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Levando Ao Céu Em Uma Noite

NARRADO POR APOLO

— O que você está fazendo?

— Tirando a roupa pra ir dormir, não tá vendo?

— Não pode fazer isso no banheiro?

— Não. Quero fazer aqui.

Marjorie não fazia ideia do que provocava em mim. Ela não era sedutora no sentido clássico — era sedutora por ser ela. Impulsiva, verdadeira, entregue sem perceber. Quando puxou a alça do vestido de qualquer jeito, indo expor os seios, segurei sua mão e coloquei a alça de volta no ombro.

— Quer parar de tentar tirar a roupa?

Ela me olhou com a boca bicuda, cheia de desafio, mas os olhos… os olhos entregavam tudo. Ela percebeu a intensidade no meu olhar. Eu nem tentei esconder. E ela ficou pronta pra brigar — mas ao invés disso, ficou excitada.

— Por quê?

— Porque se você ficar nua, eu não vou conseguir me controlar.

O suspiro que ela soltou quase me fez perder o ar.

— E eu não quero que você se controle, Apolo.

A voz dela tremia de sinceridade.

— Não é por causa do nosso acordo. Hoje você me deixou com vontade de fazer isso. E com você… que é o homem que eu mais confio no mundo.

— Mar…

— Por favor… só me beija.

Acreditei — idiota — que conseguiria só beijar.

Mas quando meus lábios encostaram nos dela, entendi que eu não tinha mais chance alguma. A boca dela era tudo que eu imaginava há anos. Só que ainda melhor.

Ela me puxou pela camisa e me levou até a cama. Quando percebi, eu já estava sobre ela, mordendo seus lábios, duro, pulsando, praticamente implorando pra perder o controle. E ela roçando a intimidade dela contra a minha ereção, me enlouquecendo de um jeito que eu nunca tinha sentido com ninguém.

Tentei agarrar de volta a sanidade que guardei por quase cinco anos.

Mas então Marjorie abriu as pernas e entrelaçou na minha cintura.

— Apolo… por favor… não sai daqui.

— Marjorie… por favor… eu preciso sair antes que—

— Não. Eu quero você tanto quanto você me quer. Eu sei que você vai ser carinhoso, que você me respeita. Você acha que o meu noivo vai ser assim?

Aquilo me destruiu.

— É só você não casar. E fazer isso quando quiser.

— Eu quero agora. E quero com você.

— Tem certeza?

— Tenho. Por favor…

Ela desabotoou minha calça com mãos trêmulas e decididas. Eu estava tão perdido nela que só percebi quando ela tirou meu membro da cueca e tocou em mim — tímida, suave, curiosa, me deixando quase maluco.

— Puta que pariu, Marjorie… solta.

— Não. Eu quero você.

— Não, meu amor… eu preciso que você solte. Senão eu não vou conseguir te dar o que você quer.

Afastei minha ereção da mão dela e voltei a beijá-la, completamente rendido.

Ela sempre foi a minha fraqueza.

Desci pelo pescoço, pelo colo. Ela ficou mole, arfando, abrindo espaço pra mim. Quando relaxou, tirei minha camisa e tirei o vestido dela. Ela levantou um pouco pra me ajudar — e isso me matou de ternura e desejo ao mesmo tempo.

Quando os seios ficaram expostos, ela corou.

Só relaxou quando viu meu olhar — cheio de desejo, mas cheio de cuidado também.

Tirei minha calça, fiquei só de cueca, coloquei a boca num dos seios e o som que ela fez quase me colocou de joelhos. Continuei descendo, beijando cada centímetro dela, até o umbigo.

Quando toquei sua intimidade com o dedo, perdi o fôlego.

Ela estava tão molhada por mim.

Levantei seu quadril com as mãos na bunda, trazendo a vulva dela pra minha boca. Ela arregalou os olhos — espantada — mas antes que pudesse pensar em recuar, eu já estava beijando, lambendo, sugando exatamente onde ela precisava.

Ela tentou fechar as pernas.

Eu abri ainda mais.

E suguei com mais vontade.

Marjorie rebolou, arranhou meu cabelo, gemeu sem controle, até explodir num orgasmo forte, quente, intenso, tremendo inteira na minha boca.

Tomei tudo.

Subi e beijei ela com a boca úmida, ainda sentindo o sabor dela.

— Viu como você é gostosa… — murmurei entre beijos.

Encostei a glande na entrada dela sem forçar.

Beijei sua boca, o pescoço, apertei seu seio.

A outra mão no clitóris.

Ela começou a rebolar sozinha, pedindo mais.

Quando senti a barreira da virgindade dela, ela travou, ofegante.

Meu peito doeu junto.

Aumentei o ritmo no clitóris, fazendo ela voltar ao prazer. Quando vi que ela estava prestes a gozar de novo, e me amaldiçoando por ter que machucar ela, entrei de uma vez — no momento exato em que a dor e o orgasmo se misturaram.

Fiquei parado, inteiro dentro dela, esperando.

Beijei devagar até ela começar a se mexer — pedindo mais.

Quando senti meu corpo ameaçar perder o controle, peguei um preservativo na cabeceira.

Ao sair de dentro dela, ela fez um biquinho que quase me matou.

— Não reclama, amor… remédio pra dor de cabeça.

— Dor de cabeça? Eu não tô—

— Esse é pra evitar dor de cabeça.

Ela sorriu, travessa.

— Posso colocar?

— Vai saber?

— Li num livro.

Ela abriu a embalagem e ia usar os dentes.

— Não. Assim você fura. Tem certeza que quer colocar com a boca?

— Quero. Me ensina.

— Tá. Se ficar desconfortável, para.

Ela puxou com os lábios, sem dentes. Eu segurei seu cabelo, guiando, ajudando ela a descobrir o limite. Quando ela terminou, puxei ela de volta e entrei nela de uma vez — arrancando um gritinho que eu vou ouvir pro resto da vida.

Pouco depois, gozamos juntos. Forte. Quebrados. Inteiros.

Peguei Marjorie no colo, levei pra ducha enquanto a banheira enchia.

Tirei o preservativo, descartei e entrei com ela na água, lavando seu corpo devagar, cuidando dela como eu sempre quis.

Depois coloquei ela na banheira e deixei descobrir a hidromassagem pela primeira vez… enquanto eu tentava acreditar que aquilo tudo tinha acontecido comigo.

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