A exposição não começou com um escândalo.
Começou com uma pergunta.
Foi sutil, quase inocente, feita em um espaço público demais para ser ignorada e formal demais para ser evitada. Uma pergunta simples, objetiva, que carregava dentro de si a falha estrutural de toda a narrativa construída até ali.
— Em que momento exatamente essa decisão foi tomada? E por quem?
Houve um silêncio curto demais para ser confortável. Longo demais para ser natural.
Luna soube do ocorrido minutos depois. Não porque alguém quisesse informá-la, mas porque quando a verdade começa a vazar, ela encontra caminhos próprios. Mensagens truncadas. Prints fora de contexto. Áudios que começavam seguros e terminavam em hesitação.
Ela leu tudo sem pressa.
A pergunta não exigia resposta complexa. Exigia honestidade. E honestidade era o único recurso que já não existia naquela estrutura.
Do outro lado, a tentativa de controle foi imediata. Reuniões emergenciais. Alinhamentos forçados. Frases repetidas como mantras para man