Mundo de ficçãoIniciar sessãoFaz 2 anos que o bilionário Michael Grant fechou o coração. Depois que a esposa morreu, ele riscou a palavra "romance" da sua agenda. Agora vive para a empresa. Michael é o CEO que governa com punhos de ferro a Scalibur, a gigante dos cosméticos de Londres. Esse viúvo de 34 anos — que sonha muito em ser pai — não tolera erros, nem que o melhor amigo, Paul, fique lhe arranjando namoradas. Até que Laura Durán, uma misteriosa espanhola, é contratada para ser sua assistente e desestabiliza a sua rotina blindada. Mas Michael vai lutar para não se render à sua paixão por ela. O que ele não sabe é que a sua assistente não é a mulher comum que ele pensa. Na verdade, por trás do seu sobrenome falso, há uma pintora rica fugindo do marido: Juan Hugo Montoya, o CEO da maior rede de bancos da Espanha. Um bilionário obcecado por um herdeiro. Enquanto Laura busca em Londres apenas um refúgio temporário e o anonimato, ela encontra em Michael um chefe tão difícil quanto fascinante. O problema é que ela também está proibida para o amor, e vai travar uma guerra contra seu coração para não se entregar nos braços de Michael. Michael Grant é puro perfeccionismo e solidão. Laura Duarte é fuga e segredos. Ele, o coração de gelo. Ela, o calor vibrante. A atração inevitável dessas duas forças vai derrubar as defesas desses dois corações. Só resta saber quem se rende primeiro.
Ler maisNão foi fácil rebocá-lo pela minha varanda. Deus sabe o quanto Michael pesava. Além do porte, ele também não ajudava e era um tipo de bêbado que choramingava e delirava. — Você já ouviu estrelas cantando, moça? — Não, e não estou nem um pouco interessada. Eu só quero entrar em casa. Ele começou a entoar Hey Jude, dos Beatles, bagunçando meus cabelos e cutucando os vasinhos de plantas do jardim. — Muito lindo, mas sem cantoria, Michael. Suba logo. Louvei a Deus quando, enfim, consegui destrancar a porta com uma mão; a outra mantinha meu cantor equilibrado. Mais feliz fiquei quando entramos na sala e o despejei sobre o sofá. — Aqui, senta. Eu bem que tentei sentá-lo, mas Michael, ainda perdido em seu torpor alcoólico, reclinou com mais força sobre as almofadas, me arrastando junto. Caímos os dois, eu sobre seu peito. O amadeirado do uísque invadiu meu nariz enquanto eu tentava me soltar daqueles bíceps que pareciam não ter intenção alguma de me liberar. Sempre que eu empu
1 MÊS DEPOISMeu primeiro mês na Scalibur como assistente de um CEO perfeccionista feito Michael Grant pode ser resumido numa só palavra: adaptação. Tirando o nariz torcido, aqui e ali, de Alice Waldron, posso dizer que as cinco semanas foram calmas. Nenhuma surpresa ou susto. Até aquele sábado à noite. A partir dele, a rotina no escritório nunca mais foi a mesma. E tudo começou com uma ligação... e um beijo na boca.Seu bar favorito em Mayfair era o refúgio discreto de clientes de alto padrão, como ele. Homens que iam ali encher a cara de paletó e gravata. Nos fundos desse bar, naquele sábado, Michael podia ser visto sentado sozinho, de camisa amarrotada, esvaziando copos. Porque era 24 de Julho.Debruçado em suas memórias, ele pressionou o copo na mão e ficou girando o uísque. Já havia tomado metade de uma garrafa e sua visão não distinguia mais o vulto de um homem de uma coluna. A única coisa que persistia firme era a lembrança da ligação naquele Julho de 97, a voz fria do polici
A presidência da Scalibur ocupava o décimo terceiro andar, que era a cobertura da torre. Enquanto acompanhava em silêncio o senhor Grant pelo corredor, eu observava os quadros nas paredes. Eram belas modelos maquiadas em poses e olhares que pareciam seguir cada um dos meus passos. Alice Waldron havia ficado para trás. A advogada — ou a futura senhora Grant, como ela nomeou — se despediu no elevador com um beijo no rosto de Michael, uma sobrancelha desconfiada para mim e um sorriso murcho antes de desaparecer rumo à sua sala. Pena que ela não estava ali para vê-lo apagar o beijo da bochecha, esfregando a mancha do batom como se eu também não estivesse. Depois de me apresentar à Kate, a sua simpática secretária executiva, finalmente entramos no reino de perfeição do CEO; a sala que já era impregnada do cheiro dele. O perfume veio assim que abriu a porta. Também uma galeria de quadros coloridos surgiu diante de mim. Atrás da mesa de mogno, uma imensa parede de vidro mostrava a cidad
LONDRES, SEGUNDA-FEIRA, 12H50 O sedan preto atravessou os portões de ferro da mansão Grant, na rua Kensington Palace Gardens. Uma casa adorável de dois andares e fachada branca, toda cercada de salgueiros que se balançavam na superfície de uma lagoa verde. Hargreaves, o mordomo, abriu a porta sorrindo. — Bem-vindo de volta, milorde. Como estava a Espanha? — Excelente, Harg. Obrigado. O senhor Grant tirou o terno no meio da sala e desabou no sofá. O velho Harg parou ao seu lado com as duas malas. — E o evento? Ocorreu como esperado? — Sim, meu amigo. Grandes contratos. — Michael puxou o nó da gravata. — E o de sempre. — Agora o senhor se refere às mulheres. — Que vieram aos montes atrás do Paul. Imagine a cena. Hargreaves imaginou. — A propósito, a senhorita Alice telefonou três vezes, perguntando se o senhor já havia chegado. — Alice, Alice. O que eu faço com você? — Retorno a ligação? — Não, Harg. E, se ela ligar de novo, por favor, diga que estou descansando. Sem deta
O sol frio das seis horas da manhã de domingo tocava a superfície azul da piscina do Solara. Paul e Michael ocupavam uma mesa próxima à borda, protegidos por guarda-sóis, cada um com uma xícara de café colombiano fumegante à frente.O café exalava notas de chocolate amargo e um toque cítrico de pitanga. Croissants, pães artesanais e sucos acompanhavam. Paul, com seus olhos verdes brilhando, comia com fúria.— Você acordou bem faminto hoje — Michael comentou. — Eu nem vou perguntar o motivo.— A noite de ontem foi incrível. Renovei as forças.— Pelo menos, alguém se divertiu noite passada.— Não estou falando apenas de sexo. Eu me refiro ao sucesso do evento, do qual você afinal sumiu. Onde foi que se meteu? Eu te procurei feito um doido.— Fui tomar um pouco de ar fresco.— E esqueceu o caminho de volta, eu presumo.A resposta de Michael foi mexer a colherzinha no café.— Estou vendo que não quer falar sobre. Está bem, vamos mudar de assunto. — Paul deu uma talagada no suco de morango
Por que você está fugindo? Fugindo, fugindo... Uma palavra tão pequena ganhou o poder supremo de congelar o tempo. Engoli em seco. Foram três segundos de branco. Os olhos do senhor Grant ardiam na minha nuca. Eu ouvia sua respiração. O pé num taco frouxo da ponte. Michael se projetava firme no deque, com minha máscara pendendo entre os dedos. Foi para ela que meu olhar desceu, quando me virei sem coragem de olhar nos olhos. — Senhor Grant... o senhor encontrou a minha máscara. — O que faz aqui sozinha? — Ar fresco. Achei que um passeio de barco seria uma boa ideia. — Um passeio de barco? — Ele apontou para o painel aberto. — É assim que chamam uma invasão hoje em dia? — Não é o que o senhor pensa. Eu ia devolver. Era só emprestado. A mandíbula dele prensou. Eu vi o calombo. — Saia daí. É perigoso navegar durante a noite, e imagino que nem tenha experiência. — Navegar é totalmente seguro. — Para marinheiros e pescadores. Mas a senhorita, neste veleiro, só me tra





Último capítulo