Mundo de ficçãoIniciar sessão— Só... eu tenho uma pergunta antes disso. — Finjo não ver seu olhar magoado, mantendo meus olhos em seu peito. — ... por favor. Mudaria alguma coisa se eu estivesse grávida? Quero perguntar, mas não sei como. Respirando fundo, olho para cima, apenas para vê-lo revirar os olhos com um suspiro: — Não tenho tempo para seus jogos, Scar. Lar? Eu ri amargamente. Nós não temos mais um lar, Sebastian. Eu construí um para nós, e você o destruiu.
Ler maisPOV de DamianCinco anos antes, eu dormi com Lilith.Foi um acidente.Naquela época, eu já estava apaixonado por ela, mas Lilith só me enxergava como chefe. Afinal, fui eu quem deu o primeiro emprego a ela e ensinou como tudo funcionava no escritório.Eu não planejei que as coisas avançassem tão rápido. Só que, naquela noite, alguém me drogou.Lilith estava comigo. Disso eu me lembrava. Eu perguntei, e ela disse sim. Pelo menos, pareceu aproveitar aquela noite. Quando acordei, ela ainda estava ao meu lado.Mas depois foi embora.De repente.Nas minhas lembranças, ela não resistiu. Mas talvez aquilo não passasse do que eu queria acreditar, porque, depois daquele dia, Lilith nunca mais falou comigo.Saiu da cidade. Trocou de número.Na terceira vez em que consegui um contato novo e descobri que ela mudou de número outra vez, finalmente entendi uma possibilidade que não quis encarar antes... Talvez fosse de mim que ela fugia.Durante todos aqueles anos, eu soube que Sebastian ainda mantin
POV de ScarNo fundo, eu não gostava nem um pouco da ideia de deixar Alice perto de Sebastian. Ele não ligava para o próprio filho. Muito menos para o filho dos outros. Só de pensar em levar uma criança para perto dele, alguma coisa dentro de mim já entrava em alerta.Alice não era minha para eu colocar em risco.— Você vai ver aquele homem do outro dia de novo, não vai? — Alice abriu um sorriso de raposinha, toda esperta, sem fazer ideia do quanto ficava adorável tentando ser astuta. — A mamãe me deu um recado para entregar para ele. Então eu preciso ir também.Lilith... tinha um recado para... Sebastian?— Ah, eu não vou sair com... — Olhei de relance para Silco, sem saber se devia mencionar Damian na frente dele.Mas Alice só podia estar falando de Damian, não de Sebastian.— Sebastian Knight, não é? — Alice esfregou o bumbum, toda satisfeita, como se realmente tivesse uma cauda balançando atrás dela. — A mamãe falou...Ela olhou para os lados, como se carregasse o maior segredo do
POV de ScarSaímos do cruzeiro inteiros.Sebastian não caiu. A empresa sobreviveu. Eu voltei para a casa de Silco, e ele ou não percebeu que eu andava evitando ele antes, ou percebeu e simplesmente não perguntou por que eu voltei. A casa dele virou de novo a creche particular de Alice. Aurora e Adrian continuavam inseparáveis, como sempre.Por fora, parecia que nada mudou. Mas alguma coisa estava... fora do lugar.Lilith não saía de casa nem por Alice. Era Silco quem buscava e levava a menina.Aurora começou a passar todo o tempo livre na casa de Silco ou na de Lilith, como se nem tivesse namorado.E havia mais uma mudança.Sebastian começou a me bombardear de mensagens sob o pretexto de ser meu "parceiro temporário de vingança".Pouco antes, Seb mandou outra:[Não esquece do jantar hoje. Acabei de reservar o restaurante. Aqui está o endereço.]Veio a localização.Logo depois, outra mensagem.Um sticker de gato.E nem era novo. Era um daqueles gatos cafonas da internet de uns dez anos
POV de SilcoMexi os pauzinhos e consegui transferir Scar para outra cidade. O irmão idiota e aquele ex-marido venenoso não mereciam o perdão dela, então garanti que nenhum dos dois descobrisse para onde ela foi.O problema era outro.Scar já estava quebrada demais.Ela acreditava que perdeu o filho. Que perdeu tudo.Eu repetia sem parar que o bebê estava vivo, que, assim que melhorasse, poderia encontrar a criança. Mas bastava ouvir isso para se agitar até quase perder o controle, depois desabar em lágrimas. No dia seguinte, acordava e esquecia tudo.Esquecia que eu era seu pai. Esquecia que ainda existiam família e amigos naquele mundo. Esquecia que seu filho continuava vivo.De novo e de novo.Eu não conseguia obrigar a mente dela a aceitar uma realidade que ela própria recusava.Reverter a condenação exigia algum trabalho. Aquele desgraçado do ex-marido nunca apresentou queixa, mas o fato permanecia: ela feriu alguém.Só que o estado mental dela estava realmente comprometido.Então
Último capítulo