Mundo de ficçãoIniciar sessãoHelena vive um jogo de aparências meticuloso. Na faculdade de Direito, ao lado do namorado "perfeito" Rafael, ela é a promessa da justiça. No Morro, ela é a herdeira de um império que sempre tentou ignorar. Mas o destino golpeia forte quando seu pai decide passar o bastão para Arthur, o "Coringa". Frio, calculista e com um magnetismo perigoso, ele não quer apenas o poder; ele quer Helena, a única mulher que sempre o tratou com desprezo. O castelo de cartas de Helena desmorona em uma noite sangrenta. Em uma emboscada fatal, Rafael é assassinado diante dos olhos do próprio pai, um influente desembargador. O veredito da testemunha é imediato e implacável: Coringa puxou o gatilho. Helena assume uma missão suicida para sua reputação: ser a advogada de defesa de Arthur. Agora, ela precisa encarar o tribunal e o olhar de ódio do ex-sogro para defender o homem que ela acredita ser não ser o assassino de seu ex noivo. Entre as paredes frias do presídio e o calor perigoso das ruas, Helena descobre que a verdade tem muitas faces. Enquanto Arthur jura inocência e a seduz com uma paixão avassaladora e proibida.
Ler mais8 meses depois...Leonardo e Emily: O Porto SeguroNa varanda da casa, Leonardo observava o horizonte com um copo de vinho. Ele, que passou anos temendo pela vida da filha nos tribunais e no morro, finalmente sentia a paz de um pai que sabe que o perigo ficou para trás. Emily estava ao seu lado, com a mão em seu ombro. O casal, que quase se perdeu durante o exílio de Helena, agora vivia uma renovação. Leonardo era o consultor jurídico oculto da nova "empresa" da família, garantindo que o império fosse intocável legalmente.Amanda e Vítor : Eles cuidavam de uma horta orgânica nos fundos da propriedade. Vítor , o homem que sempre quis o filho fora do crime, via em Coringa um homem que finalmente honrava o nome da família de forma diferente. Amanda não carregava mais o terço por medo, mas por gratidão. Ela olhava para o filho e não via mais o "Rei do Morro", mas o pai que ela sempre soube que ele poderia ser.Laura e TH: O Bebê Arco-ÍrisPerto da piscina, Laura exibia um barrigão de oito
O galpão na parte baixa do morro estava imerso em uma escuridão que cheirava a mofo e ferro velho. No centro, sob a luz amarelada de uma única lâmpada pendurada por um fio, Vanessa estava amarrada a uma cadeira de metal. O rosto dela, antes cheio de arrogância e futilidade, agora era uma máscara de terror puro.A porta de ferro rangeu e a silhueta de Coringa surgiu. Ele caminhava com uma calma que era muito mais assustadora do que qualquer grito de fúria.— ... por favor... foi um erro! — Vanessa soluçou, a voz trêmula. — Eu não queria acertar o menino, eu queria ela! Ela roubou minha vida!Coringa parou a poucos centímetros dela. Ele não gritou. Ele apenas sacou a faca que carregava no cano da bota e começou a limpar as unhas, olhando para ela com uma indiferença gélida.— Você tocou no meu filho, Vanessa. Você tentou apagar a luz da única coisa pura que eu ainda tinha — ele sussurrou, a voz saindo das profundezas de sua alma sombria. — O erro não foi o tiro. O erro foi você achar qu
O hospital do morro se transformou em uma zona de guerra silenciosa. Enquanto médicos lutavam pela vida de Matteo lá dentro, o exército de Coringa cercava o prédio, transformando cada esquina em uma barreira de fuzis. Helena não saiu da porta do centro cirúrgico; ela parecia uma estátua de mármore, as mãos ainda manchadas com o sangue seco do filho. Após seis horas de agonia, o cirurgião saiu, retirando a máscara com um suspiro que parecia carregar o peso do mundo. Coringa levantou-se num salto, os olhos vermelhos de quem não chorava, mas queimava por dentro. — A bala perfurou o pulmão e passou a milímetros do coração — explicou o médico, a voz cansada. — Houve uma hemorragia massiva, e ele parou na mesa por dois minutos. Mas ele voltou. É um milagre. O menino lutou como um gigante. Ele está estável. Helena desabou na cadeira, as lágrimas finalmente correndo, lavando o rosto que estava endurecido pelo ódio. Coringa caiu de joelhos ao lado dela, escondendo o rosto nas mãos da esposa
No dia seguinte... A manhã na praia foi um refúgio surreal. Ver Coringa — o homem que fazia o asfalto tremer — carregando boias coloridas e correndo atrás de Matteo na areia branca era uma imagem que Helena guardaria na alma. Por algumas horas, eles não eram a "Patroa" e o "Rei"; eram apenas um pai, uma mãe e um filho sob o sol, longe da fumaça dos fuzis. — Ele está feliz. — Helena comentou, ajustando os óculos escuros enquanto observava Matteo gargalhar ao ser atingido por uma onda pequena. — Ele merece isso, Helena. E eu vou garantir que ele tenha muito mais — Coringa respondeu, a voz carregada de uma promessa que ele pretendia cumprir. A volta para o morro foi tranquila, com o carro blindado subindo as ladeiras sob o pôr do sol alaranjado. Matteo, exausto de tanto brincar, começou a pedir pela avó. — Pai, quero dormir na vovó Amanda hoje! — o menino insistia, com a voz sonolenta. Helena e Coringa se olharam. A casa de Dona amanda ficava em uma área de transição, um pouco mais
Último capítulo