Mundo ficciónIniciar sesiónLucero Balestra é CEO de uma das maiores empresas do país. Sério, metódico, viciado em café amargo e dono de um escritório monocromático que parece mais um velório corporativo do que um lugar de trabalho. Cinza. Preto. Frio. Exatamente como ele. Até que surge Nicola. Com um currículo recheado de cursos, uma risada escandalosa e uma coleção de vasos com nomes próprios, Nicola é um furacão rosa-choque que entra para ser sua nova assistente pessoal. Ela tem um talento especial: transformar qualquer lugar (e pessoa) em algo mais... florido. Literalmente. Logo na primeira semana, Nicola coloca uma samambaia no banheiro executivo, troca o protetor de tela do chefe por gifs de gatinhos sorrindo e declara guerra ao tédio com frases motivacionais espalhadas em post-its coloridos. Lucero, por sua vez, tenta resistir. Mas como resistir a uma mulher que serve salada de frutas com suco de uva e diz que um CEO precisa de vitaminas para tomar decisões melhores? Entre cafés, bandejas e alfinetadas bem-humoradas, os dois vão descobrindo que o caos pode ser encantador. E que às vezes o amor não entra pela porta... Ele invade com uma muda de lavanda e um sorriso que derruba qualquer armadura. Prepare-se para rir, suspirar e se apaixonar por esse romance repleto de cenas hilárias, atritos deliciosos e um CEO que, mesmo relutante, vai perceber que no fundo... a vida com 50 tons de rosa pode ser muito mais gostosa.
Leer másQUANDO O AMOR SE TORNA FAMÍLIACinco anos haviam se passado desde o dia em que Nicola foi levada às pressas para o hospital. As gêmeas, Francesca e Antonella, agora com cinco anos, corriam pela casa com a leveza de quem nascera duas vezes: uma vez no ventre e outra no coração da família que as acolheu. Giuliano, com seus três anos redondos, era a mistura perfeita de doçura e bravura — um pequeno príncipe de olhos brilhantes que adorava aviões, ferramentas do pai e o colo da mãe.A casa parecia ainda maior agora, preenchida por vozes infantis e pelo som suave da vida. Nicola, com o ventre já bem arredondado, caminhava devagar pela sala enquanto preparava o lanche das crianças. Esperava um casal: um menino e uma menina. O presente que Deus lhes enviara para completar a família.As gêmeas surgiram correndo pelo corredor, risonhas, vestidas de rosa e branco.— Mamãe Nicola! — gritou Francesca. — Hoje nós vamos dormir com a mamãe Chiara!— E
— Meu filho, meu Deus, Nicola, meu amor,nós fizemos juntos esse milagre… — a realização do amor que se transformou em vida os envolveu, preenchendo o espaço acima deles com a mais pura alegria e gratidão.—O bebê foi delicadamente colocado sobre o peito dela, e naquele momento, tudo ao redor pareceu desaparecer. —O calor do pequeno corpo contra seu coração fez com que Nicola chorasse - lágrimas que eram uma mistura de felicidade, alívio e amor incondicional. —Luchero, em um ato de profunda gratidão, beijou sua testa repetidas vezes, como se estivesse agradecendo não apenas pela vida dela, mas pela segunda chance que lhes foi dada, pelo milagre que se desdobrava diante deles. —Ele sentia uma onda de sentimentos avassaladores; a alegria de ser pai pela primeira vez se misturava com a dor dos desafios que haviam enfrentado.—A enfermeira, com um sorriso caloroso no rosto, quebrou aquele momento emocionado com a sua pergunta:— Já
O DIA EM QUE O AMOR NASCEU DE NOVO—Uma casa repousava num silêncio morno quando a madrugada se estendeu por inteiro, como um manto suave cobrindo o mundo. —As luzes da cozinha ainda estavam acesas — um hábito de Nicola, que sempre fazia questão de deixá-las assim. —Aquela pequena arte de iluminá-las era um gesto de amor, uma promessa silenciosa para que, se uma das gêmeas se levantasse no meio da noite, o caminho ficasse iluminado e seguro, como um farol em meio à escuridão. —O relógio marcava pouco depois das três da manhã, um momento em que o mundo exterior parecia congelado, e apenas o som suave do vento poderia ser ouvido através das janelas semiabertas.—Foi então que uma dor profunda, firme e distinta fez seu corpo estremecer. —Não era uma dor de susto, nem uma dor comum que perturbava o sono. —Era um chamado poderoso, um sinal inequívoco de que sua vida estava prestes a mudar de forma irreversível. — Ela levou a mão ao ventre, tocan
– O PRESENTE QUE A VIDA DEVOLVEUUm ano havia se passado desde aquela manhã que mudou tudo. — As marcas do acidente tinham desaparecido; apenas uma cicatriz suave na lateral da testa de Nicola permanecera como lembrança — não de dor, mas de renascimento. — Aquela cicatriz, embora discreta, era como um símbolo de sua resistência, uma prova de que mesmo nas horas mais sombrias, a vida encontrava um jeito de florescer novamente. — Era uma herança de seus dias de luta, uma evidência tangível de que havia superado não apenas a tragédia, mas também as limitações que um dia pensou serem intransponíveis.— As gêmeas, agora com um ano e meio, balbuciavam palavras com a inocência característica da infância, correndo pela casa como pequenas tempestades de alegria, deixando um rastro de risadas e brinquedos espalhados por onde passavam. — Elas eram o coração pulsante do lar, em constante movimento, trazendo luz e sorrisos a cada canto da co
Último capítulo