Algumas histórias não terminam com um ponto final.
Elas terminam com um estado.
Não houve um dia específico em que Luna acordou sentindo que tudo estava resolvido. Nenhuma manhã trouxe a sensação clara de conclusão, nenhum gesto marcou oficialmente o fim. O que houve foi algo mais sutil — e, por isso mesmo, mais definitivo.
As coisas simplesmente deixaram de doer.
Não de forma brusca. Não como anestesia. Mas como um músculo que, depois de muito tempo tensionado, aprende a relaxar sem esforço co