Cabeça baixa, olhar evasivo, mordendo a boca. Eu era um vulto de máscara púrpura atravessando o salão cheio de pressa. Já prestes a subir a escada, uma mão segurando uma taça voou no meu nariz. — ¡Hola, Laura! ¿Vino? — No, Fernando. Gracias. — Te vi muito apressada. Atrapalho? Sim. Desapareça. — Não. Eu só queria um pouco de ar fresco. — Se quiser, eu te acompanho. Assim podemos conversar melhor sem toda essa música. Seria a oportunidade de ouro para me ver sem máscara, não seria? Alimentar esse bichinho guloso da sua curiosidade. — Não precisa. Vou e volto. — Por favor, faço questão. Venha. — Ofereceu seu braço. — Vamos juntos. Olhando para aquela manga preta de smoking suspensa, eu me perguntava quem era a força que queria impedir a minha fuga. Dentro daquele drama de encarar o braço do Fernando, e ele os meus olhos, a voz de Paul ecoando entre nós foi de um anjo. — Vocês viram a Elisa? Eu não fazia ideia da cor dos cabelos dessa tal Elisa. Mas Deus o abençoe po
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