___ Nossa! Amiga como isto foi acontecer?
Perguntou Edna, sua colega do bordel. Com a mão levada a boca, ressentida, confusa e incomodada com o estado que se encontrava Márcia.
À tarde, estava longe de terminar. O calor ainda era tanto, impossível de aguentar. O ar-condicionado funcionava, mas, naquele instante, a casa parecia um turbilhão. Gotas de sangue escorriam sem parar, enquanto Márcia limpava o rosto em frente ao espelho.
___ Ai, que merda, ele machucou meu rosto. Disse ela.
___ E como ficou o rosto deles? Perguntou Edna?
___ah, Edna! Me poupe.
O chuveiro estava pré-aquecido. Márcia tirava o vestido preto de forma lenta e sem pressa. Seus olhos estavam inchados e com a maquiagem pré-borrada. Com as duas mãos levava água ao rosto, massageando os olhos. Aquele era um momento de reencontro. Márcia estava tentando entender a sua situação lastimável. As imagens da situação tocavam seu rosto, criando a cada memória um novo machucado.
___ Eu vou trabalhar, amiga, se cuida e vê com qu