Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla precisa salvar a casa da família. Ele quer provar que tudo tem um preço — inclusive ela. Laura Mendes sempre foi resiliente. Após perder a mãe e ser traída pelas dívidas deixadas pelo pai, tudo o que lhe resta é um estágio em uma das maiores empresas do país — sua única chance de manter o teto sobre a cabeça da avó e do irmão mais novo. O problema? O CEO. Arthur Ferraz, jovem, bilionário e conhecido por sua arrogância, aversão a laços emocionais e um olhar que paralisa qualquer um. Tudo nele grita perigo — e desejo. O que Laura não esperava era ser chamada em sua sala para receber uma proposta que não tem nada a ver com trabalho... e tudo a ver com rendição. Um contrato. Um prazo. Uma condição: fingir ser sua noiva por razões que ele não revela. Em troca, o suficiente para quitar as dívidas e proteger sua família. Mas em um mundo onde o amor é uma fraqueza e o poder dita as regras, quem sairá ileso de um acordo que nunca deveria envolver sentimentos?
Ler maisArthur segurava a pasta com as provas nas mãos enquanto o silêncio da sala parecia gritar. As palavras estavam ali, impressas em papel, frias e cruéis. E cada linha lida era como um golpe certeiro em sua convicção.Helena.Sua tia. Sua mentora. A mulher que o criou quando ninguém mais o queria. A mesma que jurava lealdade à empresa, ao legado dos Ferraz… era quem havia envenenado tudo por dentro.Laura estava sentada à sua frente, observando cada nuance de sua reação. Não tentou interrompê-lo. Não tentou consolá-lo. Apenas esperou. Porque sabia que ele precisava digerir sozinho antes de conseguir respirar.Minutos depois, Arthur levantou-se sem dizer nada. Caminhou até a janela, os olhos fixos na cidade que ele tanto lutava para dominar.— Eu devia ter percebido — murmurou. — Ela sempre foi boa demais em parecer perfeita.— Às vezes, a gente se engana com quem ama — respondeu Laura, com suavidade.Ele a encarou, os olhos vermelhos, mas ainda intensos.— Ela me criou. Me ensinou tudo q
O nome piscava na tela como uma sentença.Helena Ferraz.Laura piscou algumas vezes, sem acreditar. Daniel, o analista de TI, estava sentado ao lado dela com expressão tensa.— Tem certeza de que é um acesso autorizado? — perguntou ela, com a voz presa na garganta.— Absoluta. Essa chave só pode ser usada com autenticação biométrica. E nas últimas duas semanas, ela foi utilizada três vezes para acessar diretórios confidenciais... os mesmos que depois apareceram nos vazamentos.Laura se recostou na cadeira, tentando assimilar.— Helena não precisa disso. Ela tem o controle da empresa. Ela é... família do Arthur.— Justamente por isso. Ninguém desconfiaria dela.Era um soco no estômago. Helena sempre parecera firme, justa, admirável. Foi ela quem apoiou Laura no início, quem a promoveu, quem a orientou nos dias mais difíceis. Mas agora...Agora havia um indício. E pior: se fosse verdade, Arthur seria o maior prejudicado.Laura saiu da sala de TI com o coração em chamas. Ela precisava pe
O dia amanheceu com um céu nublado sobre São Paulo, como se o clima refletisse exatamente o que Laura sentia por dentro. Ao chegar à empresa, ela percebeu que os olhares já não eram apenas curiosos — havia respeito neles. Ou, ao menos, um reconhecimento de que ela não era mais apenas “a estagiária do CEO”.Agora, era a mulher que expôs uma traição interna e continuava de pé, mesmo ameaçada.Mas dentro dela, a ansiedade era uma sombra constante.E o pior: ela sentia que aquilo estava longe de terminar.---Enquanto Arthur mergulhava em reuniões com o departamento jurídico, tentando conter os danos causados pelas tentativas de sabotagem, Laura decidiu que precisava ir além.Não queria ser apenas protegida.Queria entender quem estava por trás de tudo. E por quê.Começou cruzando dados que não estavam na apresentação oficial de Arthur. Notou movimentações estranhas nas agendas da antiga supervisora de TI. Cláudia havia feito duas viagens inesperadas a Campinas, e em ambas, esteve com um
O silêncio na sala de reuniões de emergência da Ferraz & Co. era cortante. Arthur mantinha os olhos fixos no celular de Laura, projetando a mensagem ameaçadora no telão para os membros da diretoria de segurança e jurídico.— A origem foi mascarada com um servidor proxy russo — disse Daniel, o chefe da TI. — Mas conseguimos rastrear um segundo IP que foi usado para acessar um dos nossos e-mails internos: um notebook corporativo ainda não devolvido por Cláudia Martins.Arthur respirou fundo, o maxilar rígido.— Quero uma investigação silenciosa. Sem alarmes, sem pânico. Isso não é só um problema interno. É pessoal. — E seus olhos recaíram sobre Laura.Ela manteve o rosto firme, embora por dentro tudo estivesse em ebulição. Desde que recebera aquela mensagem, algo nela havia mudado. Não era só o medo. Era a certeza de que aquele jogo de poder havia ultrapassado a barreira profissional. E agora, atingia diretamente quem ela era — e o que queria.---Horas depois, Laura se encolheu em um c





Último capítulo