Mundo ficciónIniciar sesiónIrina Volkov e Viktor Sokolov começaram a namorar ainda na escola. Naquela época, Viktor já carregava um destino que poucos conheciam: ele era o filho do Don da máfia russa. Mesmo assim, quando estava com Irina, conseguia ser apenas um homem comum. Um jovem apaixonado que sonhava em construir uma vida simples ao lado da mulher que amava. Irina sempre soube que o mundo de Viktor era perigoso, mas acreditava que o amor dos dois seria forte o suficiente para mantê-los juntos. Tudo mudou no dia em que o pai de Viktor morreu. De uma hora para outra, ele deixou de ser apenas o herdeiro e se tornou o novo Don da organização. O poder e as responsabilidades transformaram o homem que Irina conhecia. Frio. Distante. Dominado pelo peso do trono que herdou. Desconfiada, Irina seguiu o instinto e apareceu de surpresa em um dos locais controlados pela máfia. Foi ali que viu a verdade. Viktor estava na cama com Lorena. Sem gritos ou escândalo, Irina voltou para casa e o expulsou. A discussão terminou em violência, mesmo sabendo que ela estava grávida. Uma semana depois, Irina acordou em um hospital. Com medo, fugiu para a Itália. Sem imaginar que seu destino cruzaria com Ares Marino, o Don da máfia italiana.
Leer másLYANDRA Ele retirou o preservativo e se deitou sobre mim novamente, voltando a me envolver com profundidade, como se ainda não fosse suficiente. Acariciou meus cabelos com uma calma inesperada, e começou a distribuir beijos pelo meu rosto, pela testa, pelas pálpebras, pela lateral da face, descendo lentamente até meus lábios ainda sensíveis. A língua dele percorreu o contorno da minha boca com suavidade, sem pressa, como se quisesse prolongar cada segundo daquele momento. Eu não esperava aquilo depois de poucos minutos, depois de toda a intensidade anterior, mas era exatamente o que meu corpo precisava. Aos poucos, fui despertando de novo, reagindo a cada toque, a cada gesto, a cada detalhe que ele fazia questão de não apressar. Os lábios dele desceram pela curva do meu pescoço, deixando pequenos toques que arrepiavam minha pele, provocando uma reação inevitável. Continuei me movimentando levemente, enquanto ele explorava cada parte com precisão, descendo para os ombros, provoca
CESARE Ares convidou todos para irem a um apartamento dele na zona sul. Ele disse que ia se casar com a mulher dele, e todos ficaram animados. Eu não era tão próximo deles, mas, nos últimos meses, estamos nos aproximando por causa de tudo o que vem acontecendo. A noite foi agradável, leve, se estendeu até depois das duas da manhã. Em algum momento, me despedi de todos e caminhei até o elevador. Quando ele finalmente chegou, Lyandra entrou junto. Ela estava com um vestido longo, ajustado ao corpo, elegante na medida certa. Estava linda. Eu preferi não olhar demais, evitando cair em tentação. — Chegamos ao ponto de você ignorar a minha presença, Cesare? — ela provocou. — Não estou ignorando nada, Lyandra. Ela inclinou a cabeça, analisando. — E essa distância? Porque estou começando a considerar seguir em frente, já que você decidiu se afastar. — Não começa a pressionar a minha mente — respondi, já sem paciência. No mesmo instante, o elevador parou. Ela olhou ao redor. — Ficamos
Irina Assim que as portas do elevador se fecharam, eu já não consegui mais sustentar o controle que vinha forçando desde que saímos da clínica. As lágrimas começaram a cair sem permissão, silenciosas no início, depois constantes, como se tudo o que eu estava tentando segurar tivesse finalmente encontrado uma saída. Apoiei a mão no espelho lateral do elevador, respirando fundo, tentando me recompor, mas era inútil. Ares permaneceu em silêncio ao meu lado, imóvel, distante, como se aquilo não tivesse qualquer impacto sobre ele, como se o que estava acontecendo comigo fosse apenas um detalhe irrelevante diante da decisão que ele havia tomado. Quando o elevador parou, eu não me movi. Permaneci ali, parada, encarando o reflexo borrado das minhas próprias lágrimas. Eu não sairia dali. Não pisaria naquele apartamento para ser dispensada como se fosse algo que ele pudesse simplesmente deixar para trás. Se ele queria terminar, faria aquilo ali mesmo, sem cenário, sem preparo, sem conforto.
Irina Eu estava exausta. O corpo pesado, a cabeça confusa, o estômago sensível desde que acordei. Ainda assim, precisava sair para repetir o exame. Na verdade, nem repetir, fazer corretamente, porque da última vez tudo saiu do controle. Ares insistiu em me acompanhar, e o que deveria ser apenas uma consulta simples se transformou em uma cena constrangedora. A médica ultrapassou todos os limites possíveis, aproximando-se dele de forma descarada, e eu reagi como sempre reajo quando alguém tenta invadir o que é meu. O resultado foi previsível: ela foi demitida, Ares passou o restante do dia lidando com as consequências da minha reação, e eu voltei para casa sem o exame feito. Não era ciúme irracional. Era instinto. Em um mundo como o nosso, respeito não é pedido, é imposto. Passei a mão pelo rosto, tentando organizar os pensamentos enquanto escolhia uma roupa simples. Eu já tinha dito a Ares para não sair de casa naquele dia. Ele prometeu que ficaria, mas eu conhecia bem o homem com q
Último capítulo