Mundo ficciónIniciar sesiónDark romance Atlas ficou viúvo ainda jovem, tendo se casado muito cedo por pressão de seu pai e de seu sogro, para fortalecerem a aliança entre ambos. Sendo um nome forte dentro da máfia, Atlas tem a fama de ser impiedoso, e nunca demonstrar sentimentos que para ele significam fraqueza. Mas quando sua irmã se torna mãe, ele passa a ser uma figura paterna para sua sobrinha, que acaba se tornando a única pessoa que o conhece fora de sua armadura. Quando uma jovem surge para pagar uma dívida de família, ele acaba propondo que ela se torne babá de sua sobrinha, mas as coisas não seriam como ele imaginava. Livro do mesmo universo do box "A vingança do bilionário". Não é necessário ler o box para entender essa história.
Leer más— Isso depois que vocês ficaram? Ele é um idiota mesmo.
— Eu não vou ficar correndo atrás dele, Sarah.
— Acho que você deveria usar o vestido verde hoje.
— Ele combina com os meus olhos — Kat coloca a peça na frente do corpo.
— Então você vai ignorar o Alex? — a jovem ruiva para atrás da amiga e a ajuda a fechar o vestido.
— Katherine Black jamais corre atrás de alguém. Ele tentou me ignorar, então eu vou fingir que nada aconteceu.
— Aproveita que a primeira aula é com o professor bonitão.
— Você realmente não tem vergonha — elas riem enquanto deixam o quarto de Kat.
— O seu pai não fica em casa pela manhã?
— Ele anda viajando muito nos últimos meses — o motorista abre a porta para elas.
— A sua família realmente tem muito dinheiro.
— Meu pai trabalha muito para isso, Sarah.
Kat era a única herdeira da família Black, sendo a filha única do viúvo Joshua Black, e da falecida Ellen Black. Sua mãe havia falecido quando ela era um bebê, então a jovem não tinha uma lembrança sequer da mãe. Seu pai dizia que ela era muito parecida com sua mãe, os mesmos olhos esmeralda e o sorriso doce.— Você me ignorou a aula inteira, linda.
— Você falou comigo? — indaga a jovem negra.
— Estou falando agora, não é? — ele beija a bochecha de Kat que sorri.
— Então está tudo certo. Você realmente acreditou que eu tomaria a atitude? Esperei você se lembrar de mim.
— Eu jamais esqueceria de uma garota tão quente.
— Isso foi tão frase de adolescente — ela ri.
— Não faz muito tempo desde que deixamos a adolescência. Ainda estamos no primeiro ano da faculdade, e ninguém aqui tem trinta anos.
— Acho que você não entendeu o que eu quis dizer. Não é necessário ter trinta anos, para ter o mínimo de maturidade.
— E você acha muito maduro me ignorar?
— Só esperei você falar comigo, então te respondi. Em momento algum eu te ignorei, Alex.
— Então vamos repetir a tarde de ontem?
— Estou disponível na sexta depois das aulas.
— Então eu vou te mandar uma mensagem mais tarde — ele deposita um beijo demorado nos lábios dela.
Após a última aula, Kat vai ao banheiro com Sarah. Alguns alunos ainda circulavam pela faculdade, mas a maioria tinha ido embora. Ela retoca a maquiagem e aproveita para enviar uma mensagem, seu pai não dava sinal de vida, e já tinha se passado um mês desde a última ligação.
— Você vai sair com o Alex outra vez? — as duas caminham até a saída da faculdade.
— Ele finalmente tomou a atitude de falar comigo.
— Ele é tão bonito. Não sei como você conseguiu esperar.
— Eu também sou muito bonita, então tenho que me valorizar.
— Katherine Black — um homem para as duas amigas.
— Sou eu, mas ninguém me chama de Katherine aqui.
— Ela prefere que a chamem de Kat, é bem mais informal.
— Eu preciso que você venha comigo agora.
— E quem é você? — Indaga a Black com medo daquele homem tão alto — O meu pai te mandou?
— Joshua Black mandou te buscar. Ele precisa que você venha comigo imediatamente.
— E se eu não for? — ela sente algo contra suas costas.
— Acho melhor você entrar no carro agora — uma voz masculina soa atrás dela.
...
Atlas sempre foi muito protetor com sua irmã. As lembranças do dia em que ela contou sobre a gravidez invadiam sua mente, foi a primeira vez que ele viu o coração de Saiph se partir. Ela sempre foi muito segura de si, dificilmente estava triste, mas naquele dia o seu sorriso se foi. Todos sempre pensavam que ela era mais nova, tanto pela aparência, quanto pelo fato de Atlas parecer mais maduro.A vida tinha sido cruel com ele, principalmente depois do falecimento de sua esposa. Atlas e Saiph eram gêmeos, mas parecia ser talvez cinco anos mais velho, ambos tinham vinte e oito anos atualmente. Uma coisa que os gêmeos tinham em comum era a beleza, eram extremamente disputados, mas ambos tinham se fechado para o amor.
Atlas se lembrava muito bem daquela noite, o dia em que descobriu que seria tio. A conversa entre ele e Saiph se passa em sua mente, e as lembranças surgem como flashbacks. Sua irmã estava com a maquiagem borrada, parecia atordoada.
— O que aconteceu? — indaga Atlas a conduzindo até o sofá.
— Ele morreu — A morena desaba nos braços do irmão — O meu namorado morreu.
— Quem fez isso com ele? — indaga já planejando vingança em sua mente.
— Ele morreu no momento e que foi embora com outra.
— Me explique melhor o que aconteceu, Saiph.
— Fui na casa dele contar algo, mas quando cheguei a casa estava vazia. Um funcionário me disse que ele vendeu a casa e viajou com a noiva.
— A namorada dele era você. Então esse traidor fugiu com outra?
— Ele me enganou nos últimos meses, Atlas.
— Maldito seja — O Miller empurra a mesa de centro controlado pela raiva — Ele vai pagar por isso.
— Eu estava prestes a contar sobre o nosso filho.
— Filho? — ele olha para a irmã que leva a mão ao ventre.
— Estou esperando um filho dele, um bebê que vai crescer sem pai.
— Ele não vai sentir falta — O moreno abraça a irmã — Eu vou ser como um pai para esse bebê.
— Estou com medo, Atlas. Nunca senti tanto medo em minha vida.
Naquele momento ele se lembrou de quando eram pequenos, de todas as vezes que Saiph sentiu medo do escuro, e ele esteve lá para abraçá-la. Naquele momento ele queria que ela fosse uma garotinha novamente, mas ela já era uma mulher, e infelizmente estava sofrendo. Naquele dia ela adormeceu chorando em seus braços, eles tinham por volta dos vinte e dois anos. Saiph ainda era muito imatura e sonhadora, já Atlas tinha sido moldado pela dor, e não aceitaria ver sua irmã passar pelo mesmo. Aquele tinha sido o segundo pior dia de sua vida, o primeiro ele não gostava de lembrar ou falar.
...
Kat sentia um misto de emoções naquele momento, seu corpo inteiro tremia, ela estava confusa e assustada. Seu pai não faria aquilo, ele jamais mandaria um homem armado ameaçar sua princesa. Aquela casa também não era familiar para ela, apesar de ser uma mansão luxuosa, como as que ela costumava frequentar. Um homem surge na sala, ele usava um uniforme de mordomo.
— Eu sou Joseph, o mordomo do senhor Miller.— O que esse senhor Miller pretende comigo?
— Por enquanto você deve me acompanhar, irei mostrar o seu quarto.
— Eu não conheço o seu patrão, Joseph.
— Ele pretende conversar com a senhorita amanhã.
— Não pode ser hoje? Eu não vou dormir aqui.
— O meu patrão está ocupado essa noite. Apenas me siga, e tente não arranjar problema.
Ela apenas segue as ordens do mordomo. Seria arriscado fazer algo naquele momento, aquelas pessoas pareciam perigosas. Kat é deixada em um quarto, ele era grande e bem decorado, nada parecido com um cativeiro. Ela passa boa parte do tempo acordada, estava com muito medo para conseguir dormir. Ela adormece apenas após o amanhecer, quando seu corpo sucumbe ao cansaço.
— Senhorita Black — ela acorda com o som de uma voz feminina.
— O que aconteceu? — indaga ainda confusa e sonolenta.
— Trouxe roupas e o café da manhã para a senhorita.
— O seu patrão vai falar comigo? — indaga Kat com seu olhar direcionado à empregada.
— Ele precisou sair muito cedo, mas pediu para que eu cuidasse da senhorita.
— O que ele pretende comigo? — Ela franze a testa — Qual é o seu nome mesmo?
— Me chamo Lily. Estou ao seu dispor, senhorita.
— Então eu posso pedir para sair um pouco?
— Infelizmente tenho ordens para não deixar a senhorita sair.
— Foi o que eu imaginei — Ela pega algumas uvas da bandeja — Então tome café comigo.
— E-eu — Lily fica com as bochechas coradas — Não sei se seria correto.
— Eu só quero companhia para o café da manhã.
— Tudo bem — Ela se senta na ponta da cama — Vou ficar um pouco.
A Black ainda não entendia o que estava acontecendo, o tal senhor Miller não apacerecia, e ela ficava o tempo todo naquele quarto. As roupas entregues por Lily eram bonitas, pareciam ser das mesmas marcas que ela costumava usar. Após o café da manhã, ela toma um banho e Lily se retira. As horas parecem não passar, ela se sentia sufocada naquele quarto, não tinha nada para fazer além de pensar no pior.
— O senhor Miller vai falar com a senhorita após o jantar.— Não sei se fico aliviada ou preocupada, Lily.
— Acho que se trata de algo relacionado ao seu pai.
— Faz um mês que o meu pai não entra em contato comigo.
— Ele falou com o senhor Miller meses atrás, mas a conversa não foi nada amigável.
— Você sabe qual era o assunto? — indaga Kat curiosa.
— Não posso falar mais nada — a morena deixa o quarto apressada.
— Volta aqui — Ela grita, mas a porta se fecha — Ela me conta as coisas pela metade.
— A água está ótima — ela diz tocando o pé na água do lago.— Então vamos nadar juntos, meu amor? — ele envolve os braços ao redor da cintura de Kat.— Eu não perderia essa oportunidade — a Black caminha até um pedaço de tronco e deixa seus pertences.— Acho que estou gostando da ideia — Atlas tira a camisa dando visão de seu tronco definido.— Acho que precisaremos tirar toda a roupa para não molhar — ela diz começando a se despir.— Eu não acho a ideia de te ver nua ruim — ele oferece um sorriso cheio de segundas intenções.— Você não tem vergonha mesmo — ela atira uma peça de roupa contra ele.— Não tem nada aí que eu já não tenha visto, meu bem.Ela deixa para tirar a ling
Kat estava lendo um livro sobre maternidade, ela queria estudar de tudo um pouco sobre bebês e crianças. A preocupação dela naquele momento era seu filho. Atlas estava bastante animado com ideia de ser pai, e até mesmo havia entrado em contato com uma profissional, para começar a decorar o quarto do bebê. Com toda essa ocupação, os pensamentos sobre a viagem de Atlas tinham sido deixados de lado.As vezes a Black tinha medo de algo de ruim acontecer. Foram poucos momentos de felicidade em comparação com os momentos ruins. Talvez fosse melhor tentar pensar positivo, mas isso estava se tornando cada vez mais impossível para ela. Atlas estava sendo bastante carinhoso e presente, e isso dissipava em parte as preocupações dela. Ainda sim era bastante difícil lidar com tantos fantasmas.— Estava pensando em te levar para almoçar, querida.— Acho um
Enquanto jantavam em silêncio, Kat pensava em como tocar no assunto da gravidez. Depois da conversa no início do jantar, ela sentiu que ele estava realmente aberto, e que talvez ele acreditasse nela. De qualquer forma ela poderia fazer um exame de DNA, mas ela não queria fazer o exame, seria doloroso vê-lo não acreditar em sua palavra. Se ele pedisse o exame ela certamente não ficaria ao lado dele outra vez, apenas o deixaria conviver com o filho, sem nenhum contato amoroso da parte dela.— Você ficou em silêncio depois da nossa conversa inicial.— Eu estava com bastante fome. Comi a refeição que Lily me serviu hoje mais cedo, mas ando com bastante apetite desde que acordei.— Fico feliz que seu apetite tenha voltado. Fiquei preocupado com a sua saúde nos últimos dias — ele segura a mão dela de forma calorosa enquanto fala.
— Eu estou achando a Kat um pouco diferente.— Talvez tenha sido influência da presença desagradável do Alessandro — ele diz cortando um pedaço de melão no prato.— Você não vai chamá-la para tomar café da manhã com a gente, Atlas?— Lily me disse que a Katherine prefere comer no quarto.— Pensei que você fosse agir diferente, tentar reconquistá-la.— A Katherine precisa de um tempo para pensar. Eu não sei o que aconteceu naquela casa, e não quero preciona-la nesse momento.— Talvez você tenha razão em não insistir nesse momento — Saiph pega uma fatia de pão.— Vou tentar conversar com ela mais tarde.— Você acha que com o tempo ela vai se abrir?— Eu tenho esperança de que isso aconteça, irmã.
Atlas estava em seu escritório terminando de organizar algumas coisas. Ele já tinha conseguido fazer Donna sentir o peso de sua vingança, e seus planos estavam correndo bem, apesar de algumas dificuldades no meio do caminho. Agora era momento de ir atrás de Alessandro e tirar Kat de seus braços. Ele sabia que ela estava na casa dele, e que Alessandro não deixava mais ninguém frequentar sua casa, desde que Kat havia se mudado para lá.Ele termina de fazer uma ligação, e se serve de uma dose de conhaque. O mafioso fecha os olhos e degusta o sabor da bebida, enquanto tenta transformar sua raiva em ação. Atlas era muito bom no que fazia, mas sua fraqueza sempre foi o desejo de ter filhos. Ele não tinha conseguido realizar esse sonho com sua falecida esposa, e se deixou abalar quando soube do filho de Donna. Ele havia negado durante muito tempo, mas a morte prematura de sua esposa o havia af
— O que ela tem é grave, doutor? — indaga Alessandro olhando o tempo inteiro para Kat desacordada na cama.— Ela vai ficar bem se seguir o que eu receitei — Ele entrega um papel com as instruções e a receita do remédio — A jovem passou por um estresse muito grande, e a imunidade dela está bastante baixa.— Então ela só precisa mudar a alimentação, tomar esse remédio e essas vitaminas?— O estado dela é muito delicado, uma gravidez requer cuidados.— Gravidez? — ele indaga confuso com a informação.— Ela está com no mínimo dez semanas de gestação.— Fico feliz com a notícia, doutor. Eu vou mandar comprarem as vitaminas e o remédio.Alessandro claramente não estava feliz com a notícia, mas não demonstraria suas fra
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