Mundo de ficçãoIniciar sessãoElara Quinn jurou que nunca mais deixaria um homem atrapalhar sua carreira. Mas o destino tem um senso de humor duvidoso — e agora ela vai dividir o teto com Asher DeLuca, o jogador de hóquei mais insuportavelmente atraente do campus. Ela é disciplinada, controlada e com fama de difícil. Ele é o caos em pessoa — sarcástico, provocador e dono de um sorriso que deveria vir com aviso de perigo. O plano era simples: coexistir até o fim da temporada. Mas quando o gelo entre os dois começa a derreter, a linha entre ódio e desejo se torna perigosamente fina. E o que antes era implicância vira algo que nenhum dos dois sabe como lidar. Porque, às vezes, o inimigo que você mais odeia... é o único capaz de te tirar do chão.
Ler maisEu definitivamente enlouqueci. Asher DeLuca quase me beijou e, o pior, é que eu queria que ele me beijasse. Muito. Eu queria muito. Isso é carência, eu tô carente, tento convencer o meu subconsciente.Eu preciso de uma festa e uma boca aleatória pra beijar, e vai ficar tudo certo. Mando mensagem para Nic perguntando se ele sabe de alguma festa. Ele não me responde de imediato, então resolvo tomar um banho e ir embora antes do treino de hóquei acabar e ele vir falar comigo.Vai fugir dele? Vai ser meio difícil, considerando que moram juntos.A voz do meu subconsciente debocha. Que legal, meu próprio cérebro está contra mim.Termino meu banho com cinco minutos e coloco minha roupa. Olho no relógio e vejo que tenho quarenta minutos para atravessar o campus e chegar na minha aula de psicologia forense. Adoro essa aula. Pego meu celular bem na hora que a tela acende mostrando três mensagens de Nic:Nico-laço💅 “Você querendo festa? Essa é nova.” “Gostei, fique assim pra sempre. Efeito cas
Chego ao estacionamento do ginásio às seis e cinquenta e sete. Não fico surpreso ao ver o carro de Elara estacionado ao lado de uma Hilux preta — ela saiu antes das seis. Ouvi o ronco do motor quando estava me levantando.Meu treino será às dez hoje, então estou totalmente livre até lá. Meu treinador não ficou muito contente com a ideia de eu patinar com Elara, mas assegurei que isso não afetaria meu desempenho no jogo. Mesmo relutante, ele aceitou. Acho que, no fundo, ele sabe que esse campeonato para Elara é tão importante quanto o Frozen Four é para nós. Além disso, ela é uma atleta, e perder por W.O. é… humilhante demais.Atravesso o estacionamento rumo às portas de vidro do ginásio. Vejo Elara no centro do gelo, fazendo um sit spin com maestria. Fico ali, parado, apenas admirando enquanto ela patina como se sua vida fosse só aquilo.— Ei, DeLuca — ouço a voz da treinadora Moreau me chamar. — Bom dia, treinadora. Tudo certo? — Não. Estaria tudo certo se Nicolás estivesse aqui, ma
Chego em casa por volta das seis da tarde, com Max logo atrás. Hoje foi um dia puxado. Depois do desastre que aconteceu com Elara e seu parceiro, tivemos que ouvir uma longa e entediante “palestra preventiva contra irresponsabilidades físicas durante a temporada”, o que acabou atrasando nosso treino. Por isso, tivemos que ir direto para as aulas.Ainda bem que eu tinha uma roupa reserva no meu armário do vestiário — alguns caras tiveram que ir para as aulas ainda com a roupa de treino e levaram uma bronca do reitor.Abro a porta e sou tomado pela escuridão da casa. Não há ruído algum.— Será que ela saiu? — Max pergunta, entrando e acendendo a luz da sala.— Acho que não. Eu tinha aula de Finanças com ela hoje, mas ela não apareceu. Além disso, o carro está na vaga dela — respondo.— Você acha que ela está bem? Tipo, foi um baque e tanto, cara. Ela vai ser desclassificada por W.O. — diz, seguindo em direção à cozinha.Coloco minha mochila no chão, perto do sofá, e faço o mesmo caminho
O portão do ginásio de treinamento surge à minha frente, e, pela primeira vez em dias, sinto uma pequena—minúscula—sensação de alívio no peito. Aqui, pelo menos, minha mente costuma focar no que importa: disciplina, suor, controle.Encosto o carro na vaga mais próxima da entrada e desligo o motor. Quando estou prestes a sair, noto pelo retrovisor a caminhonete preta ocupando o espaço ao lado.Claro.Asher encosta tão perto do meu carro quanto seu ego permite. Abro a porta com força, sem me dar ao trabalho de esperar por ele, e saio batendo-a mais alto do que o necessário.Não olho. Não cumprimento. Não respiro perto.Ignorar é a única maneira de manter minha sanidade intacta.Começo a caminhar em direção à entrada principal, ouvindo logo atrás de mim passos familiares. Pesados. Irritantemente próximos.— Você sempre caminha assim rápido ou é só quando sente minha presença? — ele pergunta, carregado daquele tom despreocupado que me dá vontade de cometer um crime.— Eu caminho rápido qu





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