O HOMEM DOS OLHOS DE GELO

O HOMEM DOS OLHOS DE GELO PT

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Última atualização: 2026-06-11
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Índice

Ferida, faminta e à beira do colapso, Zara Moraes atravessa a floresta gelada movida apenas pelo instinto de sobreviver. Depois de horas perdida entre neve e sombras, ela encontra uma cabana isolada no alto da montanha. Mas o lugar não está abandonado. A cabana pertence a Alexandre Montenegro, o homem mais temido da Europa. Frio, calculista e implacável, ele construiu um império onde controle é lei e sentimentos são uma fraqueza mortal. Loiro, de olhos azuis tão frios quanto o gelo, Alexandre parece um anjo feito para destruir. E, ao encontrar Zara, algo dentro dele muda pela primeira vez em anos. Ela é sobrevivência. Ele é obsessão. O que nasce entre os dois é perigoso, intenso e impossível de controlar um vínculo onde desejo, proteção e domínio se misturam em meio a segredos, violência e sombras do passado.

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Capítulo 1

CAPÍTULO 1

A neve caía tão forte que Zara Moraes já não conseguia enxergar mais do que alguns metros à frente.

Pois se encontrava muito fraca e cansada, e a intensidade na lhe ajudava muito.

O vento atravessava suas roupas rasgadas como facas geladas, queimando sua pele, roubando lentamente suas forças.

Cada passo afundava na neve até os joelhos, tornando a caminhada mais difícil, mais lenta, mais desesperadora.

Mas ela não podia parar.

Atrás dela existia algo pior que a morte.

Seu peito subia e descia rapidamente enquanto corria entre as árvores cobertas de gelo.

Os galhos secos arranhavam seus braços, prendiam seus cabelos, rasgavam ainda mais o tecido fino do casaco.

O sangue em sua testa já havia secado.

Ela nem lembrava quando tinha se machucado.

As últimas horas eram apenas flashes desconexos, de tudo que acabou de acontecer com ela na casa da tia.

Os gritos, vidro quebrando, o gosto de sangue na boca, homens correndo atrás dela, e aquele nome repetido como uma sentença.

— Peguem ela!

Zara apertou os olhos com força.

Não.

Ela não seria pega.

Mesmo que morresse naquela montanha.

Um trovão ecoou ao longe, misturando-se ao som brutal da tempestade.

A floresta parecia viva ao redor dela, escura e ameaçadora.

Ela tropeçou.

Seu corpo bateu violentamente contra a neve.

Por alguns segundos, não conseguiu levantar.

O frio estava começando a vencê-la.

Os dedos dormentes tremiam enquanto ela tentava respirar.

Sua visão ficava embaçada, O corpo inteiro doía.

Talvez fosse o fim.

Talvez aquela montanha se tornasse seu túmulo.

Uma lágrima silenciosa deslizou pelo rosto congelado.

Então ela viu algo, como uma esperança acesso.

Uma luz.

Fraca, Distante mais era uma luz.

Zara ergueu lentamente a cabeça.

Lá no alto da montanha, parcialmente escondida entre os pinheiros cobertos de neve, havia uma cabana.

Com uma única luz acesa que brilhava na janela.

Esperança.

Seu coração disparou.

Com as últimas forças que ainda possuía, Zara se levantou cambaleando.

As pernas quase não obedeciam mais, mas ela continuou andando.

Um passo.

Depois outro.

E outro.

A neve batia contra seu rosto enquanto ela subia a pequena trilha cercada pela floresta escura.

Quanto mais se aproximava da cabana, mais uma sensação estranha crescia dentro dela.

Aquele lugar parecia, perigoso.

Silencioso demais.

Como se algo observasse cada movimento dela.

Zara engoliu seco.

Talvez fosse loucura entrar ali.

Mas o frio já estava destruindo seu corpo.

Ela morreria do lado de fora.

Ao alcançar a varanda de madeira escura, suas pernas fraquejaram novamente.

A cabana era enorme, muito mais luxuosa do que parecia à distância.

As janelas altas refletiam a tempestade lá fora.

Quem morava ali certamente não era um homem comum.

Ela bateu na porta.

Nenhuma resposta.

A respiração saiu trêmula.

Bateu novamente, mais forte dessa vez.

Silêncio.

O medo começou a apertar seu peito.

Quando levantou a mão pela terceira vez.

A porta se abriu lentamente.

E o mundo inteiro pareceu parar.

O homem diante dela era o próprio inverno.

Alto.

Imóvel.

Perigosamente bonito.

Os cabelos loiros caíam levemente sobre a testa, e os olhos azuis eram tão frios que fizeram Zara esquecer o próprio frio da tempestade.

Ele usava roupas negras, elegantes, como se estivesse completamente desconectado do caos do lado de fora.

Mas não era a beleza dele que assustava.

Era a presença.

A violência silenciosa escondida naquele olhar.

O homem a observou de cima a baixo sem dizer uma palavra.

As roupas rasgadas.

O sangue.

O desespero.

Os olhos dele ficaram ainda mais escuros.

— Quem fez isso com você?

A voz grave atravessou Zara como um arrepio.

Ela tentou responder.

Mas o corpo finalmente desistiu.

As pernas cederam.

Tudo ficou escuro.

No instante em que começou a cair, braços fortes a seguraram antes que atingisse o chão.

E, pela primeira vez em muitos anos.

Alexandre Montenegro sentiu algo quebrar dentro dele.

O calor foi a primeira coisa que Zara sentiu.

Quente.

Intenso.

Quase doloroso depois de tanto frio.

Seu corpo inteiro latejava enquanto ela tentava abrir os olhos lentamente.

A cabeça pesava.

Os músculos pareciam destruídos.

Um cheiro de madeira queimada e café forte preenchia o ar.

Ela franziu a testa.

Onde estava?

O teto acima dela era de madeira escura, iluminado pela luz dourada de uma lareira acesa no canto do quarto.

O som da tempestade ainda podia ser ouvido do lado de fora, mas agora distante, abafado.

Zara puxou o ar lentamente.

Cama macia.

Cobertores pesados.

Silêncio.

Então o medo veio.

Ela se levantou rápido demais.

Uma pontada atravessou sua costela, arrancando um gemido baixo de seus lábios.

A mão subiu imediatamente para o lado machucado enquanto seus olhos percorriam o quarto desconhecido.

Grande.

Luxuoso.

Frio apesar do fogo.

Havia móveis antigos, livros organizados perfeitamente nas estantes e uma janela enorme mostrando apenas neve e pinheiros cobertos de gelo.

Sua respiração acelerou.

Ela precisava sair dali.

Agora.

Zara afastou os cobertores, mas congelou ao perceber que estava usando roupas diferentes.

Alguém havia trocado suas roupas.

Seu coração disparou violentamente.

— Merda.

Ela tentou se levantar da cama, ignorando a dor no corpo.

As pernas ainda tremiam quando seus pés tocaram o chão de madeira.

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