Esqueça Seu Ex-Marido, Beije Seu CEO. É Uma Ordem!

Esqueça Seu Ex-Marido, Beije Seu CEO. É Uma Ordem!PT

Romance
Última atualização: 2026-03-17
Renata Ribeiro   Atualizado agora
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Resumo
Índice

Faz 2 anos que o bilionário Michael Grant fechou o coração. Depois que a esposa morreu, ele riscou a palavra "romance" da sua agenda. Agora vive para a empresa. Michael é o CEO que governa com punhos de ferro a Scalibur, a gigante dos cosméticos de Londres. Esse viúvo de 34 anos — que sonha muito em ser pai — não tolera erros, nem que o melhor amigo, Paul, fique lhe arranjando namoradas. Até que Laura Durán, uma misteriosa espanhola, é contratada para ser sua assistente e desestabiliza a sua rotina blindada. Mas Michael vai lutar para não se render à sua paixão por ela. O que ele não sabe é que a sua assistente não é a mulher comum que ele pensa. Na verdade, por trás do seu sobrenome falso, há uma pintora rica fugindo do marido: Juan Hugo Montoya, o CEO da maior rede de bancos da Espanha. Um bilionário obcecado por um herdeiro. Enquanto Laura busca em Londres apenas um refúgio temporário e o anonimato, ela encontra em Michael um chefe tão difícil quanto fascinante. O problema é que ela também está proibida para o amor, e vai travar uma guerra contra seu coração para não se entregar nos braços de Michael. Michael Grant é puro perfeccionismo e solidão. Laura Duarte é fuga e segredos. Ele, o coração de gelo. Ela, o calor vibrante. A atração inevitável dessas duas forças vai derrubar as defesas desses dois corações. Só resta saber quem se rende primeiro.

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Capítulo 1

Capítulo 1 — Esposa em Fuga

A HISTÓRIA DE MICHAEL E LAURA

"O CEO viúvo que não queria mais nada com o amor encontrou uma pintora proibida de amar".

***

MADRI, 11 DE JUNHO, 1999

O temporal desabou primeiro. Uma baita chuva de verão que açoitou o aeroporto de Barajas e atrasou o nosso voo. Algumas mulheres ficariam frustradas. Eu não! Sou uma que estava adorando e torcendo pelo fim do mundo. Só assim eu não iria para a Suíça com o meu marido. Nenhum piloto recebeu autorização da torre para decolar. Parou tudo. Tínhamos que esperar a névoa que se ergueu depois. O nevoeiro só podia ser a mão de Deus. Eu pensava ali, da janela do jatinho particular, observando as gotinhas de fora deslizando e se juntando no vidro.

— Você está tensa, Laura. Está preocupada com o atraso do voo?

Nesse sentido, eu era a passageira menos angustiada em todo o aeroporto. Eu garanto.

— Tome aqui, vista o meu casaco.

— Não. Obrigada.

— Então me abrace. Venha. Sente-se com o seu marido.

Eu não respondi e não tirei meus olhos da paisagem.

— Laura, não me ignore de novo.

Continuei em silêncio, olhando os pontinhos de luz dentro da névoa.

— Laura Montoya! — Juan deu um soco na própria coxa.

— Meu Deus, o que você quer?

— Isso. Que me olhe nos olhos quando conversamos.

— Já não sou mais uma péssima companhia?

— Não recomece, minha querida.

— Eu sabia. Vamos brigar a viagem inteira.

— Bom, se é o que te deixa tensa, eu tenho uma teoria. — Sorriu, sacando uma garrafa de vinho. — Nada que um excelente tinto italiano não resolva.

Ele encheu duas taças e estendeu uma por cima da mesa. Eu nem me mexi.

— Ah, pelo amor de Deus, Laura. Desfaça essa cara séria e beba um pouco comigo.

— Eu não quero ir pra Suíça. Não quero fazer a inseminação artificial.

— Considere como se fosse uma segunda lua-de-mel. E eu juro que serei um ótimo pai para o nosso filho. É uma promessa. Agora beba. Hum?

Olhei de novo as gotas da janela. Eram mais humanas que o homem na minha frente.

— Pegue logo essa maldita taça!

Eu não segurei; foi ele quem a forçou contra minha palma e cobriu meus dedos com a sua.

— Viu? É só pegar. Agora aproveite, porque é o último. Quando engravidar, não irá mais pôr uma gota de álcool na boca.

Suas costas voltaram para a poltrona, com as íris cor de mel sombreadas pelas sobrancelhas cravadas em mim.

— Eu já sei. — Juan cruzou as pernas. — Eu vou procurar a melhor joalheria de Berna e te presentear com um belo colar de diamantes. A menos, é claro, que ainda prefira ganhar tulipas que murcham.

Não, meu bem. Eu prefiro que vá para o raio que o parta com os seus bilhões que também apodrecem!

Eu deveria ter cuspido a verdade. Deveria tê-lo afastado logo no primeiro sorriso falso. Mas passei com os saltos por cima da primeira impressão e agora são dois anos planejando a mesma coisa: meu marido nunca mais vai me ver!

Naquela noite, enfim, tomei coragem. Atirei a taça de vinho nos olhos dele e empurrei a mesa. Dez segundos era o tempo que eu tinha para fugir do seu avião.

MEIA-HORA ANTES

O táxi do hotel avançava pela avenida de La Hispanidad a nove minutos do aeroporto de Barajas. O chiado dos pneus no asfalto úmido se misturava ao leve tamborilar da garoa no teto. Até aquele momento, Michael Grant se manteve em silêncio, com o rosto voltado para a janela e o casaco preto descansando sobre os joelhos. Ao seu lado, Paul Hill analisava fotos de modelos.

— Meu Deus, esse olhar. Eu conheço bem esse brilho. — Michael nem precisou virar o rosto. Conhecia o amigo de trás para frente.

— Elisa Vázquez. Se lembra dela?

— De Paris?

— Paris? Eu juro que não sei por que ainda falo com você. Já é um caso perdido, Michael.

— Estou certo em pensar que convidou a moça.

Paul abriu um sorrisinho. — É o mínimo que eu mereço. Um final de semana para revigorar as forças.

— Não são férias, Paul.

— Nem só de trabalho vive o homem.

— Por um final de semana ninguém morre.

O táxi fez uma curva. A fachada do aeroporto apareceu lá na frente. Michael observou as luzes encobertas pela bruma.

— Ah, isso não é um bom sinal.

— Exatamente — disse Paul. — Eu acho que já está entendendo. Que a vida também precisa de diversão.

— Vai atrapalhar tudo.

— E eu não sei? Há quanto tempo não namora?

— Vou perder tempo.

— E a Alice? Achei que tivessem... você sabe... no aniversário dela.

— Quem?

— Alice. Ela te quer. Toda empresa sabe.

— Mas do que você está falando agora? É a névoa lá fora. Vai atrasar o voo.

— Esqueça a névoa. — Paul passou a mão no queixo. — Até que a Alice é bonita. Tanto quanto a Rachel era.

— Para! Nem continue. Não a Rachel!

— Eu só acho que você precisa perder a cabeça outra vez por amor. Sair dessa viuvez eterna e particularmente irritante. Ouviu?

— Não há tempo.

— Isso lá é resposta! Se não se esforçar, meu caro CEO, eu vou te jogar uma praga. E dizem que praga de melhor amigo pega.

Paul abriu as mãos.

— Que você conheça uma linda mulher ainda esse ano e que os dois se apaixonem perdidamente. Que ela bagunce a sua vida. Meu ombro já está pronto.

O táxi parou. Michael puxou o casaco e desembarcou.

— Só que eu não acredito em pragas! — exclamou. Para enfatizar, bateu a porta. PAH!

A quinhentos metros dali, eu empurrava as comissárias da minha frente na tentativa de alcançar a saída.

— Não deixem que minha ESPOSA ESCAPE!

Desci correndo as escadas do avião, quase saltando de um degrau a outro. O metal retinia debaixo das minhas botas, enquanto a bolsa batia na cintura e o vestido voava. Eu respirava em golfadas curtas sem olhar para trás. No último degrau, o pé derrapou. Mas disparei feito uma flecha dentro do nevoeiro, tentando enxergar além do branco.

Não demorou muito para os capangas aparecerem. Um deles chegou perto demais de me alcançar. Os dedos do homem ainda triscaram na ponta do meu cachecol.

— Senhora Montoya, pare. Por favor, volte.

— Jamais! Prefiro morrer!

Eu nunca fui atleta, mas crescer numa fazenda tem lá suas vantagens. A gente aprende a correr de cães perigosos, feito aqueles da matilha do meu marido.

Agora não tinha mais volta. Eu era uma esposa em fuga. E, seja lá qual fosse o meu destino, eu corria direto para os braços dele.

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Capítulo 1 — Esposa em Fuga
Capítulo 2 — A Intrusa
Capítulo 3 — Prazer, Laura Durán
Capítulo 4 — O Lobo Mau de Madri
Capítulo 5 — ¡Hola, Paraíso!
Capítulo 6 — Ela Não É Minha Mulher!
Capítulo 7 — A Noite das Duas Caras
Capítulo 8 — Por que Você Está Fugindo?
Capítulo 9 — Pegue Minha Mão
Capítulo 10 — A Proposta
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