Mundo de ficçãoIniciar sessãoFerida, faminta e à beira do colapso, Zara Moraes atravessa a floresta gelada movida apenas pelo instinto de sobreviver. Depois de horas perdida entre neve e sombras, ela encontra uma cabana isolada no alto da montanha. Mas o lugar não está abandonado. A cabana pertence a Alexandre Montenegro, o homem mais temido da Europa. Frio, calculista e implacável, ele construiu um império onde controle é lei e sentimentos são uma fraqueza mortal. Loiro, de olhos azuis tão frios quanto o gelo, Alexandre parece um anjo feito para destruir. E, ao encontrar Zara, algo dentro dele muda pela primeira vez em anos. Ela é sobrevivência. Ele é obsessão. O que nasce entre os dois é perigoso, intenso e impossível de controlar um vínculo onde desejo, proteção e domínio se misturam em meio a segredos, violência e sombras do passado.
Ler maisZara Moraes Seu olhar muda quando me deseja. A frase ficou suspensa no ar entre eles. Pesada. Quente. Perigosa demais. Zara sentiu o corpo inteiro travar enquanto os dedos de Alexandre continuavam acariciando lentamente seu rosto. Como ele conseguia enxergar tanto? Aquilo a deixava inquieta. Porque ninguém jamais havia percebido suas emoções daquela maneira. Ninguém jamais a observou como Alexandre observava. Como se cada respiração dela fosse importante. Como se cada pequeno movimento dissesse algo que ele precisava entender. Os olhos azuis continuavam presos nela agora. Intensos. Famintos. E Zara percebeu algo assustador: Alexandre Montenegro parecia perder o controle apenas quando se tratava dela. Seu coração acelerou violentamente. Ela tentou se afastar. Mas a mão dele em sua cintura a manteve perto. Não à força. Nunca exatamente à força. Mas firme o suficiente para fazê-la sentir o poder daquele homem. O domínio. A presença. O perigo. — Você acha que s
Zara Moraes Zara passou o resto da noite evitando Alexandre. Ou pelo menos tentando. O problema era que aquele homem parecia estar em todos os lugares. Na cozinha. Perto da lareira. Nos corredores silenciosos da cabana. E principalmente dentro da cabeça dela. As palavras dele ainda ecoavam sem parar. E você para de olhar pra mim como se já soubesse que vai acabar sendo minha. Ridículo. Arrogante. Insuportável. Então por que o coração dela acelerava toda vez que lembrava? Ela apertou a caneca quente entre os dedos enquanto observava a neve cair através da janela da cozinha. Precisava se controlar. Precisava lembrar que Alexandre Montenegro não era um homem normal. Era um perigo ambulante vestido de elegância e olhos azuis. Mesmo assim, opior não era o toque dele. Nem a voz. Nem a forma como parecia capaz de destruir qualquer pessoa que ameaçasse sua segurança. O pior era o olhar. Sempre o olhar. Alexandre observava como se enxergasse partes dela que ninguém mais
Zara Moraes Zara não conseguiu dormir depois daquela conversa. A imagem de Alexandre armado permanecia presa em sua mente de forma sufocante. Se alguém tentar tocar em você sim. Ele disse aquilo com a mesma calma de quem comenta sobre o clima. Sem hesitação. Sem culpa. Como se matar fosse algo simples. Natural. E talvez fosse exatamente isso que mais a assustava nele. Alexandre Montenegro era perigoso porque a violência fazia parte de quem ele era. Ela sabia disso agora. Via nos olhos dele. Na postura. No silêncio mortal que carregava dentro de si. Mesmo assim, Seu corpo ainda reagia quando ele se aproximava. E isso a deixava furiosa consigo mesma. Zara fechou a porta do quarto com mais força do que pretendia e começou a andar de um lado para o outro. Precisava pensar. Precisava recuperar algum controle antes que aquele homem consumisse completamente sua capacidade de raciocinar. Mas pensar se tornava impossível perto dele. Tudo em Alexandre
Alexandre MontenegroAlexandre Montenegro construiu seu império com sangue.Não herdou poder.Tomou.Cada território.Cada porto.Cada homem ajoelhado diante dele.Tudo foi conquistado da única maneira que o mundo realmente respeitava.Violência.Ele estava sozinho no escritório da cabana quando a lembrança voltou.Moscou.Inverno.Sangue espalhado sobre neve branca.Alexandre tinha apenas vinte e dois anos quando matou o primeiro homem importante da máfia russa diante de quarenta testemunhas.Não porque queria.Porque precisava.Seu pai acabara de morrer.Traído.Envenenado durante uma reunião onde homens sorriam enquanto planejavam destruí-lo.E naquela noite, Alexandre aprendeu algo definitivo:O medo era mais eficiente que respeito.Desde então, nunca mais hesitou.Os olhos azuis permaneceram fixos na paisagem congelada além da janela enquanto ele girava lentamente o whisky no copo.A neve cobria a montanha inteira.Silenciosa.Fria.Bonita.Como um cemitério.Atrás dele, document





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