãe encontrando o chão frio do salão. A partir daquele segundo, o açúcar morreu. O império do meu pai começou a sangrar. Dinheiro vertendo como sangue para pagar clínicas que prometiam milagres em francos suíços, mas só entregavam silêncio.Dez dias depois. Dezessete de julho.O ar em São Paulo estava pesado. Elétrico. Carregado de um presságio que eu aos nove anos, sentia raspar na minha nuca. Estávamos no aeroporto. As passagens da TAM amassadas na mão trêmula do meu pai. Voo 3054.Deveríamos estar lá.Nossos nomes





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