Mundo de ficçãoIniciar sessão— Está para nascer a mulher que vai tocar o meu coração de novo. Eu nunca mais vou me casar! Michael Grant tinha certeza disso. O que esse homem não sabia era que ela já estava na sua empresa, trabalhando disfarçada ao seu lado. Há dois anos, Michael fechou o coração. Depois que a esposa morreu num trágico acidente aéreo, ele riscou a palavra “romance” da sua vida e passou a se dedicar ao trabalho com punhos de ferro. Esse viúvo de 34 anos, cobiçado por tantas pretendentes, se recusa a se apaixonar por elas. Até que Laura Durán aparece. A única capaz de derreter seu gelo. Mas uma mulher que carrega um segredo. Laura Durán não existe. Seu verdadeiro nome é Laura Duarte, a esposa fugitiva do poderoso Juan Hugo Montoya. Um bilionário obcecado que vai revirar a Europa para caçá-la. Em Londres, Laura só queria anonimato e recomeço. Mas encontrou Michael Grant, um fascinante chefe "arrogante", uma paixão inesperada para o seu coração impedido de se entregar por inteiro. Quando um homem de gelo encontra uma mulher de fogo... Quem será que se rende primeiro?
Ler maisÀs dez e quinze da noite, o portão de ferro deslizou macio para o lado. O Bentley avançou com os faróis em longas faixas douradas pelo jardim até a fachada iluminada da mansão. Michael estacionou diante da entrada principal, desligou o motor e permaneceu alguns segundos imóvel atrás do volante. O dia tinha sido longo. Deus sabia. Contratos. Reuniões intermináveis. Promessas que precisavam ser honradas. E beijos que dificilmente seriam esquecidos. Michael sorriu. — Laura. — Fechou os olhos enquanto mordia o lábio. — Achei que nunca mais sentiria isso. Ele já não conseguia imaginar o próprio escritório sem o eco dos meus saltos, sem as duas batidas sagradas na porta, sem o movimento lento dos meus lábios se abrindo para ler os compromissos de sua agenda. Tampouco sabia o que faria para adormecer naquela noite, se meu rosto dominava sua mente, sempre aparecendo em todos os lugares, para onde quer que olhasse. — Parabéns! 34 anos e agindo como um garoto de dezesseis. — Ele inclinou
Sabe o que eu mais gostava em Londres? O anonimato. Poder ser apenas uma assistente desconhecida, ganhar e gastar meu próprio dinheiro. Poder sair quantas vezes quisesse, sozinha, sem ter que prestar contas. Comer em qualquer canto, caminhar sem planos, sem rumo, simplesmente respirar longe de um par de olhos perdigueiros.Muitas sextas, depois do expediente na Scalibur, quando Carl me deixava na calçada de casa, eu me libertava da máscara de Laura Durán. A saia lápis e o blazer davam lugar a um vestido rodado e sapatilhas confortáveis. Então desbravava os bairros sem hora para voltar. Apenas eu, a cidade e as lembranças.Conheci a Rua 8 numa dessas noites. Chamavam de rua, mas era uma pequena praça à beira de um canal estreito, iluminada por barracas que vendiam bratwurst, batata frita e uma variedade de salgados de todos os cantos da Europa. Eu matava a saudade da minha terra querida. Minha doce Madrid. Pensava na minha avó. Em Alonso. Me perguntava o que ele estaria fazendo naquele
Sozinhos na sala, Michael deixou a pasta de pelica sobre a mesa e tirou o terno, jogando-o no braço da cadeira. Ficou apenas de camisa branca com listras azuis finas e gravata cinza. Eu o observava em silêncio, apertando a agenda contra o peito.— Mal consegui esperar o dia raiar para te ver — murmurou ele, se aproximando até seu corpo quase tocar o meu. — Quero te beijar desde que acordei.— Michael — tirei a mão dele do meu queixo — nós estamos no escritó...Ele me puxou pela nuca e me beijou; uma continuação exata da eletricidade interrompida no carro em Camden Town. Amoleci por alguns segundos, mas o medo de sermos flagrados bateu forte e eu o empurrei pelos ombros.— Não. Alguém pode entrar.— E qual é o problema?— Nós estamos trabalhando. Há uma linha que divide a nossa vida pessoal da Scalibur.Ele riu. — Eu sou o CEO. Eu decido onde fica a linha.Quando suas mãos desceram para minha cintura, escapei do toque e dei um passo rápido para o lado.— Você já falou com a Linda hoje?
A porta bateu atrás de mim, selando os trovões do lado de fora. Encostei as costas na madeira fria e fechei os olhos, tentando recuperar o fôlego que havia deixado no carro de Michael. Uma mão cobriu minha boca, a outra pressionava o peito, onde o coração ainda batia descompassado. Seu perfume estava impregnado no meu pulso e na gola úmida da minha blusa.— Que perfume bom... — sussurrei para a sala escura vazia.Deixei a cabeça tombar para trás, contra a porta.— Deus... que homem!Ainda inebriada pela coragem e pelo aroma dele marcado na pele, me curvei para tirar os sapatos. Chutei os saltos de lado, sentindo o alívio imediato dos calcanhares afundando no tapete. Andei pela casa sem acender as luzes, guiada pela iluminação da lâmpada acesa na cozinha.Eu estava rindo de boba ao lembrar da minha própria audácia. De mim mesma, ensopada na calçada do Ritz, berrando no meio da rua que não estava com ciúmes, mas com ódio por não conseguir tirá-lo da cabeça. “Vai, por favor. Acaba logo c





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