Cabeça baixa, olhar evasivo, mordendo a boca. Eu era um vulto de máscara púrpura atravessando o salão cheio de pressa. Já prestes a subir a escada, uma mão segurando uma taça voou no meu nariz.
— ¡Hola, Laura! ¿Vino?
— No, Fernando. Gracias.
— Te vi muito apressada. Atrapalho?
Sim. Desapareça. — Não. Eu só queria um pouco de ar fresco.
— Se quiser, eu te acompanho. Assim podemos conversar melhor sem toda essa música.
Seria a oportunidade de ouro para me ver sem máscara, não seria?