Mundo de ficçãoIniciar sessão— Está para nascer a mulher que vai tocar o meu coração de novo. Eu nunca mais vou me casar! Michael Grant tinha certeza disso. O que esse homem não sabia era que ela já estava na sua empresa, trabalhando disfarçada ao seu lado. Há dois anos, Michael fechou o coração. Depois que a esposa morreu num trágico acidente aéreo, ele riscou a palavra “romance” da sua vida e passou a se dedicar ao trabalho com punhos de ferro. Esse viúvo de 34 anos, cobiçado por tantas pretendentes, se recusa a se apaixonar por elas. Até que Laura Durán aparece. A única capaz de derreter seu gelo. Mas uma mulher que carrega um segredo. Laura Durán não existe. Seu verdadeiro nome é Laura Duarte, a esposa fugitiva do poderoso Juan Hugo Montoya. Um bilionário obcecado que vai revirar a Europa para caçá-la. Em Londres, Laura só queria anonimato e recomeço. Mas encontrou Michael Grant, um fascinante chefe "arrogante", uma paixão inesperada para o seu coração impedido de se entregar por inteiro. Quando um homem de gelo encontra uma mulher de fogo... Quem será que se rende primeiro?
Ler maisApós dois dias românticos no lago Windermere, eu não poderia prever um começo de semana tão conturbado. Por outro lado, aquela manhã de segunda-feira também reservava uma boa surpresa.O relógio no painel do meu Astra marcava exatamente nove horas quando atendi a ligação de Michael e avisei do trânsito no cruzamento entre a Park Lane e a Hyde Park Corner. Eu não estava atrasada. Tinha ido retirar o carro que ganhei de presente dele e agora dirigia a caminho do escritório. Levei mais quinze minutos para conseguir sair do congestionamento, causado por uma manifestação ativista.Antes das nove e meia, eu finalmente estacionei na garagem subterrânea da Scalibur. Peguei a bolsa no banco do passageiro e desci do carro. Enquanto eu seguia na direção dos elevadores, com o impacto dos meus saltos ressoando pelo concreto do subsolo um, os sapatos marrons do meu marido ecoavam pelo mármore branco do térreo. Vestindo um terno cinza de alfaiataria, Juan cruzava o saguão sem olhar para os lados. O
Eu nunca esqueci os raios dourados do sol entre as montanhas naquela manhã de domingo no lago Windermere. Michael havia planejado um passeio de barco a remo no nosso último dia ali, e o curso das águas não poderia estar mais sereno para um casal navegar sem pressa. Sentada em silêncio no meio da canoa, o vento empurrava meus cabelos para frente do rosto, enquanto eu observava Michael remar. Meus olhos acompanhavam sua camisa azul de mangas curtas, os joelhos de fora da bermuda bege e os cabelos castanhos também revirados pela brisa. Remar parecia fácil. Mas era a forma como ele puxava os remos sorrindo que suavizava o esforço físico. Nosso barco parou no centro do lago, a cerca de trinta metros do píer mais próximo. Ao nosso redor, apenas água verde-esmeralda, pinheiros como braços estendidos para o céu e um bando de gansos selvagens que nadavam no Windermere em outubro. ─ Vamos nadar. ─ Michael recolheu os remos. ─ Nadar? Sem roupa de banho? ─ E por que não? Estamos sozinhos
A noite na cabana do lago Windermere era tão silenciosa que a menor brisa trazia de longe o pio solitário de alguma coruja na mata. Eu havia descido até a cozinha para buscar água. Ao voltar com a jarra pesada de vidro, encontrei Michael de joelhos no meio do quarto, esticando um edredom no assoalho.─ O que está fazendo? ─ perguntei, da porta.─ Arrumando minha cama, ao que parece.Fechei a porta atrás de mim e acomodei a jarra sobre a mesinha de cabeceira.─ Não precisa disso, Michael. O chão é frio e duro.Ele se levantou, batendo as mãos na calça para afastar uma poeira invisível.─ A cama é toda sua. Eu sobrevivo a uma noite no chão. Garanto que não vai me matar.─ Mas não vou conseguir dormir sabendo que você está desconfortável por minha causa.Michael semicerrou os olhos.─ Está sugerindo o que eu acho que está?─ Só estou dizendo que a cama é grande. Podemos dividir sem cruzar nenhuma linha.─ Hum, parece tentador.Estendi minha mão. ─ Temos um acordo?O olhar dele desceu par
LONDRES, UMA NOITE DE JUNHO DE 1996O trânsito estava mais calmo naquela noite na rodovia M23. Havia alguns minutos que o Jaguar preto deixara o aeroporto de Gatwick para trás e agora avançava para Mayfair, a 80 quilômetros por hora. As luzes dos postes riscavam o painel do carro em intervalos regulares, alternando claridade e sombra no rosto de Michael. Ele dirigia concentrado, com a mão esquerda no joelho da esposa.─ Você está calada desde o aeroporto ─ ele quebrou o silêncio, sem desviar os olhos da estrada.─ Estou apenas cansada ─ disse Rachel, em seguida bocejou.─ Mas feliz, eu espero.─ Muito. Eu tenho o melhor emprego do mundo.Um dos motivos de sua satisfação estava no banco de trás. Fixado pelo cinto de segurança, um tubo postal de cinquenta centímetros protegia a tela que ela havia comprado em Madri. Rachel fizera questão de transportá-la no banco de passageiro e não junto com o restante da bagagem.─ Esse quadro é ideal, Michael. Vai ficar divino na parede da lareira.O










Último capítulo