Mundo ficciónIniciar sesión— Só... eu tenho uma pergunta antes disso. — Finjo não ver seu olhar magoado, mantendo meus olhos em seu peito. — ... por favor. Mudaria alguma coisa se eu estivesse grávida? Quero perguntar, mas não sei como. Respirando fundo, olho para cima, apenas para vê-lo revirar os olhos com um suspiro: — Não tenho tempo para seus jogos, Scar. Lar? Eu ri amargamente. Nós não temos mais um lar, Sebastian. Eu construí um para nós, e você o destruiu.
Leer másPOV de Sebastian— Não sei onde ele está! — A voz de Ava atravessou a porta.Uma atuação patética, como sempre. Ela fingia preocupação, mas a satisfação escapava por cada fresta da voz.— Sinto muito por isso estar acontecendo, mas tenho certeza de que ele apenas perdeu a hora...O momento chegou.A fechadura eletrônica bipou ao reconhecer o cartão de Ava. Ao meu lado, Scar estremeceu. Num reflexo, joguei a camisa no chão e a puxei contra meu peito, escondendo o rosto dela contra mim.Scar era a pior atriz entre nós. Jamais conseguiria sustentar uma farsa daquelas sob o olhar de Ava.Ergui o queixo, abrindo espaço para que ela se escondesse. Senti os cílios dela vibrarem contra minha pele, nervosos, delicados, e aquele roçar mínimo fechou minha garganta num nó seco.Fazia tempo demais que eu não a tinha assim.Tão perto.Tão intimamente minha, fingindo uma paz que nós dois perdemos fazia muito tempo.Eu odiava mentir para ela.Mas ali estava eu, tecendo mais uma mentira.Silco me aler
POV de ScarEu nunca soube que ainda guardava tantas lágrimas dentro de mim.Achei que já não me importava, e nem sabia o que era mais patético: ainda me importar ou fingir que não. Achei que estava imune a esse homem, imune a todas as dores amargas que ele conseguia enfiar pela minha garganta com tanta facilidade. Achei que, se eu parasse de me importar, a dor também sumiria.Veio um longo silêncio de Sebastian, e eu já nem me importava. Já não ligava para o quanto ele podia se sentir satisfeito, orgulhoso até, ao me ver tão patética. Resmunguei, com a respiração quebrada pelos soluços. Eu só queria pôr para fora as palavras que entupiam meu peito a ponto de quase me impedir de respirar.— Você ainda se importa comigo, não se importa? — Só percebi que Sebastian me abraçava quando as palavras dele chegaram ao meu ouvido, com os lábios colados à minha pele.Balancei a cabeça com desespero, mas, dessa vez, ele não me soltou. Sebastian apertou os braços ao meu redor, a respiração queiman
POV de ScarEu não sabia por que me irritava tanto ver Sebastian ainda tão fiel a Ava depois de ela mostrar a verdadeira face. Eu entendia quando ela se pintava de anjo diante dele. Entendia quando ele confundiu Ava com a garota que salvou na floresta.Mas que desculpa ele tinha agora?Depois que a mentira dela veio à tona? Depois que ela admitiu que desperdiçava meu sangue só para se aproveitar da minha vida? Depois que matou o nosso bebê?A escuridão que me engoliu voltou de repente. Tudo perdeu sentido, gosto, peso, e eu só quis não estar ali.Qualquer lugar, menos ali.Depressão.A maldição voltava, tentando devorar minha mente.Virei para sair, mas Sebastian segurou a maçaneta antes de mim.— Saia da frente. — A frieza da minha própria voz me assustou.Eu me transformava em escuridão. Uma ruína pura, dessas que feriam tudo ao redor, inclusive a mim mesma.O pior era que, quando começava, eu não conseguia parar.— Você não quer saber por que Silco admitiu ser Johnny Vanderbilt, me
POV de Scar— Sr. Vanderbilt, houve algum problema? — A porta em frente ao quarto 001, a 010, se abriu, e um homem saiu.O terno daquele homem valia pelo menos cinco dígitos. Eu reconheceria aquela marca em qualquer lugar, já que era a favorita de Sebastian. Ele usava óculos estreitos de armação dourada. Atrás das lentes, os olhos eram de um azul glacial. Sorria para mim, mas o sorriso era perigoso, agressivo.— Desde quando paparazzi são permitidos na área exclusiva do navio? — O homem chamado de Sr. Vanderbilt reclamou com o sujeito de óculos dourados, sem sequer pousar os olhos em mim.Eu nunca tinha visto aquele homem na vida, com ou sem máscara. Tinha certeza disso. A presença dele me era estranha demais, eu simplesmente não conseguia acreditar que existisse qualquer laço de sangue entre nós.Nesse exato momento, a voz de Sebastian ecoou pelo corredor vazio: — Esse não é o famoso mordomo, o Sr. Ethan Williams?Eu conhecia aquele nome. A mídia chamava Ethan Williams de "O Mordomo"





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