Mundo de ficçãoIniciar sessãoLis La Blanc não nasceu para ser uma herdeira — nasceu para matar. Criada entre armas, sangue e segredos, ela trocou o submundo japonês pela fachada elegante do império mafioso da família La Blanc, onde precisa agir como a filha perfeita enquanto luta contra a própria natureza violenta e imprevisível. Fria, impulsiva e perigosamente instável, Lis sempre viveu sob regras que nunca aceitou, até ser forçada a encarar a única coisa que jurou jamais fazer: casar. Para salvar o império da família de um colapso iminente, seu pai firma um acordo que a transforma em moeda de troca em uma aliança entre máfias. O escolhido é Angelo Hernandes — um homem arrogante, calculista e tão perigoso quanto ela. Presos em um contrato de casamento de um ano, os dois entram em uma guerra silenciosa de provocações, ameaças e desejos reprimidos, onde cada palavra pode virar uma arma e cada toque pode terminar em sangue. Enquanto isso, inimigos antigos retornam das sombras, disputas territoriais se intensificam e segredos enterrados começam a vir à tona, ameaçando expor o passado de Lis como assassina de elite. Quanto mais ela tenta manter o controle da própria vida, mais percebe que está presa em uma teia de manipulações, promessas e traições que pode destruir tudo o que ela tentou proteger. Entre perseguições, jogos de poder e uma atração explosiva que nenhum dos dois consegue ignorar, Lis precisará decidir se continuará lutando sozinha contra o mundo ou se permitirá confiar em alguém que deveria ser apenas parte de um contrato. Mas confiar pode ser fatal — e amar, ainda pior. Porque, no mundo da máfia, sentimentos são fraquezas… e fraquezas custam vidas.
Ler mais(POV Lis)A cidade já está reagindo.Claro que está.Ela nunca fica parada.Nunca espera.Nunca perdoa hesitação.A cidade sente mudança como um corpo sente dor.Instantâneo.Instintivo.Inevitável.Eu estou dentro do carro, observando enquanto passamos por uma das áreas que antes pertenciam aos Back.Agora…não pertencem a ninguém.Ainda.E esse “ainda” é o ponto mais perigoso de todos.O carro desliza pelas ruas com uma calma que não combina com o que está acontecendo ao redor.Lojas semiabertas.Portas entreabertas.Gente parada em esquinas que não deveriam estar ocupadas.Olhares.Muitos olhares.Curiosos.Desconfiados.Calculando.Eles sabem.Todos sabem.Talvez não os detalhes.Talvez não o nome exato da mudança.Mas sabem que algo saiu do lugar.E quando algo grande sai do lugar…o resto tenta se reorganizar.Ou aproveitar.— Resistência leve — Hayato diz do banco da frente.A voz dele é neutra.Informativa.Mas eu conheço o suficiente pra saber que ele já está mapeando possibi
(POV Lis)Eu fico sozinha depois disso.De propósito.Não porque preciso de silêncio.Mas porque preciso de verdade.Sem distração.Sem interrupção.Sem ele.A ausência dele pesa mais do que eu esperava.E isso…isso já é um problema.Eu ignoro.Como sempre.Eu caminho até o espelho improvisado.Um pedaço de metal polido.Irregular.Manchado.Fragmentado.Quebrado.Como tudo aqui.Como eu.Mas suficiente.Sempre é suficiente.Eu paro diante dele.E olho.De verdade.Sem desviar.Sem suavizar.Sem fingir que não vejo.E vejo.As marcas.Recentes.Ainda abertas.Ainda sensíveis.Ainda vivas.Linhas vermelhas.Algumas profundas.Outras superficiais.Todas reais.Todas recentes demais pra ignorar.E as antigas.As que já não doem.Mas também nunca desapareceram.Cicatrizes finas.Grossas.Irregulares.Algumas quase invisíveis.Outras impossíveis de esconder.Mapa.Meu corpo é um mapa.De escolhas.De consequências.De sobrevivência.Uma história.Uma que ninguém além de mim entende comple
(POV Lis)Eu deveria estar descansando.Todo mundo já disse isso. Mais de uma vez. Angelo principalmente.Mas descanso exige silêncio.E silêncio… não é algo que funciona bem comigo.Silêncio abre espaço. Espaço abre brechas. E brechas… são perigosas.Eu estou de pé, analisando relatórios improvisados, quando sinto.Presença.Antes mesmo de ouvir. Antes mesmo de ver.É sempre assim com ele.— Você não parou ainda.A voz dele é baixa. Calma. Mas carregada de algo que eu reconheço.Preocupação.Eu não viro de imediato.— Ainda não terminei.— Você nunca termina.Aquilo me faz parar.Não pelo que ele disse. Mas pelo jeito.Eu me viro.Ele está encostado na entrada. Braços cruzados. Postura firme.Mas o olhar… o olhar está em mim.Não no mapa. Não nos papéis.Em mim.— Eu termino quando precisa — respondo.— E quem decide isso?Silêncio.Eu sustento o olhar.— Eu.E
(POV Lis)Controle não é sobre força.Nunca foi.Força é o que os fracos exibem quando querem parecer maiores do que realmente são. É barulho, ameaça, sangue derramado na frente dos outros para provar alguma coisa.Controle é diferente.Controle é silêncio.É estrutura.É fazer com que cada peça se mova exatamente para onde eu quero sem que percebam que estão sendo conduzidas.Estou de pé diante do mapa.A cidade inteira se espalha à minha frente, ocupando quase toda a parede da sala de estratégia. Linhas vermelhas, pretas e douradas cortam bairros, avenidas, zonas comerciais e territórios antes disputados com violência.Agora, cada marca naquele mapa significa poder.O meu poder.Passo os dedos pela superfície fria, sentindo o relevo discreto do papel reforçado.A antiga zona leste.Os armazéns.As rotas de entrada.Os pontos cegos.As saídas rápidas.Tudo está marcado.Tudo está sob meus olhos.Tudo está, de alguma forma, sob meu controle.— Aqui — aponto, deixando a unha pressionada
Último capítulo