Mundo de ficçãoIniciar sessão— Então me diga... O que você estava tentando fazer? Ela suspirou. — Tudo bem, eu estava tentando te seduzir, mas obviamente foi um fracasso total e me deixou constrangida. Eu deveria ter imaginado. Na verdade, já estava mais do que claro que não sou sexy o suficiente para você. Dei um passo na direção daquela tentadora maligna. Levantei a mão para afastar uma mecha de cabelo de seu rosto. Ela se encolheu, como se pensasse que eu ia bater nela. Por que ela pensaria isso? — Você... — comecei, colocando a mecha atrás da orelha dela — é sexy. ----------- Ariana Henderson finge para o mundo inteiro que vive o relacionamento mais feliz com o CEO de uma famosa marca de roupas, mas a verdade é que mesmo namorando há três anos e morando juntos há quase dois anos ele nunca a tocou. Ela sequer tinha permissão de beijá-lo! Todos sabem que Elroy Chesterfield é mau-humorado ao extremo, e ninguém, nem mesmo seus familiares, ousavam repreendê-lo. Quando se trata de sua "namorada", Ariana, ele é ainda mais irritado. Mas, após um brunch desastroso, surge uma atração inesperada entre os dois, que descobrem o verdadeiro significado de um relacionamento.
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Fingir um sorriso para a avó do meu namorado foi mais complicado do que eu imaginava. Seu rosto enrugado, mas ainda belo, se iluminou de alegria, e uma pontada de culpa me invadiu. — Vocês dois ficam tão fofos juntos. Melissa, a avó de Elroy, parecia estar no auge da felicidade. O orgulho e o brilho em seus olhos contrastavam enormemente com o que eu realmente sentia. — Nunca pensei que veria esse dia chegar, mas lá no fundo eu sabia que vocês dois dariam um jeito. Vocês ficam perfeitos juntos — ela sorriu. — Ficamos, não é? — A voz de Elroy soava alegre e vibrante enquanto seu braço apertava minha cintura, puxando meu corpo para mais perto do dele. Não gostei da sensação do corpo dele junto ao meu, nem de como eu estava excessivamente consciente de sua mão na minha cintura. Meu vestido vermelho pressionava contra o terno ajustado e a gravata vermelha dele. Melissa também vestia um lindo vestido vermelho, assim como todas as mulheres no evento. O grande salão de eventos estava repleto de pessoas sofisticadas e elegantes, celebridades que iam desde atores de primeira linha até os músicos mais talentosos e modelos de renome internacional como eu, todos reunidos para celebrar... o quê mesmo? Eu não sabia. Podia ser um aniversário ou um evento de moda, não teria como saber, porque meu namorado só me avisou algumas horas antes e me disse para escolher um vestido vermelho bonito. — Fico muito feliz que vocês tenham resolvido suas diferenças, você não imagina o alívio que sua tia sentiu ao saber do seu reencontro com a Ari — Melissa sorriu para Elroy. — Ah, Melissa, como eu te disse e sempre direi, Elroy e eu somos perdidamente apaixonados. Podemos brigar e ter um pequeno término como da última vez, mas nunca nos separaremos por nada neste mundo. Certo, El? — perguntei, sorrindo para Elroy, que sorria também. — Com certeza. Eu te amo — disse ele, acariciando minhas bochechas com seus dedos. — Eu também te amo — respondi, dando-lhe um beijo na bochecha. — Meu Deus! Me sinto a pessoa mais feliz do mundo! Estou tão feliz... Elroy, Ari, vocês dois me deixaram tão feliz. Eu estava preocupada e a última coisa que eu esperava era ver vocês dois entrando por aquelas portas juntos — disse Melissa, com os olhos brilhando. Era a última coisa que eu esperava também. Eu não o via havia três dias, desde a nossa discussão na mansão Chesterfield, uma discussão que até a levou ao hospital. — Vovó, você sempre ficará feliz. Ariana e eu nunca mais a deixaremos triste, eu prometo — assegurou Elroy. — Ah, sinto muito que minha mãe não tenha podido vir, eu sei que disse que ela estaria aqui, mas você sabe como ela é com as férias. — Pedi desculpas em nome da minha mãe, já que meu namorado tinha me contado no caminho para cá que dissera à avó que eu havia comentado que ela talvez pudesse comparecer ao evento, só para fazê-la sorrir. — Está tudo bem! O importante é que você está aqui — Melissa sorriu. Retribuí o sorriso educadamente. — Vovó, a Ariana e eu precisamos ir. Lembra que eu te falei sobre o encontro no museu? — disse Elroy. Olhei para ele com uma expressão inocente. Encontro no museu? Provavelmente outra mentira... — Ah, sim, eu cubro vocês, não se preocupem — Melissa sorriu. Logo chegamos ao carro de Elroy, e ele gentilmente abriu a porta para mim. Sorri para ele, entrando no carro, coloquei minha bolsa no colo, fechei os olhos e contei até três enquanto Elroy fechava a porta e caminhava até o lado do motorista. Imediatamente, ele entrou e bateu a porta. Sua fachada se desfez, uma carranca séria surgiu em seu rosto, e o mesmo aconteceu comigo depois que abri os olhos. — Nunca mais, Ariana — disse ele, sem me olhar. — Nunca mais em toda a sua vida, nem na próxima, ouse me beijar. Apertei minha bolsa com mais força, para conter a raiva. Foi apenas um beijo na bochecha! — Confie em mim. Isso nunca mais vai acontecer — eu disse, sem olhar para ele, encarando o nada. — Ótimo. — Ótimo.ARIANAInacreditável que Cade e eu temos algo em comum. — E você, senhorita Henderson? — perguntou o garçom. — Te aconselho a pedir o mesmo. Eu te garanto que é incrível — sugeriu Cade. Eu sorri. — Ah, eu sei que é... Na verdade, é o meu favorito. — Legal, traga-nos dois copos de iogurte de banana. — Já está a caminho — aviso o garçom, saindo apressado em um segundo. — Seu favorito, hein? É o meu favorito também. Ainda me pergunto por que meus irmãos não gostam... É simplesmente a melhor coisa que existe. — Eu sei, o Elroy detesta... Diz que é a pior combinação de todas. Mas ele não sabe o que está perdendo. — Sim, não sabe. — Ele sorriu e, mais uma vez, não deixei de notar a impressionante semelhança com Elroy. O que eu estou dizendo? São trigêmeos... E mesmo que não se pareçam totalmente no físico, devem ter alguma semelhança em particular. — Enquanto aguardamos, vou direto ao ponto: o motivo de estarmos ambos aqui. Eu me preparei para o que quer que ele quise
ARIANA Tirei meus saltos, larguei meu celular na mesa e me joguei na cama, deixando-me envolver pelo aconchego e pelo conforto da cama de Elroy, que obviamente exalava o perfume dele. Nossa, meu corpo doía muito. Mamãe me fez testar todos os aparelhos novos da academia dela, me obrigou a fazer ioga e até quis cachear meu cabelo, já que nunca gostou dele liso. Então agora ele estava com a sua cor castanha, brilhante e ondulada de sempre. Ela também me fez usar uma maquiagem desnecessária. Não era nada pesado, apenas a maquiagem normal do dia a dia. Eu disse a ela que não era necessário, já que eu estaria dentro do meu carro de qualquer maneira e não tinha nenhum plano importante para hoje. Minha mãe era o tipo de mulher que estava sempre pronta para uma câmera. Em qualquer lugar, a qualquer hora. Mesmo sem maquiagem, ela ainda seria divina. Eu continuava me perguntando por que ela se esforçava tanto para realçar uma beleza que, na verdade, nem estava escondida. Minhas sobrance
ELROY— Você tem o quê?! — perguntei, extremamente chocado.— Uma filha — repetiu Damien. Cade soltou um assobio baixo. — Eu não esperava por essa. Damien suspirou. Eu estava totalmente confuso. — Quando? Com quem? Como? — metralhei as perguntas. — A Amy estava grávida de um filho meu antes de nos divorciarmos — esclareceu Damien. — Nossa... Então você tem uma filha de cinco anos agora? — perguntou Cade. — Sim. Vi a Amy numa reunião do conselho. Depois de anos e anos procurando por ela... Acho que ela não sabia que eu estaria lá. Uma coisa levou à outra e descobri que ela tinha uma menina, a Hayley. Minha filha. — Ele disse isso com um olhar distante. — Não consigo acreditar que ela escondeu isso de mim... — Uau — foi tudo o que consegui dizer. — Isso é muita coisa — comentou Cade. — E agora, o que você vai fazer? — Pegar minha filha, obviamente. — A Amy é maluca — apontei o óbvio.Damien e Amy se casaram durante a faculdade. Eles começaram a namorar no ensino médio, conti
ELROY — Nossa, meus dois irmãos em um dia só — disse Cade, abrindo bem a porta para que eu pudesse entrar. — Vieram para dar início ao apocalipse? — perguntou. A casa de Cade era a menor de todas as propriedades dos Chesterfields. Eu ainda me perguntava por que ele tinha decidido morar em um lugar feito só para ele. Não havia guarda-costas, nem empregadas, nem vizinhos por perto, nem mesmo um chef à vista. Eu sabia que ele não se dava muito bem com humanos, mas... ele deveria se esforçar. Meu olhar se voltou para Damien, que estava sentado no sofá de Cade com as pernas cruzadas sobre a mesa de centro. Quando ele me notou, deu um sorriso irônico. — Bem, não é este o reencontro familiar ideal? Estreitei os olhos para ele e me sentei no sofá em frente. — O que vocês dois estão fazendo aqui? — Cade questionou. — Antes de responder, você tem uma daquelas cervejas? Eu bem que gostaria de uma agora — disse, com a voz embargada pelo cansaço. — Sim, eu também — acrescentou Damien. Ca















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