A câmara ficou escura de um jeito que não era natural. Não era só falta de luz. Era como se a escuridão tivesse peso, como se estivesse viva.
Lyria abriu os olhos, mas não adiantou. Não via nada. Não sentia o chão sob os pés. Não sentia o ar entrando no peito.
— Kael? — ela chamou.
Nenhuma resposta.
O silêncio estalou como um grito.
Então a voz apareceu — baixa, feminina, cortante.
“Você precisa ver.”
Lyria girou o corpo na escuridão.
— Quem está aí?!
A luz explodiu de repente.
Não na câmara.
N