O depois nunca chega de forma grandiosa.
Ele não anuncia a própria presença, não pede licença, não exige atenção. O depois simplesmente começa — silencioso, quase discreto — no instante em que algo deixa de ocupar espaço dentro da gente.
Luna percebeu isso numa manhã comum.
Acordou sem urgência. Sem aquela necessidade automática de checar mensagens, de antecipar problemas, de calcular movimentos que não eram inteiramente seus. O quarto estava claro. O ar, leve. O corpo, presente.
Nada havia mud