Depois de uma noite exausta, aluada entre a penumbra da alvorada, Márcia chegou em casa. Caminhava desorientada, os passos cambaleantes, o rosto pesado pelo álcool e pela decepção amorosa. Em vez de lidar com a dor, preferiu embriagar-se dela.
Subiu as escadas como uma sombra em carne viva, gritando o nome de Helder. Mas a casa estava muda. Nenhuma resposta. Nenhum eco.
Aquela ausência perturbou o espírito de Márcia. Parou. Silenciou por um instante, como se o coração lhe tivesse fugido do peito