Arthur segurava a pasta com as provas nas mãos enquanto o silêncio da sala parecia gritar. As palavras estavam ali, impressas em papel, frias e cruéis. E cada linha lida era como um golpe certeiro em sua convicção.
Helena.
Sua tia. Sua mentora. A mulher que o criou quando ninguém mais o queria. A mesma que jurava lealdade à empresa, ao legado dos Ferraz… era quem havia envenenado tudo por dentro.
Laura estava sentada à sua frente, observando cada nuance de sua reação. Não tentou interrompê-lo.