Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla sobrevive vendendo o próprio corpo em um mundo que nunca lhe ofereceu escolhas. Ele é o herdeiro frio e implacável do maior império mafioso da cidade. Uma noite de luxúria, um acordo sem nomes… e uma consequência irreversível. Grávida do herdeiro da máfia, ela se torna uma ameaça viva para uma família que não perdoa erros — muito menos uma prostituta carregando o sangue que garantirá o futuro do império. Rejeitada, caçada e humilhada, ela precisa lutar não apenas pela própria vida, mas pela do filho que cresce dentro dela. Enquanto a família mafiosa tenta apagá-la da existência, o herdeiro se vê dividido entre o dever, o poder e um desejo que foge ao seu controle. Entre traições, segredos, violência e um amor proibido, ela descobrirá que gerar um herdeiro pode ser tanto uma sentença de morte quanto a única chance de mudar seu destino. Porque, na máfia, o amor é um pecado… e um filho pode ser a guerra.
Ler maisCapitulo 1
A chuva caía pesada naquela noite, como se o céu estivesse tentando lavar os pecados da cidade. Isabella observava as gotas escorrerem pelo vidro da janela enquanto prendia a respiração. Aos dezoito anos, ela já havia aprendido que ninguém iria salvá-la. Não seus pais adotivos, nem sua mãe biológica. Muito menos o mundo.
Foi nas ruas que o destino a empurrou para os braços de dona Morgana.
— Mel, hoje você tem um cliente especial — anunciou a cafetina, com o mesmo tom ácido de sempre. — Não sei o que você tem, mas os melhores fazem questão de pedir por você. Capricha no visual. Ele paga bem… e não vai te encontrar aqui.
Isabella agora era Mel. Um nome escolhido para esconder quem ela fora, para silenciar as cicatrizes que carregava na alma. Mel não sentia, não sonhava, apenas sobrevivia.
Vestiu o tubinho púrpura, ajustado demais para ser confortável, e calçou o salto alto que parecia gritar perigo a cada passo. Quando atravessou o salão, os olhares se voltaram para ela. Admiração, desejo, inveja. Nada disso a tocava mais.
Do lado de fora, um carro preto a esperava. Vidros escuros, motor ligado sem nenhuma explicação. O medo percorreu sua espinha, mas recuar nunca foi uma opção.
Dentro do carro, o motorista não disse uma palavra. O silêncio era sufocante. Quando finalmente pararam, ela foi instruída apenas com um gesto a entrar no prédio luxuoso à sua frente. Sozinha, Mel subiu no elevador e bateu na porta.
— Olá, sou a Mel. Enviada pela…
— Shhh… eu já estava à sua espera — disse o homem, com a voz baixa e firme e imponente — Sou Aléssio. Entre.
Algo naquele tom a fez estremecer. Aléssio não era como os outros. Sua presença dominava o ambiente com naturalidade. Os cabelos ruivos levemente ondulados, a barba curta bem delineada, os olhos verdes atentos demais para alguém que pagava apenas por companhia. Ele tinha o porte de quem estava acostumado a mandar e a ser obedecido.
— Bebe alguma coisa? — perguntou, já com a garrafa de vinho na mão.
Mel assentiu, sentindo o coração disparar. Pela primeira vez, não se sentia apenas um corpo alugado. Conversa puxou conversa. Risadas surgiram onde não deveriam existir. O vinho acabou, o tempo passou… e, estranhamente, nenhum dos dois parecia com pressa.
— Qual é o seu nome de verdade? — ele perguntou depois de algum tempo, encarando-a como se pudesse enxergar além da máscara.
— Para você, Mel é suficiente — respondeu, fria, começando a cumprir o papel que esperavam dela.
Ela tentou conduzir a situação e assumir o controle, mas Aléssio permaneceu firme, observando-a como se estivesse estudando cada reação.
— Você não sabe quem eu sou, não é? — ele disse, de repente.
— Não preciso saber — respondeu. — Estou aqui para fazer meu trabalho.
Foi então que ele se afastou, indo até a varanda. O silêncio que se instalou foi pesado. Se ele não pagasse, a dona Morgana cobraria. E ela sabia exatamente como. Respirando fundo, Mel tomou uma decisão. Aproximou-se dele.
— Podemos recomeçar? — pediu, com a voz mais baixa, mais real.
— Só se for com a verdade — Aléssio virou-se lentamente.
— Ok. Pode ser. Meu nome verdadeiro é Isabella.
— Agora sim, estamos nos entendendo.
Alessio agarrou Isabella e a levou para dentro, jogando-a na cama e arrancando suas roupas com volúpia. Isabella não recuou, afinal, ela estava sendo paga para oferecer prazer, seja para quem fosse. Mas aquele momento que era para ser só uma noite bem paga, a profundidade de Alessio tocou Isa de uma forma diferente. Seu corpo correspondia a cada toque com prazer. Os gemidos de Alessio a faziam estremecer. Era como se aquela conexão fosse muito além de profissional e cliente.
Depois do sexo, era para Isabella receber seu cachê e ir embora, mas Alessio a pediu para ficar. Mesmo ela dizendo que dona Morgana não iria gostar da ideia, ele a convenceu, dizendo que resolveria tudo com a cafetina. A conversa continuou na varanda, a brisa do mar tocava seus corpos nus, fazendo os mamilos de Isa ficarem eriçados, deixando Alessio louco. Ali mesmo, de frente para o mar, ele a empurrou contra a grade e fodeu com força por trás. De forma que ela nunca esqueceria.
Naquela varanda, sob o som distante do mar, eles conversaram. Sobre dores que não cicatrizam, sonhos abandonados e perdas irreparáveis. Isabella não sabia, mas aquele homem carregava uma história marcada por sangue, vingança e poder, o legado de uma família que dominava o submundo da cidade. E Aléssio, por sua vez, não fazia ideia de que aquela garota mudaria o curso de sua vida para sempre.
Naquela noite, Mel deixou de ser apenas um nome de guerra e Isabella deu o primeiro passo rumo a um destino que jamais poderia imaginar.
Porque aquela não seria apenas mais uma noite paga.
Seria o começo de uma história que a máfia jamais permitiria acontecer.
A luta de Isabella para encontrar seu filho que a sua ex futura sogra tinha sequestrado não estava no fim e ela não mediria esforços para conseguir. Sua vingança também estava marcada em cada célula do seu corpo. Sua jura por vingança estava veemente.Em uma das visitas a Aléssio na prisão, ela contou tudo o que sua mãe tinha feito, porém a megera o visitava e contava histórias completamente diferentes. Aprisionado e sem contato com a vida exterior, Aléssio não sabia em quem acreditar e nem nos guardas da prisão ele podia confiar.— Amor, Paloma me contou toda a trama que sua mãe armou para te prender aqui e assim te dar uma lição e me tirar da sua vida.— Amor, eu não duvido. Desde que minha mãe foi capaz de drogar Mônica e a matar para me fazer parecer culpado, eu não duvido do que ela é cap
O som suave das máquinas e o cheiro estéril do hospital ainda faziam Isabella sentir-se entorpecida. As horas desde o parto se misturavam como um borrão de lembranças desconexas. Ela acordara mais cedo do que o esperado, ansiosa para ver seu bebê pela primeira vez, mas a porta do quarto permanecia intransponível, com enfermeiras entrando e saindo, evitando olhá-la diretamente nos olhos.Quando o médico finalmente entrou, ela quase podia sentir a tensão pairando no ar, algo inquietante que parecia se esconder por trás de cada palavra dele.— Senhorita Isabella, pode comemorar. A senhora já está de alta — informou o médico com um sorriso discreto, mas Isabella notou uma tensão em seu olhar.— Como assim? Eu nem vi o meu bebê. — A preocupação se espalhou em sua voz — Doutor, por favor, quero ver meu bebê — El
Faltava apenas uma semana para o parto agendado de Isabella e ela percebia cada vez mais a tensão no rosto da sua amiga Paloma, mas mesmo que perguntasse, a amiga dizia que estava tudo bem, era só problemas casuais.— Se quiser, já pode voltar para sua vida, Paloma. Só falta uma semana para o bebê nascer e esse tempo eu consigo me virar. — Isa falou a Paloma e percebeu seu olhar preocupado.Paloma não tinha conseguido fazer o que Griselda tinha mandado ainda, pois, ela amava muito sua amiga e não queria magoá-la, mas a vida do seu irmão e toda a sua carreira estava em risco, ela não podia titubear agora. As mensagens no celular não paravam de chegar, com cobranças de Griselda. Então, Paloma precisava agir. Ela começou a pesar os pós e os contras da sua vida e colocou na balança a vida de Isabella.Isabella sempre teve tudo em casa, do bom e
Isabella se contorcia na cama, a ansiedade a consumindo enquanto contava as horas para o retorno de Aléssio. A ideia de que ele a deixaria sozinha por mais tempo a deixava inquieta, e sua necessidade de ir ao banheiro aumentava a cada minuto. Ela olhou para Paloma, que estava absorta no celular, e suspirou— Paloma, me ajuda ir ao banheiro, por favor? — Isa suplicou. Era quase de 30 em 30 minutos Isabella queria ir ao banheiro.Paloma estava ganhando muito bem para cuidar de Isabella. O trabalho dela era só cuidar para Isa não fazer esforço e fazer companhia, mas isso parecia estar incomodando Paloma. A barriga de Isabella estava enorme e ela tinha dificuldade para levantar-se.— Estou indo. — Paloma respondeu do ambiente ao lado, mas demorou mais que Isa esperava.— Paloma, vou fazer xixi na roupa.Em alguns minutos Paloma apareceu com o celular na mão, totalmente inerte à sit





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