Empurrei as duas portas do salão de festa do hotel na hora combinada. Mas, em vez de entrar logo, parei no topo da escada e observei o mar colorido de rostos mascarados. Homens e mulheres circulavam em smokings tradicionais e longos de seda. Alguns com a face inteira coberta. Outros apenas os olhos.
Aquela atmosfera de mistério me protegia. Ainda assim, a usurpadora que eu me tornara hesitou a sandália no primeiro degrau.
Volta, Laura. Ninguém te viu. É só voltar. Dá tempo.
A chance era boa