Mundo de ficçãoIniciar sessãoLyria nunca soube quem realmente era. Criada longe das sombras que cercaram sua família, ela sempre sentiu que havia algo errado… ou incompleto dentro dela. Tudo muda quando o medalhão herdado da mãe começa a pulsar como se tivesse um coração próprio. E cada pulsação parece sussurrar seu nome — como um aviso. Na mesma noite em que a lua cheia surge gigantesca no horizonte, Lyria presencia algo impossível: o retorno de sombras que pertenciam ao passado dos seus pais… e a aparição silenciosa de alguém que parece observá-la desde sempre. Entre o chamado de uma herança proibida e a presença de um amor destinado — e perigoso — Lyria descobre que é muito mais do que filha de um Alfa e de uma mulher silenciada pela magia. Ela é a chave de um pacto ancestral quebrado. O elo entre dois mundos que não deveriam coexistir. E o motivo de uma guerra prestes a despertar. Caçada. Protegida. Desejada. Temida. Todas as forças se movem por causa dela. E Lyria precisará escolher qual parte de si mesma irá salvar… e qual precisará sacrificar.
Ler maisAlgumas histórias não terminam com um ponto final.Elas terminam com um estado.Não houve um dia específico em que Luna acordou sentindo que tudo estava resolvido. Nenhuma manhã trouxe a sensação clara de conclusão, nenhum gesto marcou oficialmente o fim. O que houve foi algo mais sutil — e, por isso mesmo, mais definitivo.As coisas simplesmente deixaram de doer.Não de forma brusca. Não como anestesia. Mas como um músculo que, depois de muito tempo tensionado, aprende a relaxar sem esforço consciente. O corpo parou de se antecipar. A mente deixou de ensaiar respostas que nunca seriam usadas. O coração, antes sempre em alerta, encontrou um ritmo próprio, sem interferência externa.Foi assim que o depois começou.Luna percebeu que havia atravessado algo irreversível no momento em que já não sentia vontade de explicar sua saída para ninguém. As palavras haviam perdido urgência. As justificativas, importância. Aquilo que antes parecia precisar ser entendido por todos agora bastava ser c
O depois nunca chega de forma grandiosa.Ele não anuncia a própria presença, não pede licença, não exige atenção. O depois simplesmente começa — silencioso, quase discreto — no instante em que algo deixa de ocupar espaço dentro da gente.Luna percebeu isso numa manhã comum.Acordou sem urgência. Sem aquela necessidade automática de checar mensagens, de antecipar problemas, de calcular movimentos que não eram inteiramente seus. O quarto estava claro. O ar, leve. O corpo, presente.Nada havia mudado ao redor.Mas tudo estava diferente dentro.Levantou-se com calma, sentindo o próprio peso no chão, como se estivesse reaprendendo a habitar o próprio corpo sem tensão. Preparou o café sem pensar em mais ninguém além de si. O gesto era simples — e, por isso mesmo, profundamente simbólico.Durante anos, vivera em estado de alerta. Não por fragilidade, mas por responsabilidade excessiva. Carregara decisões que não eram suas, emoções que não lhe pertenciam, expectativas que nunca haviam sido di
A queda começou de forma silenciosa demais para quem esperava um colapso barulhento.Não houve anúncio oficial.Não houve pedido público de desculpas.Não houve confissão.Houve algo pior: desorganização visível.As decisões passaram a se contradizer em menos de vinte e quatro horas. Comunicados eram lançados e ajustados logo depois. Pessoas que antes pareciam seguras agora falavam em tom defensivo, como se precisassem justificar cada frase antes mesmo de serem questionadas.O controle havia se perdido — e isso era perceptível até para quem não conhecia os bastidores.Luna observava tudo à distância, com uma lucidez que beirava o desapego. Não porque fosse indiferente, mas porque já não estava emocionalmente implicada. Aquela história não pedia mais reação dela. Pedia apenas que ela não interferisse.E não interferiu.O primeiro afastamento aconteceu sem comunicado. Um nome retirado discretamente de uma posição-chave. Nenhuma explicação oficial. Apenas um silêncio constrangedor onde a
A exposição não começou com um escândalo.Começou com uma pergunta.Foi sutil, quase inocente, feita em um espaço público demais para ser ignorada e formal demais para ser evitada. Uma pergunta simples, objetiva, que carregava dentro de si a falha estrutural de toda a narrativa construída até ali.— Em que momento exatamente essa decisão foi tomada? E por quem?Houve um silêncio curto demais para ser confortável. Longo demais para ser natural.Luna soube do ocorrido minutos depois. Não porque alguém quisesse informá-la, mas porque quando a verdade começa a vazar, ela encontra caminhos próprios. Mensagens truncadas. Prints fora de contexto. Áudios que começavam seguros e terminavam em hesitação.Ela leu tudo sem pressa.A pergunta não exigia resposta complexa. Exigia honestidade. E honestidade era o único recurso que já não existia naquela estrutura.Do outro lado, a tentativa de controle foi imediata. Reuniões emergenciais. Alinhamentos forçados. Frases repetidas como mantras para man
Último capítulo