Mundo de ficçãoIniciar sessãoNão existia nada para se contar duas horas antes daquela noite inebriada, em que uma só lingerie, da cor de vinho, acabou mudando o destino de um jovem que só queria ser tocado, de forma mais sensual, e um conjunto de vários atributos, começaram a mudar a noite, o rumo da história de Helder e Márcia, começando pelo toque, o rosto, os olhos, a boca, e o sorriso, e aquilo que era apenas um desejo perante a noite, terminou moldando a vida deles, através dos atributos da jovem dupla, ambos viveram um amor intenso durante a noite que se tocaram, e se separam, por uma mera confusão, num inesperado dia sem a intenção de contradizer aos olhares, Helder e Márcia voltam a se reencontrar e aquilo que era apenas um olhar, levou os dois jovem a viver um novo romance, mesmo com as adversidades encontradas em meio as estradas da vida.
Ler mais___ Márcia, eu fiz todos os exames que encontrei. Mandei para o centro do Huambo, mas sem solução. ___ Disse Inácia, esgotada. ___ Inácia, eu já disse que em Angola é raro encontrar tratamentos para isso. Deixem de se enganar; eu confio na nossa medicina, mas esquece o “Maria Pia”, não tem tratamentos eficazes.Tentei contactar, amigos na Endiama, Girassol… estão piores, até Windhoek estão sem condições.Márcia estava cansada de tentar deixar claro que não deviam perder mais tempo e deviam arranjar logo uma transferência para fora. Estava cansada de explicar que Fibrose Cística não é o mesmo que asma ou tuberculose; são infeções diferentes e meios de contaminação diferentes.___ Márcia, falei com o pai do menino Óscar. Ele está furioso, quer que ajudem o filho. ___ Disse sua chefe, Dra. Elisa.Márcia ficou passada, ela tinha problemas de mais para resolver na sua vida. E era obrigada a tentar fingir, que era uma heroína. ela chorava por dentro, se machucava com palavras sem esperança
___ Nossa! Amiga como isto foi acontecer? Perguntou Edna, sua colega do bordel. Com a mão levada a boca, ressentida, confusa e incomodada com o estado que se encontrava Márcia.À tarde, estava longe de terminar. O calor ainda era tanto, impossível de aguentar. O ar-condicionado funcionava, mas, naquele instante, a casa parecia um turbilhão. Gotas de sangue escorriam sem parar, enquanto Márcia limpava o rosto em frente ao espelho.___ Ai, que merda, ele machucou meu rosto. Disse ela.___ E como ficou o rosto deles? Perguntou Edna?___ah, Edna! Me poupe.O chuveiro estava pré-aquecido. Márcia tirava o vestido preto de forma lenta e sem pressa. Seus olhos estavam inchados e com a maquiagem pré-borrada. Com as duas mãos levava água ao rosto, massageando os olhos. Aquele era um momento de reencontro. Márcia estava tentando entender a sua situação lastimável. As imagens da situação tocavam seu rosto, criando a cada memória um novo machucado.___ Eu vou trabalhar, amiga, se cuida e vê com qu
— Menina. Acorda, filha, o senhor Afonso está aí fora. — Outra vez tu? — Questionou o senhor do Bar.Bessangana era um senhor de quase 70 anos, dono da grande casa de música angolana que levava o seu nome. Pai de duas meninas — uma já falecida, Benilde, e outra, Ilda, uma confeiteira dona de um mini-restaurante em Luanda, carinhosamente chamada de Bessa, diminutivo do pai.Tio Bessangana estava vestido com uma calça de linho e uma camisa de pano grosso, quando se deparou, às 10 da tarde, com a jovem Márcia. Ela estava embriagada, apagada, com os braços cruzados e a cabeça apoiada numa das mesas do seu restaurante.___ Quem é senhor Afonso? Perguntou ela, com a mão no rosto tentando recuperar a lucidez.Márcia se levantou, descalça como estava. Caminhou até a saída, carregando seus saltos altos na mão esquerda. Estava fora de si, sem condições para pegar o volante. As pernas estavam bambas; andava entre as paredes do restaurante. Seu vestido arrastava pelo chão.A música ao vivo, que t
“___ oi Helder, peço desculpas. Não vi tuas chamadas, diz alguma coisa assim que receberes a minha mensagem.” Escreveu Márcia.Márcia chegou em casa depois de uma noite cheia de emoções, entre copos, danças, poemas no ouvido e toques apertados. Lá estava ela, meio desalentada, exausta e esquecida. O silencio na sala era inigualável. A sala parecia um povoado abandonado. Sombria.Márcia caminhou o corredor de sua casa, deslizando o pé descalço no chão, se dirigiu até a piscina apoiando a mão esquerda na parede da sala, enquanto se despia lentamente, do forno vinha um ar quente, parecia algo queimando, à TV estava ligada, mas sem som, apenas imagens, cujas luzes embatiam sobre a vidraça das janelas da cozinha.___ Merda, o que estás cá fazendo?! Gritou Márcia depois do susto que tombou.Ricardo, por sua vez, assustado. Deixou cair o limpa-piscina no chão. Ficou estático. Com o corpo arrepiado.Ricardo era o zelador de casa, menino de 21 anos de idade, pretinho, alto e forte, de cabelos
— Menina… já esperei muito. Agora preciso fechar o bar.Márcia sorriu de canto, fechou os olhos, respirou ofegantemente. Passou as mãos pelo rosto, levantou-se e abraçou o senhor com tanta força que não quis largá-lo.— Desculpa… eu precisava desse abraço — disse ela.— Tu me lembras tanto a minha filha… Benilde. — Ela era linda, assim como você. — Assustada, indecisa, perdida… mas o mais forte, verdadeira.— Pareço com ela? Fico feliz em saber… — Bom… eu já vou. Fique bem, senhor.Tão logo Márcia colocou os pés para fora, um carro grande parou em frente dela, vidros totalmente polarizados, matrículas brancas, com selo da bandeira angolana. Os vidros baixaram de forma calma. Márcia, de braços cruzados e cabelos grisalhos, manteve-se quieta, esperando o despertar bater à sua porta.Uma voz sã, diferente das de muitas já ouvidas. Pequenas palavras, um convite informal e verbal…___ queres uma boleia? — perguntou o jovem misterioso.___ para onde vais? — questionou ela.___ Vou para on
As portas se abriram em pleno dia no cemitério dos santos, no “Murro dos veados”, o clima estava calmo e quieto, os rostos pálidos e sensíveis, folhas secas caiam das arvores Mulemba, o cheiro do sal da água do mar, abrandavam as paredes do cemitério, deixando algumas mulheres com enjoou como se estivessem concebidas.Entre amigos, familiares e médicos, que choravam e se despediam da menina Aminá Guerra, lá estavam eles, Jéssica, Márcia e Erik.✶✶✶Aminá e Kalema Guerra, são duas meninas, gémeas que nasceram de um parto difícil, ambas carregavam nas veias o sangue de um Guerra, um dos empresários cabo-verdiano, mas bem-sucedidos em Angola, e não só, também lutavam com uma doença dura “Síndrome de Uterus Fractus” doença ligada aos úteros didelfos…✶✶✶___ Não consegues chegar mais perto? Perguntou Jéssica médica pediátrica, vestida de um vestido de mangas curtas brancos, e uns saltos altos de bico fino, óculos escuros, e um chapéu de palha.___ desde a morte do meu, não consigo chegar





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