Juro que eu não sei por quanto tempo eu corri como uma cega pela pista molhada do aeroporto. E, bem sincera, não sabia se eu ainda teria fôlego para continuar fugindo do meu marido. Por ora, os seus capangas foram driblados. O nevoeiro começava a se dissipar naquela parte do aeroporto. A garoa já tinha parado. Olhei por cima do ombro e constatei o vazio atrás de mim. Nenhum segurança me perseguindo era quase um milagre. Ou uma emboscada. Eu não parei para descobrir. Eu corri tanto sem rumo, que esbarrei na parede de um hangar. Dentro, havia um jato branco de portas abertas e escada acoplada para algum passageiro bilionário entrar. Eu nem desconfiava, mas encontrar aquele avião que parecia uma miragem, selaria o meu destino para sempre. Nem nos meus sonhos eu poderia imaginar o Lorde que eu ia conhecer dentro de 15 minutos. Por enquanto, o meu coração só pensava em fugir. Então continuei. Eu dei a volta, pronta para sair dali. Mas, eu mal pus o pé fora do hangar, os passos e as vozes
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