Mundo de ficçãoIniciar sessãoFlorian Seven não espera ter uma vida comum, com esposa e filhos. Essa possibilidade o apavora. Não por fazer parte de uma família de mafiosos, mas por ter momentos em que não controla o próprio corpo. Desde muito cedo ele foi vigiado e passou anos de sua vida em uma clínica. Até Branca aparecer. Filha do chefe do Morro da Morte, Branca é uma garota doce e gentil, maltratada por uma madrasta invejosa e isolada de ter uma vida normal. Constantemente vigiada. Até aquele momento onde sua vida mudou, até o momento em que “sequestrou” um Seven. Seu pai está morto. Sua madrasta quer matá-la e Branca ainda precisa lidar com uma gravidez e o pai do seu filho que muda de personalidade drasticamente. E nem todas gostam dela. Um deles a considera ameaça e quer se livrar da garota. Diante de tudo isso, Florian e Branca terão que lidar com as personalidades e com as tentativas de assassinato, só assim alcançarão o desejado felizes para sempre.
Ler maisBRANCATanta coisa aconteceu nos últimos cinco anos. E eu estou aqui, novamente no quarto onde Florian me trouxe pela primeira vez, onde sua personalidade insana tentou me matar. Poderíamos ter nos mudado, ter nossa própria casa, mas é impossível sair daqui. É onde estão meus amigos, minha família. Nossos filhos estão crescendo juntos e unidos.Ninguém nunca mais nos importunou. Pelo menos não por minha causa. Os Seven tem seus inimigos. Isso nunca vai mudar. É o lado ruim de se ter muito poder.Cristal se foi. Eu preferia que ela estivesse presa, mas não me sinto mal por ela ter morrido. Duvido que mudaria após ser presa. Ela foi parar nos casos de desaparecidos, assim como o homem que tentou me matar sob sua ordem.Hoje convivo com os Seven e ouço muito sobre as coisas que fazem. É meio assustador. Não me envolvo em nada. Posso ter tido um pai criminoso e ser casada com um mafioso que agora passa muito tempo cuidando de assuntos ilícitos com seu pai e seus irmãos, mas não tenho estô
Vejo o momento em que Adam segura a mão de uma mulher mascarada que carrega uma faca e estava pronta para acertar minha Branca.Me aproximo e abraço minha grávida por trás.Cristal esperneia enquanto Adam a afasta de nossas mulheres.— É culpa dela. — Ela grita raivosa para Branca. — Você, sua maldita, acabou com a minha vida, com a minha beleza.Sua máscara cai e mostra hematomas de dias atrás.A visão parece afetar Branca, deixá-la com pena. Mas Maria entra na frente.— Mentira. Não acredita nela, amiga. João me disse que ela saiu do morro porque quis, achou que aceitando ficar com o dono do outro teria poder. Ela fez a escolha dela quando todo Rio de Janeiro sabe como aquele porco trata suas mulheres.A outra tenta arranhar os braços de Adam, cobertos pela camisa.— Mentira. Eu vou matar você. Vou arrancar seu rosto, sua intrometida.Ele arrasta a mulher para o escritório, enquanto meu pai pede desculpas aos convidados e pede que se divirtam e esqueçam o episódio. Depois ele vai at
Meses depois...FLORIAN— Achei que tivesse ido embora — falo para o reflexo no espelho. Ele sorri de lado.“Hoje é o dia. Eu não perderia isso por nada.”— Nem pense. Eu não vou deixar que lide com isso. É a minha noiva.“Podemos ir juntos. Da mesma forma que estamos conversando aqui.”— E eu teria que levar um espelho — debocho.“Não, imbecil. Eu vou estar na sua cabeça. Ou pode ser teimoso e eu tomo o seu lugar. Quer arriscar essa briga?”— Só fica na sua.O reflexo pisca.Desço para o escritório com o imbecil do Caçador tagarelando estratégias na minha cabeça. Quando entro vejo meu pai e meus irmãos, já armado e prontos. “Eu quero aquilo”.Olho para o taco de basebol que o Raoul segura.“Esmagaremos alguns crânios”.— Gosto da ideia — concordo. E me viro para o meu irmão. — Raoul, tem outro desse?Ele olha de mim para o taco e dá de ombros.— Pode ficar com esse. Combina mais com você, cabeludo. Você está parecendo o Caçador.— Nesse caso eu sou um. E vou caçar
Meses depois...Na mente de Florian— O que você faz aqui?Escuto a pergunta que não é direcionada a mim. O cara de terno que segura uma bíblia está olhando uma mulher negra de vestido cor de rosa elegante. Ela é tão linda que nem parece real.Ela só o olha com desprezo evidente.— Flor? — sondo.Ela abre o sorriso de dentes alvos e alinhados.— Em toda minha beleza.Sorrio. Então, esse era o meu rosto na vida em que fui a Flor. Facilmente me apaixonaria por essa mulher. Ela realmente é deslumbrante.— Estava tudo muito divertido, mas vim me despedir. Essa deusa aqui precisa de descanso.O tempo todo o outro nos olhava como se fossemos insetos.— Você é linda — declaro, ainda impactado por sua beleza. Acho que é um efeito permanente.— Eu sei. Agora me abrace e não me faça chorar.Quando a abraço ela se desfaz em luz. Confesso que esperava que ela fosse mais teimosa. Não imaginei que iria sem brigar.— Diga a rapariga que somos amigas.Foi a última coisa que ouvi. Sorri com suas últim















Último capítulo