Mundo ficciónIniciar sesión— Nós temos um filho. — ele afirmou, como se fosse uma verdade óbvia. — Você escondeu meu filho de mim? (...) Layla nunca imaginou que o amor da juventude terminaria em ruínas, muito menos por causa de uma mentira cruel. Com o coração partido e a dignidade em frangalhos, ela volta para o seu país decidida a recomeçar do zero. Mas no aeroporto, em meio ao caos da partida, um desconhecido de olhar enigmático cruza seu caminho… e, por uma noite, Layla permite que um estranho a faça esquecer toda a dor. Uma noite sem nomes. Sem promessas. Sem futuro. Anos depois, determinada a crescer na carreira, ela aceita um emprego tentador em outro país. O que ela não esperava era descobrir que seu novo chefe: poderoso e irresistivelmente familiar. É exatamente o homem daquela noite. E para piorar, quem mais lhe machucou no passado, estará diretamente ligado a ele... — Você escondeu meu filho de mim? — O quê? — Layla perguntou, a voz trêmula de raiva e medo. — Você está louco? — O menino vai fazer seis anos, Layla. É exatamente o tempo em que nós estivemos juntos. — TYLER NÃO É SEU FILHO! — ela gritou, perdendo o controle. — Tire isso da sua cabeça. — Eu quero um teste de DNA. Segunda-feira nós iremos ao laboratório, Layla — disse, sério, definitivo. — O exame vai dizer a verdade.
Leer másO vestido azul que Layla tinha escolhido para aquela noite ainda parecia carregar um pouco da esperança que ela sentia quando saiu do apartamento estudantil. Era uma cor calma, serena, quase inocente. No entanto, agora, horas depois, enquanto caminhava pelo saguão frio do aeroporto, ele grudava em sua pele como um lembrete cruel:
Nada ali dentro dela era sereno. Aos 19 anos, Layla tinha acreditado que viveria o melhor capítulo da própria vida quando embarcou para o intercâmbio. E durante um tempo, viveu mesmo. Clinton Jones era como um raio de sol no meio do inverno inglês. Educado, doce de um jeito que fazia o coração dela bater com uma alegria meio boba. Ele a levava para cafeterias escondidas, deixava bilhetes no bolso do casaco dela, ria como se o mundo inteiro fosse um segredo feliz entre os dois. Era perfeito. Perfeito demais. Talvez por isso tenha sido tão fácil destruir. As imagens ainda queimavam por trás das pálpebras dela, repetindo como um filme riscado. A mãe de Clinton, elegante e fria como mármore, segurava o celular entre dois dedos, como se até o aparelho fosse indigno de tocá-la. Layla lembrava da voz dela, firme e cortante, dizendo: — Você não tem caráter para estar perto do meu filho. Depois, as fotos. Layla em um bar. Layla rindo com um homem que ela nunca tinha visto. Layla sendo abraçada. Layla recebendo um beijo no pescoço. Nenhuma daquelas cenas tinha acontecido. Cada imagem era uma mentira recortada, costurada e montada com a frieza de quem já tinha feito aquilo antes. Mas, para Clinton, a traição tinha sido real. Ele acreditou sem sequer perguntar. Esse foi o golpe mais profundo. No jantar, ele levantou da mesa tão rápido que os talheres tilintaram. O olhar dele, antes cheio de carinho, agora era apenas vidro quebrado. — Como você pôde?, — ele perguntou, e ela nem teve tempo de responder. O segurança a acompanhou até a porta da mansão, enquanto a mãe dele sorria com o canto da boca, satisfeita. Layla sentiu o mundo ruir ali. Mas o que veio depois foi pior. A viagem de volta para o Brasil foi marcada sem pensar. Ela empurrou roupas na mala sem dobrar, esqueceu carregadores, esqueceu metade da autoestima, esqueceu a outra metade no chão da mansão Jones. Agora, no aeroporto, tudo parecia maior do que deveria. Os anúncios em inglês ecoavam como se viessem de muito longe. Pessoas passavam apressadas, arrastando malas, sorrindo, vivendo vidas que não tinham acabado naquela noite. Layla apertou os braços ao redor do corpo, tentando se manter inteira. — Respira, ela murmurou, embora o ar entrasse como gelo. Mas o choro subiu sem pedir permissão. Primeiro no peito, depois na garganta, e enfim vazou pelos olhos, silencioso, teimoso, cruel. Ela tentou limpar, mas as lágrimas voltavam como ondas. Foi quando ouviu uma voz ao lado: — Precisa de ajuda? Ela olhou para cima, enxergando meio borrado. O homem diante dela era alto, usava um casaco escuro e tinha olhos castanhos que pareciam observar sem invadir. O tipo de olhar que não exige, só oferece espaço. — Desculpa — Layla disse, fungando. — Eu só… tive um dia ruim. Uma sobrancelha dele levantou um pouco. — Parece mais um daqueles dias que derrubam a gente por dentro. Ela soltou um riso fraco. — Você não faz ideia. Ele se sentou ao lado, como quem se aproxima de um pássaro ferido: devagar, sem barulho. Não perguntou o nome dela, nem o motivo das lágrimas. Era como se soubesse que qualquer pergunta naquele momento seria mais uma pedra em cima do que já estava pesado demais. — Eu estava indo pegar um café — ele comentou, num tom leve, quase casual. — E percebi que às vezes um café salva pessoas de afundar no próprio peito. Quer vir? Layla mordeu o lábio. Normalmente, ela jamais aceitaria seguir um desconhecido no aeroporto. Mas naquele momento, o desconhecido era a única coisa que não estava pedindo algo dela. Ele não queria explicações, justificativas, provas, nada. Apenas ofereceu um respiro. — Por que… por que você está sendo gentil? — ela perguntou. Ele deu um meio sorriso, daqueles que carregam uma história que a pessoa não conta de primeira. — Porque já estive sentado no chão chorando em um aeroporto também. E alguém me ofereceu café. A vida é uma grande troca de gentilezas atrasadas. Talvez fosse seu tom calmo. Talvez fosse o fato de que ela realmente não tinha mais forças para ficar sozinha. Layla respirou fundo e assentiu. — Tá. Eu aceito. Eles caminharam até uma cafeteria pequena, iluminada por lâmpadas amarelas que deixavam o ambiente parecer mais quente do que realmente era. O cheiro de café torrado envolvia tudo como um cobertor invisível. Ela escolheu um latte grande. Ele pegou um expresso. Cada um segurou sua xícara como se aquilo pudesse ancorá-los no chão. — Sou Anthony — ele disse enfim, oferecendo a mão. — Mas só se você quiser saber. Layla demorou um segundo antes de tocar a mão dele. — Layla. Anthony repetiu o nome com cuidado, como quem testa a sonoridade antes de guardar. — Se quiser falar, eu escuto — ele disse. — Se não quiser, a gente só bebe café juntos olhando as pessoas passarem. Era engraçado. Clinton, que dizia amá-la, sempre pedia mais. Sempre queria explicações, certezas, garantias. Anthony, que a conhecia há menos de cinco minutos, oferecia presença sem cobrança alguma. Layla tomou um gole do latte. O calor correu pela garganta e pareceu apagar um pouco o tremor da alma. Ela olhou para a frente, os olhos carregados de uma tristeza profunda, aquilo fez com que Anthony se preparasse mentalmente para o que viria a seguir. — Eu amava alguém — ela começou, a voz ainda trincada. — E… fui acusada de algo que não fiz. A mãe dela... ela nunca quis que estivéssemos juntos, disse que eu não era suficientemente boa para estar na família, bom, ela não aceitaria uma estrangeira pobre que veio fazer intercâmbio. — Lailla riu, uma risada se expressão alguma. Anthony não a olhou com pena. Apenas ouviu. Um ouvir real, profundo, como se cada palavra tivesse espaço próprio. — Ele acreditou — ela continuou. — Ele acreditou tão rápido que eu percebi que talvez nunca tenha sido amada de verdade. Anthony girou a própria xícara entre os dedos. — Às vezes, o problema não é o amor. É quem a gente confia para segurá-lo. Isso tocou alguma coisa dentro dela. Uma parte que ela achou que estava apagada. — Eu só queria… voltar pra casa e esquecer. — Layla olhou para o vidro da cafeteria, onde aviões subiam como se o céu sempre estivesse pronto para recebê-los. — Jurei que nunca mais vou amar ninguém. Anthony inclinou a cabeça, pensativo, mas sem discordar. — Promessas feitas com o coração quebrado são como vidro molhado — ele disse. — A gente acha que está segurando firme, mas tudo escapa quando seca. Layla riu pela primeira vez naquela noite. Um riso pequeno, mas verdadeiro. O aeroporto seguia seu ritmo, indiferente ao mundo que desmoronava dentro dela. Mas ali, naquela mesa afastada, tomando café com um estranho que não fazia perguntas, Layla sentiu algo diferente. Não esperança. Esperança ainda era pesada demais. Mas uma trégua. Uma pequena trégua. E ela não tinha ideia do quanto aquele café mudaria o curso da sua vida.— Mamãe, papai!! — Tyler gritou assim que viu os dois entrarem em casa. — Ei, meu amor, sentiu nossa falta? — Layla segurou as bochechas do filho e o beijou. — Nem deu tempo, você nos viu ontem — Anthony brincou. — Amor! — Layla o repreendeu antes de rir. Anthony subiu a escada carregando a bolsa dos dois, enquanto Layla sentava no sofá e abria os braços, sorrindo animada ao ver Thomas deitado no tapete, olhando para ela. — Oi, filho, a mamãe voltou. — Mãe, mãe, sabia que ele dormiu comigo ontem? — Tyler perguntou, animado. — Ah, foi? — Layla sorriu. — E ele dormiu direitinho? — Simm, a gente brincou muuito, mãe — ele deu de ombros. Thomas se agitava, balançando braços e pernas, exigindo a atenção da mãe. — E então, querida, já sabem para onde vão na lua de mel? — a mãe dela perguntou. — Não, ainda não decidimos. Fico preocupada em deixar Thomas em casa, ele ainda é tão pequeno — ela explicou. — Ah, minha querida… — a mãe sorriu com carinho. — Eu entendo, mas v
— Anthony, ohh, isso… — Layla ofegou diante do aperto firme. Anthony deslizou a outra mão, indo direto para a pequena calcinha de renda que quase o estava deixando louco. Layla jogou a cabeça para trás, batendo no peito firme dele. Enquanto isso, os dedos grandes e habilidosos dele abriam espaço entre suas dobras úmidas. Layla puxou o ar com força, gemendo em seguida. — Olhe para você, amor… — ele sussurrou. Ela abriu os olhos devagar e se concentrou no espelho à sua frente, refletindo a imagem erótica deles dois. Ela sentiu toda a excitação dele em suas costas e quis se virar para beijá-lo e levá-lo de uma vez para a cama, mas ele tinha outros planos. — Não, querida, deixe-me terminar aqui. Ele desceu a calcinha, e Layla terminou de tirá-la do corpo, deixando-a caída no chão. — Olhe só para você… que perfeita. — ele murmurou. — Amor… eu preciso de você agora. — ela sussurrou, ofegante. — Calma. Eu também preciso de você. Preciso que você goze agora e veja o quão
A festa de casamento foi exatamente como Layla quis, somente pessoas queridas e próximas estavam presentes, eles tiraram tantas fotos quanto podiam, tudo aconteceu perfeitamente como o planejado. As horas se passaram e a felicidade ainda era a mesma. Quando a noite chegou, Anthony puxou Layla para um canto afastado e a abraçou apertado. — Acha que já podemos sair de fininho para nossa noite de núpcias? — ele sussurrou no ouvido dela. — Anthony... — Layla gargalhou baixinho. — Está com tanta pressa assim? — Você não está? — ele devolveu a pergunta. — Claro, muito. — ela confessou. — Então, você está linda demais nesse vestido... — ele deslizou as mãos pela cintura dela. Layla mordeu o sorriso, sentindo o coração acelerar outra vez só pelo jeito como ele a olhava. — Você passou a festa inteira me olhando desse jeito. — Porque você passou a festa inteira me distraindo. — ele respondeu imediatamente. — Estou tentando agir normalmente desde que você entrou naquele
O coração de Anthony batia acelerado, ansioso para ouvir o que Layla tinha a dizer. Ela olhou diretamente nos olhos dele e começou a falar: — Dizem que você sabe quando encontra o amor da sua vida. Foi assim quando bati meus olhos em você, e quando estivemos juntos, quando compartilhamos não só nossos sentimentos conflitantes, quando mesmo sem me conhecer, você cuidou de mim e me amou. Mesmo que não soubéssemos, aquilo foi amor. — ela sorriu. — Ao longo dos anos, vivi uma solidão e vazio que só foram preenchidos quando te reencontrei, quando finalmente você voltou para mim, ou melhor, eu voltei para você. Lá estava Anthony, meu chefe, o homem para quem eu trabalhava, mas que secretamente era o pai do meu filho. Nada foi igual desde que te reencontrei, tudo mudou para melhor. Antes mesmo que pudéssemos ficar juntos, eu já não me sentia solitária, porque você estava ao meu lado todos os dias. E agora... — a voz dela falhou, carregada de emoção. — Agora você é meu marido, pai dos nosso





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