Mundo ficciónIniciar sesiónAs escolhas são suas, as consequências também. Aceite-as e viverá bem." Vitória de Castro carrega na pele as marcas de um caminho árduo, construído sobre bases de abandono, preconceito e humilhação. Desde cedo, ela aprendeu o que é ser desprezada, seja por sua condição, por seu corpo ou por não pertencer ao mundo de riquezas e aparências que um dia pisou. Conheceu a crueldade humana de perto, sentiu na própria pele o gosto amargo da rejeição e a dor de ser tratada como lixo por quem deveria zelar por ela. Mas toda essa dor não a quebrou: ao contrário, tudo o que ela viveu, todos os "nãos" e todas as feridas, foram apenas o fogo que forjou a mulher forte, determinada e implacável que ela é hoje. Ela não apenas sobreviveu ao passado — ela o transformou em sua maior força.
Leer másDuas semanas depois Fui treinado desde cedo para comandar, para saber lidar com gente, com guerra, com tudo. O meu coroa ainda está aí na ativa, firme e forte, e eu aprendi tudo o que sei com ele. Vim morar aqui em Paraisópolis há exatos quinze anos. Descobrimos que o antigo dono daqui estava armando traição contra a família, e ainda por cima estava escondendo e protegendo o Rex, o desgraçado que a gente procura. Não deu outra: invadimos, limpamos a área, matamos todos os que estavam do lado errado... mas o filho da puta do Rex conseguiu escapar, como sempre. Prometi para o meu mano LK que um dia vou entregar a cabeça desse verme numa bandeja de prata. E o que eu prometo, eu cumpro. Vou caçá-lo até o fim do mundo, não sossegarei enquanto não resolver essa dívida. Tenho dois irmãos: a Laura, de 24 anos, e o Diego, de 29. Eles moram com o coroa na Brasilândia, e prefiro que fiquem lá, bem longe do movimento pesado daqui. Principalmente a minha irmã, essa me dá uma dor de cabeça danad
Parada mó estranha, meu. A mina ficou toda esquisita só de eu chegar perto, fingiu que não me conhecia de nada, mas eu já entrei no joguinho dela. Uma hora ou outra eu pego ela sozinha, e aí a gente conversa direito. Só fiquei com ela uma única vez na vida, mas foi o suficiente para não tirá-la da minha cabeça durante todos esses anos. Pensei que nunca mais fosse ver o rosto dela, nunca mais fosse saber nem se estava viva. Como o mundo é pequeno, cara... Uns anos atrás, tinha um baile rolando na favela que o meu pai comanda. Foi lá que eu a vi pela primeira vez. Quando ela entrou na quadra, o meu olhar bateu no dela na mesma hora, foi algo que não sei explicar. Ela era linda, tinha um brilho que chamava atenção por onde passava, mesmo sem querer. E hoje, olhando ela ali na minha frente, vejo que o tempo só fez bem: ficou mais mulher, mais bonita, está ainda melhor do que eu lembrava. Fiquei lá, de longe, olhando ela por horas. Estava completamente encantado com o sorriso dela,
--Mãezinha, olha o Gael! — Mel me chama, toda irritada, apontando para o irmão que fazia careta para ela.— O que foi, amor? — pergunto, me agachando um pouco e olhando para ele. — Não te fez nada, não é mesmo, moleque? Para de implicar com a sua irmã.— Ih, vocês dois nem começam a brigar, viu? Estamos em um lugar novo, se comportem — aviso, olhando sério para os dois, mas já sorrindo por dentro com a cena.Melinda é toda extrovertida, faz amizade com qualquer um em dois minutos, fala pelos cotovelos e está sempre sorrindo, puxando conversa com todo mundo. Já o Gael é o oposto: é bem na dele, sério, todo fechado, observa tudo calado e não se abre com ninguém fácil. Ele lembra muito o pai, não só na aparência — loiro, olhos claros, traços fortes e marcantes — mas também no jeito reservado, quieto e observador. Na verdade, os dois são a cara do pai. Não puxaram nada da mamãe aqui, infelizmente ou felizmente.— Mãezinha, cadê a dinda? — Gael pergunta, já com aquele jeito de quem está pe
Bom, para começar nossa história, me chamo Vitória de Castro, tenho 27 anos e sou cirurgiã geral. Nesse exato momento, estou pisando novamente em solo paulistano — um lugar que eu jurei, por anos, que jamais teria coragem de voltar.Tenho dois filhos: Gael e Melinda, ou apenas Mel, como costumo chamá-la com todo o carinho. Eles são frutos, digamos assim, de um deslize que cometi no passado. Um deslize do qual, ironicamente, não me arrependo nem por um segundo, pois foi exatamente esse "erro" que me deu os meus filhos, o grande amor da minha vida. Por eles, eu sou capaz de matar e morrer, sem pensar duas vezes.Sabe por que digo que foi um deslize? Bom... vamos raciocinar com a cabeça de hoje: como é que uma pessoa se entrega de corpo e alma a um completo desconhecido, que nunca viu na vida, sem usar proteção nenhuma? Era praticamente pedir para engravidar ou pegar alguma doença, não é mesmo? Sorte a minha que o resultado disso foi o melhor do mundo. E digo mais: esse não foi o meu úni





Último capítulo